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Lages fará cirurgias de transplante de córnea

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A cirurgia apresenta alta porcentagem de sucesso - Foto: Divulgação

A partir deste ano, transplantes de córnea poderão ser realizados em Lages. Desta forma, os pacientes que necessitam do procedimento não precisarão mais fazer longas viagens. As cirurgias serão realizadas na nova clínica de olhos Oftalmolages, que está em processo avançado de construção. A previsão é que sejam realizadas ainda neste ano.

Em Santa Catarina, os centros transplantadores estão em Joinville, Blumenau, Florianópolis, Criciúma, Videira, Araranguá, Balneário Camboriú, Itajaí, Joaçaba, Timbó, São Bento do Sul e São José. A clínica Oftalmolages será credenciada junto a Central Estadual de Transplantes de Santa Catarina para poder oferecer este serviço especializado, e as vezes, de difícil acesso.

O centro transplantador de Lages estará sob a responsabilidade do médico oftalmologista e subespecializado em córnea, doenças externas oculares e transplante de córnea, Arthur Martins. Uma das exigências para estar credenciado é a obrigação do diretor técnico do centro transplantador ser médico oftalmologista com especialização em transplante de córnea.

Conheça mais sobre a cirurgia

Segundo o médico Arthur Martins, a córnea é uma fina estrutura transparente em forma de meia esfera, essencial para que possamos enxergar. Ela é a primeira camada de proteção do globo ocular e responsável por focalizar a luz que entra no olho, na retina.

“O transplante é necessário quando a córnea já não desempenha mais a sua função. Seja por perda da transparência, diminuindo a quantidade de luz que entra no olho, ou por perda da sua funcionalidade, quando não focaliza a luz corretamente na retina”, explica o médico.

A cirurgia é complexa, envolve a disponibilidade do tecido que depende do desejo do doador e/ou de seus familiares em realizar a doação. Após autorização, a córnea é coletada e examinada para avaliar se está apta a ser transplantada.

O tecido é disponibilizado para os pacientes que estão na fila – no Brasil é controlada pela Central de Transplantes de cada estado. Assim que estiver disponível, o paciente é convocado a se apresentar para a cirurgia o quanto antes.

Procedimento seguro e indolor

Conforme explica o médico oftalmologista, Arthur Martins, o procedimento de coleta do doador consiste em retirar a porção central da córnea com um equipamento especial, ele extrai um disco de aproximadamente oito milímetros.

No paciente que recebe a doação, é realizado o mesmo procedimento. O processo é meticuloso, pois o globo ocular fica exposto. “Trocamos a córnea doente por uma córnea saudável doada e, para fixá-la, são realizados pequenos pontos, 16 no total, retirados ao longo dos meses no pós-operatório”, detalha o médico.

Normalmente, as doenças que levam ao transplante são, principalmente, as ectasias de córnea, como o ceratocone, doenças do endotélio corneano, como a distrofia de Fuchs, cicatrizes após trauma ocular ou após infecções oculares.

Os tipos

Existem diferentes tipos de transplantes de córnea. Em alguns casos, apenas as camadas frontais e média da córnea são substituídas. Em outros casos, apenas a camada interna é removida. “Às vezes, toda a córnea precisa ser substituída. O que determina qual tipo de transplante será realizado é a doença e sua gravidade”, complementa.

O mais importante, ele acrescenta, para que um transplante seja bem-sucedido, é necessário o bom acompanhamento do médico oftalmologista no pós-operatório.

Respeitando o repouso, fazendo uso das medicações prescritas e realizando o seguimento regular. Dessa forma, o médico e o paciente conseguem, juntos, antecipar e tratar possíveis infecções ou rejeição do transplante.

O resultado esperado para um transplante de córnea é a devolução das funções corneanas, seja melhorando a acuidade visual ou devolvendo a proteção normal do globo ocular.

Os riscos

O transplante de córnea é uma cirurgia realizada rotineiramente e possui alta taxa de sucesso. Os enxertos são os mais bem-sucedidos de todos os transplantes de tecidos.

Contudo, existe o risco de rejeição da córnea. “O risco de rejeição no transplante de córnea ocorre em cerca de 20% dos casos. Outro importante risco seria uma infecção ocular, que é minimizado por técnica de assepsia e antissepsia adequadas e uso de antibióticos profiláticos em forma de colírios”, completa o médico.

Quem pode ser um doador de córnea?

Qualquer pessoa pode ser um potencial doador de córnea. Para isso é aconselhável que deixe a família informada sobre sua vontade. Doação de córnea só é realizada post mortem.

Saiba mais: O transplante de córnea está previsto no rol de procedimento da Agência Nacional de Saúde (ANS). Pode ser realizado por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), plano de saúde ou pelo modo particular. A fila de espera independe da forma de cobertura.

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