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Lageanos aderem à onda das cervejarias artesanais

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James e Eli arriscaram e agora são cervejeiros artesanais - Foto: Andressa Ramos

No último ano, o número de cervejarias artesanais no Brasil cresceu 37,7%. Com a possibilidade de produzir a própria cerveja, pessoas das mais diversas profissões decidiram migrar para este ramo.

Exemplo disso são os sócios Eli Fernando Zanon Carneiro e James Tadeu Branco, de Lages. Eles trabalhavam, um como mecânico e outro como eletricista em uma indústria. Viram que o negócio ia dar certo e resolveram pedir demissão e investir.

Santa Catarina está em quarto lugar no ranking de estados com maior cervejarias artesanais. Nos índices per capita, o Rio Grande do Sul também lidera com uma cervejaria para cada 79.873 habitantes.

Santa Catarina ocupa o segundo lugar com uma para cada 89.758 e o Paraná está em terceiro com 169.476 habitantes por cervejaria.

Em Lages, a marca Princesa da Serra de Eli e James tem capacidade para produção de quatro mil litros. Ao menos, uma vez por semana, ou quinzenalmente, eles produzem 800 litros. A venda é direcionada para três estabelecimentos e, também, para eventos.

Eli enfatiza que a importância de se consumir uma cerveja da região é porque o imposto gerado permanece na cidade.

Os sócios ressaltam ainda, que quanto mais cervejarias existirem na cidade, o turismo cervejeiro aumentará e contribuirá para o aumento da economia da região em diversos setores.

De acordo com o presidente da Associação Brasileira da Cerveja Artesanal (Abracerva), Carlo Lapolli, os números comprovam a força do segmento, que ganha espaço a cada ano.

“As cervejarias artesanais e independentes, que não têm relação com grupos econômicos internacionais, estão conscientizando o consumidor sobre a degustação da bebida, além de contribuírem para a cultura gastronômica local”, comenta.

Lageanos participam de evento nacional

Eli e James participarão, de 3 a 5 de março, do Concurso Brasileiro de Cervejas, em Blumenau.

O evento antecede e faz parte do Festival Brasileiro da Cerveja, que vai de 7 a 10 de março, também em Blumenau.

“O concurso, a cada ano, vem se destacando no cenário nacional e internacional do meio cervejeiro. Em 2018, ele terá mais de 2.800 rótulos, disputando o prêmio de melhor cerveja, em mais de 148 estilos, apresentados por mais de 475 cervejarias”, destaca James Branco.

A Cervejaria Princesa da Serra estará participando com três rótulos: American Lager (a que já está sendo comercializada), Weizen, e a IPA (India Pale Ale).

“Além de poder mostrar nossos produtos em um evento dessa grandeza, o mais importante é ter nossos rótulos avaliados por especialistas, que ao avaliarem, nos dão o retorno para que possamos fazer correções e melhorias em nossos produtos e assim alcançarmos o espaço que gostaríamos de ocupar”, finaliza Branco.

De Lages para o Brasil

O lageano Anderson Fabiano Varela é cervejeiro há 12 anos. Começou com uma pequena produção de cerveja artesanal e, atualmente exporta mais de 90% da produção para outros municípios catarinenses e até para outros estados.

A Frostbier está sendo enviada até para São Luis do Maranhão. Dentro de Santa Catarina são mais de dez cidades. Com o crescimento, o mestre cervejeiro precisou migrar sua produção para o meio oeste, já que não teria mais condições de seguir com a fabricação em Lages.

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