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Lages consolida-se como a oitava maior economia de Santa Catarina

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Dados divulgados em junho, pela Secretaria de Estado da Fazenda de Santa Catarina, mostram que Lages é a oitava economia do Estado no ranking de movimentação econômica e arrecadação de impostos de todos os 295 municípios catarinenses.

A publicação tem como referência o valor adicionado de ICMS da movimentação financeira de 2017, que serve como base para a definição do Índice de Participação dos Municípios (IPM) no ano de 2019. São parâmetros que refletem o retorno de impostos estaduais ao município, conforme a atuação do setor produtivo.

Pelo levantamento que aponta o valor adicionado e o percentual de retorno de impostos, Lages está à frente de importantes cidades como Criciúma e Brusque, ficando atrás apenas de Joinville, Itajaí, Blumenau, Florianópolis, Jaraguá do Sul, Chapecó e São José.

São resultados expressivos a se comemorar, numa realidade de crise econômica que o país enfrenta. Para o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Mario Hoeller de Souza, o Marião, Lages está entrando no terceiro ciclo da madeira, um dos setores que mais crescem e contribuem para o aquecimento da economia do município.

O primeiro ciclo, que teve o auge nos anos 50, foi marcado pelo extrativismo puro. Mais tarde se viu um crescimento na plantação de pinus, tornando-se a maior reserva em toda região e atraindo grandes empresas, a exemplo da Klabin.

Nesta nova fase, outras empresas do ramo da indústria da madeira se instalaram em Lages, como a M7 Indústria e Comércio de Compensados e Laminados, a G13 Madeiras, a Ekomposit, e outras que demonstram interesse.

Há um ano em Lages, a M7 produz, por mês, cerca de quatro mil metros cúbicos de madeira engenheirada, exportando para países da Europa, Ásia, Caribe, e com negociações que prometem abrir as portas no mercado americano.

A economia dos Estados Unidos influencia muito no comércio da madeira, principalmente com o governo desenvolvimentista do Trump”, comenta Evandro Renato Marini, sócio-proprietário da empresa.

Segundo ele, está nos planos abrir uma nova unidade da M7 até o ano que vem, com uma produção que poderá chegar a dez mil metros cúbicos de compensados e laminados, saltando de 150 para 400 empregos diretos.

O crescimento do setor gera emprego e também valoriza o produtor de pinus e eucalipto, que investiu nesse mercado e agora pode colher os frutos. O setor da madeira é cíclico, com resultados a longo prazo. Agora estamos em uma excelente fase”, destaca Evandro.

A prospecção de instalação da Berneck, uma das gigantes na indústria madeireira, promete alavancar ainda mais o setor na cidade. A unidade de Lages terá investimento inicial de R$ 800 milhões e poderá gerar até mil empregos diretos, sendo cerca de 500 nos primeiros meses.

Prosperidade no setor da tecnologia

Outro setor que cresce consideravelmente em Lages é o da tecnologia, podendo futuramente se igualar ao de grandes centros. Temos o exemplo de Florianópolis, que ocupa a quarta posição no estado, tendo a tecnologia e o turismo como o principal pilar de sustentação da sua economia”, ressalta o secretário Marião.

Com projetos embrionários sendo desenvolvidos, o Órion Parque Tecnológico, o único centro de inovação e tecnologia da Serra Catarinense, se consolidou e ambiciona expandir ainda mais. Desde a sua implantação, a unidade já realizou 260 eventos.

São aproximadamente 39 empresas e instituições vinculadas ao Órion, além de empresas que oferecem uma série de assessorias e consultorias.

Vários projetos e ações são desenvolvidos dentro do parque, seja no intuito de promover o empreendedorismo e inovação, incluir jovens e terceira idade nos meios digitais, ou instigar o empoderamento feminino.

Novos empreendedores aquecem a economia

Segundo dados da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo, de janeiro a junho deste ano foram feitas 823 solicitações para abertura de empresas na modalidade Microempreendedor Individual (MEI) e entregues 821 alvarás.

Este número cresce todo mês. Em junho foram contabilizadas 6.038 MEIs ativas no município. São empresários que trabalham por conta própria e chegam a faturar até R$ 81 mil por ano.

Um setor que recebe atenção especial e total incentivo através dos programas da Secretaria é a indústria do couro. Cerca de 240 famílias atuam neste ramo, trabalhando de forma autônoma e de maneira artesanal.

Um trabalho também está sendo desenvolvido dentro da reciclagem. Vamos transformar os artesãos do couro e os recicladores em pequenos empresários, capacitando-os e ensinando-os como gerenciar seu próprio negócio”, afirma Marião. A intenção é transformá-los em microempresários (MEIs), passando a ter todas as garantias que esta formalização oferece.

Qualificação é a receita do sucesso

O primeiro passo para quem quer montar o próprio negócio ou está à procura de emprego é a capacitação. Com este objetivo, a Secretaria do Desenvolvimento Econômico implantou, em março de 2017, o programa “Qualifica Mais”.

O programa já realizou 27 cursos gratuitos ou com valores simbólicos, em diversas áreas, formando aproximadamente 700 pessoas. Entre os alunos, muitos com potencial para serem futuros empreendedores.

Vanusa Carneiro é um exemplo de quem viu na adversidade uma mola propulsora para conquistar patamares mais altos. Formada em Educação Física, ela sentiu dificuldades em encontrar emprego na área.

Indicada por amigos, procurou o Qualifica Mais e decidiu pelo Curso de Depilação, onde encontrou um novo nicho. Vanusa não hesitou em montar seu próprio salão, e há três meses abriu as portas da sua casa para as clientes.

A área da beleza é muito promissora, mas quem abre um negócio precisa apresentar um diferencial para se manter no mercado. Além da depilação, sempre faço uma massagem durante a sessão, com ambiente climatizado, uma boa conversa, além de promoções e novas técnicas”, aponta. Se tudo correr bem, em breve ela pretende abrir um salão no Centro.

Professores voluntários ajudam no desenvolvimento

Todos os cursos do Qualifica Mais contam com professores voluntários, de diversas áreas. Fico feliz em poder ajudar. Tem espaço para todos e quanto mais a cidade contar com pessoas empreendedoras, melhor”, comenta Guilherme Humberto de Lima, proprietário da Barbearia Santíssimo Bigode.

Ele ministra workshops, trazendo para dentro da sua barbearia alunos que querem aprender o ofício. Ele mesmo é um exemplo de empreendedorismo. A ideia de montar uma barbearia surgiu durante o período em que saí da empresa que trabalhava. Às vezes sair da zona de conforto pode nos impulsionar para algo muito melhor”, diz.

Cerca de 22 empresas abraçaram a causa e abriram suas portas para que os alunos do Qualifica Mais pudessem fazer seus estágios sem vínculo empregatício, aprendendo na prática uma nova profissão, com a possibilidade de serem contratados conforme seu rendimento.

Este foi o caso de Milton da Silva Viana. Ele veio da cidade de Janaúba, Minas Gerais, junto com a família, para começar uma nova vida em Lages. Ficou seis meses desempregado e viu no programa uma oportunidade. Concluiu o curso de Estética Automotiva e, após estágio em uma empresa do ramo, conseguiu se efetivar no emprego.

Foi uma luz no fim do túnel, para mim e minha família. Na cidade de onde viemos não existem programas como este, e agradecemos imensamente a oportunidade. Quero ganhar experiência, e quem sabe montar meu próprio negócio”.

Ranking das dez maiores economias de SC

Posição Cidade Valor adicionado (base 2017 IPM 2019

1 Joinville R$ 18.338.976.238,42 8,3571125

2 Itajaí R$ 17.501.420.830,87 7,5555477

3 Blumenau R$ 9.924.739.843,07 4,7236303

4 Florianópolis R$ 6.261.743.860,18 2,8681750

5 Jaraguá do Sul R$ 6.453.922.817,52 2,8029642

6 Chapecó R$ 5.293.622.127,77 2,4119159

7 São José R$ 5.058.663.989,09 2,3268719

8 Lages R$ 4.325.455.051,05 1,9740299

9 Criciúma R$ 3.859.506.988,72 1,7690801

10 Brusque R$ 3.733.223.787,19 1,6972541

Como é feita a partilha do ICMS

Do total de ICMS arrecadado pelo Estado, 25% é partilhado com as prefeituras. Deste montante, 15% é distribuído igualmente dividindo-se o valor entre o número total de municípios. Os 85% restantes são partilhados de acordo com o movimento econômico de cada cidade. A soma dos dois percentuais (15%/295 + proporcionalidade do Valor Adicionado x 85%) resulta no IPM.

Fonte: Secretaria de Estado da Fazenda / Junho 2018

Por Aline Tives, Prefeitura de Lages

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