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Lages tem alto índice de gravidez na adolescência

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16% das gestantes na cidade estão a baixo dos 18 anos.

De longe, é difícil reparar a barriga de sete meses de gestação que a adolescente Amanda* carrega. Em baixo da blusa, um pouco larga, ela só fica visível quando as mãos da jovem passam com carinho pelo ventre. O bebê deve nascer no começo do ano novo e há poucos dias, ela descobriu que será um menino. Ela faz parte da estatística lageana que mostra que 16% das gestantes na cidade estão abaixo dos 18 anos.
Os números chamam a atenção dos profissionais da saúde de Lages. O correto seria que os índices estivessem abaixo de 10%. A diretora de Atenção Básica da Secretaria de Saúde, Francine Formiga, explica que no Brasil, o número de adolescentes grávidas diminuiu, mas ao contrário do resto do País, em Lages, os dados aumentam.
O secretário de Assistência Social de Lages, Samuel Ramos, ressalta que diversos aspectos fazem com que essas estatísticas sejam grandes. A vulnerabilidade social é uma delas. Nas regiões periféricas e nos lugares de maior concentração de pobreza é onde estão essas adolescentes. Além disso, a evasão escolar contribui para a gestação precoce. A cidade já chegou a registrar casos em que a mãe adolescente precisa ser encaminhada para o Acolhimento junto com o filho ou quando o bebê nasce no abrigo.
Francine explica que outros fatores que contribuem são o fato das jovens terem o desejo de sair de casa, pois sentem-se mais empoderadas quando se tornam mães, ou porque suas mães já engravidaram com pouca idade e a situação se repete. A idade dessas jovens geralmente varia de 14 a 16 anos.
A preocupação, segundo fala a gerente das Unidades de Saúde, Tatiane Matos, é com a proliferação de doenças sexualmente transmissíveis. Ela explica que, ao contrário do que se possa imaginar, as adolescentes não costumam apresentar sintomas de DSTs e fazem o pré-natal corretamente. “O acolhimento na Unidade de Saúde, o vínculo com o enfermeiro, é muito legal. Elas os procuram quando precisam tirar dúvidas e até mesmo, desabafar”.

 

É importante criar diálogos nas escolas

A jovem Amanda descobriu que estava grávida ao fazer um teste de farmácia. Logo, procurou o posto de saúde do bairro onde mora para começar o pré-natal. Aos 7 meses de gestação, só havia realizado uma ultrassom, que precisou pagar para fazer, já que teve dificuldades em agendar pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O bebê se mexe bastante revela ela. Se tem vontade de voltar a estudar, ela explica que quando ele completar três meses de idade, pretende matriculá-lo na creche do bairro, para que volte a escola. Quando questionada se imagina que iria engravidar tão cedo, se emociona e apenas acena a cabeça com um não. Mesmo assim, está animada para conhecer seu filho. “Não consigo nem imaginar como ele será”, diz ela.
A diretora de Atenção Básica, Francine, explica que o SUS oferece todos os tipos de preservativos. Nas Unidades de Saúde, há distribuição de camisinhas, pílulas anticoncepcionais e do dia seguinte. Mas é nas escolas que há mais dificuldade de conversar com estes jovens. “Os pais têm muita relutância se falarmos de sexualidade nas escolas”. Essa dificuldade, ela explica, atrapalha o trabalho das agentes de saúde, e diz que a conscientização é fundamental. Francine ressalta que, mesmo com o acesso à informação facilitado, é preciso haver diálogo.
O secretário Samuel revela que a Secretaria de Assistêncial Social de Lages trabalha para fortalecer os vínculos familiares, articulando dentro das famílias os espaços para essas jovens. Além disso, é preciso ter o trabalho de prevenção e diminuir os índices de evasão escolar.
Com a ajuda dos pais, Amanda criará seu bebê. Vizinhos também auxiliam a nova mãe com a doação de roupas, além dos objetos que ela começa a adquirir para a esperar a chegada do novo membro da família.

* O nome foi alterado para preservar a identidade da adolescente

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Aplicativo está parado por falta de dinheiro

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Foto: Divulgação

Em abril, completa um ano que o aplicativo Gerência Vias está desativado. A ferramenta foi utilizada durante dois anos em Lages para monitorar as estradas do interior com o auxílio da própria comunidade. Hoje, sem recurso financeiro, o APP está parado desde que encerrou o contrato com a prefeitura, em 2017.

O encerramento do contrato com a startup Jumper Sistemas se deu por falta de verba, segundo o secretário de Pesca e Agricultura, Osvaldo Uncini. Segundo ele, não foi possível renovar pelo custo. “Estávamos com pouco recurso ano passado, e era preciso aplicar nas estradas diretamente”, argumenta.

O assunto foi retomado, porque devido a problemas recentes em estradas do interior, questionou-se sobre o aplicativo que tem o objetivo de notificar a prefeitura sobre ocorrências nas vias municipais do interior. Uncini confirma que “não havia nenhum problema com o aplicativo, somente não havia recurso mesmo”.

“A gente procura, ao invés de APP, ir pessoalmente. As pessoas reclamam por telefone, e a gente vai lá e resolve o problema”. O dono da startup Jumper Sistemas, Kleverton Antunes, contou que a ferramenta só deixou de funcionar mesmo por esse fator. Ano passado, quando encerrou o contrato, eles até tiveram uma reunião, mas não foi possível continuar com o sistema.

Mas o secretário ressalta que o Gerência Vias é bom e que, caso a situação financeira da prefeitura melhore, pode retomar o serviço. O APP foi bastante divulgado no ano em que foi lançado, em 2015. Inclusive, tendo ganhado um prêmio do Ministério do Turismo.

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Águia 4 e Samu querem firmar parceria para salvar vidas

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Foto: Andressa Ramos

Minutos na vida de um paciente fazem diferença. Ainda mais quando se trata de um acidente. Para se tornar o atendimento mais ágil e aumentar a expectativa de sobrevida de um paciente, a 5ª Companhia de Aviação com o Helicóptero Águia 4 e a equipe de profissionais do Samu trabalham em parceria, mas de forma informal, desde 2015. O único objetivo é salvar vidas.

Porém, para reduzir o tempo de resposta, o Samu precisaria ter uma equipe fixa no Aeroporto de Lages. Quando fossem acionados para uma ocorrência poderiam sair prontamente para atendimento. Da forma que é feito hoje, a equipe do Águia 4 precisa esperar a equipe do Samu se deslocar da base, levando em média 10 minutos até o aeroporto.

A equipe do Águia quer a parceria para ajudar os cidadãos, pois destaca que são pagos para executar trabalhos de ocorrências policiais, mas, como recebem essa demanda, atendem, juntamente com o Samu, acidentes envolvendo pessoas.

O coordenador do Samu em Lages, Leonardo Augusto Coelho, lembra do caso de um paciente em Anita Garibaldi que foi socorrido pelas equipes. “Nós chegamos, atendemos e trazemos o paciente. Se não fosse de helicóptero, esse seria tempo apenas para chegarmos à cidade e fazer o socorro. Em distâncias longas, conseguimos cobrir com um bom tempo de resposta.”

Documento

Em resposta a uma moção legislativa de autoria do vereador Maurício Batalha Machado (PPS), o então secretário de Estado da Segurança Pública, César Augusto Grubba, definiu, de acordo com informações da gerência do Samu, o momento atual como conturbado e inviável para o atendimento ao pleito em virtude da cisão ocorrida com a Organização Social SPDM, que faz a gestão da regulação de urgência e o suporte avançado à vida, a qual está sendo substituída pela empresa OZZ Saúde, havendo, com isso, a necessidade de determinado tempo e condição econômica favorável para a celebração de novas parcerias em razão da otimização do uso dos recursos públicos com a redução de custos com aluguéis, pessoal, serviços, etc.

Secretaria de estado da saúde emite nota

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) esclarece que a Região da Serra Catarinense tem a cobertura do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), tanto terrestre como aéreo. A região possui uma cobertura com: uma Central de Regulação em Lages; duas Unidades de Suporte Avançado (UTI móvel), sendo uma em Lages e outra em São Joaquim; e oito Unidades de Suporte Básico, sendo duas em Lages, uma em São Joaquim; uma em Otacílio Costa, uma em Campo Belo do Sul, uma em Bocaina do Sul, uma em São José do Cerrito e uma em Bom Retiro. No transporte aeromédico, a Serra Catarinense está assistida pelas aeronaves Arcanjo 4 (asa fixa) de Florianópolis para as transferência e transportes, e também do Arcanjo 2 (asa rotativa) de Blumenau, que fornece suporte e atendimento à região.

A Serra Catarinense possui uma população de 291.372 habitantes e é a menos populosa do Estado. O número de ocorrências é proporcional ao número de habitantes. Segundo informações da gerência do SAMU, o serviço atende a população da Serra Catarinense com qualidade.
Além disso, a atual condição orçamentária do Estado não possui recursos para financiar a manutenção de uma aeronave na região devido ao alto investimento. Os custos giram em torno de R$ 66 mil por mês para contratação, encargos e benefícios das equipes de enfermeiros e médicos. Há também o custo dos equipamentos e materiais médico-hospitalares, serviço de esterilização, serviço de limpeza, insumos, custo e viabilização da compra de 18 mil litros de combustível a cada seis meses, sendo que somente o querosene de aviação custaria aproximadamente R$ 90 mil por semestre.

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Uber chega a Lages e em mais três cidades da Serra

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Desde sexta à tarde, o Uber está funcionando em Lages, Otacílio Costa, Correia Pinto e Curitibanos. Oportunidade de renda para quem está desempregado ou quer complementar o orçamento, o aplicativo faz seleção dos motoristas que querem atuar no setor.

Em Lages, está funcionando o tipo X, que seleciona somente veículos de quatro portas, com ar-condicionado e fabricados após 2008.
Dionathan Micael é um dos motoristas do aplicativo selecionados para trabalhar em Lages. Das 14 horas, que foi o horário de início do Uber na cidade, até as 16 horas, ele fez cinco viagens. Ele pretende, com o valor recebido das corridas, pagar seu carro. “Na reunião que tivemos, tinha umas 90 pessoas, alguns curiosos, outros não”, lembra.

Apesar de estar motivado com o novo trabalho, pois até então estava desempregado, ele conta que sempre tem quem chame e cancele a corrida. “Fui em três chamadas que as pessoas desistiram quando eu já estava perto. Acho que não acreditavam que [o serviço] estava funcionando.”

Cada viagem que executa, 25% do valor vai para a empresa Uber. Mesmo assim, chamar um motorista pelo aplicativo, continua sendo mais barato do que andar de táxi tradicional. Para solicitar os serviços de Uber, é necessário baixar e acessar o aplicativo pelo celular.

Alguns preços

>>Origem: Angeloni
Destino: Bairro Universitário
Preço: R$ 8

>>Origem: UDESC/CAV
Destino: Lages Garden Shopping
Preço: R$ 11

>>Origem: Aeroporto
Destino: Centro
Preço: R$ 14

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Delegacia Regional facilita acesso ao cidadão

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Foto: Cristiano Rigo Dalcin/ADR Lages/Divulgação

Dois meses após a inauguração, a nova Delegacia Regional de Polícia, em Lages, tem chamado atenção pela acessibilidade. Usuários dos serviços de trânsito e funcionários destacam as facilidades de acesso e rapidez no atendimento do novo endereço, localizado na Avenida Belizário Ramos, no cruzamento com a Avenida Dom Pedro II, no Centro.

O sistema informatizado de senhas é a primeira mudança significativa em relação ao espaço anterior, atualmente ocupado apenas pela 1ª Delegacia de Polícia Civil. Logo na entrada, o cidadão é convidado a acessar o totem eletrônico, que direciona o atendimento (Ciretran, CNH, alvarás, etc). Além da organização no atendimento, que distingue entre preferencial (idosos, gestantes e mães com filhos de colo) e normal, o sistema possibilita que os gestores de cada área verifiquem dias e horários de maior demanda, visando qualificar o atendimento.

Com 2,3 mil metros quadrados, os serviços estão distribuídos por 20 ambientes. Uma das novidades é a sala informatizada para realização da prova do Detran, realizada por todos que desejam obter habilitação para dirigir. “As provas são digitais e realizadas em uma sala totalmente informatizada, e assim não utilizamos mais o papel, como era feito anteriormente”, destaca a delegada regional Luciana Rodermel.

Na Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran), que confecciona a documentação de veículos, e no setor de CNH (carteira de motorista), só nos últimos 60 dias, foram realizados 25.351 atendimentos, sendo 11.536 visando a retirada ou renovação de CNH, e 13.815 para regularização da documentação de veículos (Ciretran). “Todo dia recebemos algum elogio no balcão, seja pelo atendimento, pela acessibilidade e até pela facilidade de estacionamento, e isso nos motiva ainda mais a prestar um bom serviço para o cidadão”, atesta a chefe do Ciretran, Leila Schmitz.

Depoimentos

A técnica em Enfermagem Thais Albino Tristão esteve na Delegacia Regional, para encaminhar a documentação de renovação da CNH. Com o filho em uma cadeira de descanso, ela recebeu atendimento preferencial. “Foi mais fácil do que imaginei. Achei que demoraria bem mais para ser atendida”, contou Thaís, que irá retornar após sete dias para retirar a nova CNH. Alisson Nunes, 23 anos, trabalha em uma empresa de contabilidade e tem frequentado a nova delegacia toda semana. “Ficou excelente, com maior espaço e conforto para esperar o atendimento”, destacou.

Para a delegada Luciana Rodermel , os benefícios proporcionados pelo nova delegacia eram esperados. “Tudo que já havíamos previsto, como o aumento do espaço e a acessibilidade da população, está acontecendo”. Ela comanda uma equipe formada por 40 servidores, entre policiais, contratados, estagiários e funcionários de serviços gerais. O atendimento é realizado de segunda à sexta-feira, das 8h às 18h.

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