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Laços de amor unem o grupo Juventude Down

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Juventude Down - Fotos: Agnes Samantha

Quando a filha de Andreia e Marcelo nasceu, eles se viram em um novo universo de sentimentos. Afinal de contas, não entendiam quase nada sobre a síndrome que ela tinha.

Diagnosticada com síndrome de Down, Gabriela foi amparada pelos pais desde bebê. Recebeu todos os cuidados necessários, sempre zelando pelo seu melhor.

E o melhor para ela, diferentemente do que muitos pensam, não era envolvê-la em uma redoma de vidro e sim prepará-la para o mundo. A inclusão faz toda a diferença na vida de uma criança com Down. E foi pensando nisso que o casal criou o grupo “Juventude Down”.

Há cerca de um ano e meio, resolveram reunir algumas pessoas para trocar experiências. No início, eram 6 crianças, hoje, são vinte. A mais nova tem 4 meses e o mais velho 33 anos.

A intenção é aumentar cada vez mais o grupo, que se reúne nas casas dos participantes e não tem nenhum fim lucrativo.

No início, os encontros aconteciam duas vezes no ano, hoje é uma vez por mês.

Para os pais, ainda não existe inclusão na sociedade, há muita discriminação e falta de conhecimento sobre o assunto.

“Quando vamos ao centro, vemos o olhar de dúvida das pessoas. O Down é diferenciado do problema mental, eles são mais lentos, mais calmos, têm necessidades especiais. Mas quem não tem necessidades?,” questiona Rita de Fátima, uma das mães participantes do grupo.

 

Grupo tem missão de aconselhar

 

A intenção do Juventude Down é que o grupo cresça cada vez mais e torne-se uma associação.

Eles também buscam por voluntários que possam, através de palestras, instruir os pais e interessados sobre o assunto. A ideia é que as pessoas saibam como lidar quando recebem a notícia e também na criação. Existem casos de pais que ‘rejeitaram’ a criança por ela fugir do padrão de filho ‘perfeito’.

Hoje já é possível receber o diagnóstico na gestação através do exame morfológico. Mas existe pouca informação e preparo para a criação de uma criança com Down.

“As crianças podem participar do ensino regular, mas algumas escolas não aceitam a matrícula e, em outras, o profissional é despreparado,” comenta Andreia.

Além disso, não existem atividades específicas concedidas por órgãos públicos.

“Seria ótimo se existe um grupo de teatro ou de dança só para eles, por exemplo. Eles são incluídos no papel e não na vida,” conclui.

 

O que é Síndrome de Down?

A Síndrome de Down é uma das anomalias cromossômicas mais comuns nos seres humanos, ocorrendo em cerca de um entre cada 1000 bebés nascidos em cada ano. Também denominado trissomia 21, é uma anomalia genética causada pela presença integral ou parcial de uma terceira cópia do cromossoma 21. A condição está geralmente associada com atraso no desenvolvimento infantil, feições faciais características e deficiência mental leve a moderada.

Segundo Julia Cristina Marian, coordenadora do programa de prevenção das deficiências da Apae de Lages, sabe-se que o aluno com Síndrome de Down apresenta dificuldades em decompor tarefas, juntar habilidades e ideias, reter e transferir o que sabem, adaptar-se a situações novas e, portanto, todo aprendizado deve ser estimulado a partir do concreto, necessitando de instruções visuais para consolidar o conhecimento.

“Uma maneira de incentivar a aprendizagem é o uso de brinquedos e de jogos educativos, tornando a atividade prazerosa e interessante. O ensino deve ser divertido e fazer parte da vida cotidiana, despertando, assim, o interesse pelo aprender,” comenta ela.

 

Trabalho é essencial para portadores de Down sentirem-se inseridos

Luiz Fernando tem 33 anos trabalhou por 15 anos em uma rede de supermercados e em uma indústria de máquinas agrícolas, em Lages. Hoje, é aposentado por questões de saúde, mas sua mãe comenta que foi primordial para a vida dele estar inserido na sociedade. Além de ser incluído na sociedade, ele, assim como outras pessoas com Down, passam por diversos tratamentos médicos, e o salário é um auxílio para toda a família.

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Formação: Pedagoga

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Bianca dos Santos Corrêa e Nicolas Yoshiaki Yanai Cattoni. Imagens: Agnes Samantha

Apresentar o mundo a uma criança nem sempre é tarefa simples. Todos com suas peculiaridades, dizem através de seu jeito único o que precisam dele.

E é assim que um pedagogo vê a partilha que tem com as crianças em sala de aula. Considerando-se a cultura de cada aluno individualmente, complementando a educação familiar e ampliando a sua percepção da sociedade.

No dia 20 de maio é comemorado o dia desses profissionais que atuam desde os anos iniciais até o quinto ano escolar. Para a pedagoga por formação e coração Neide Bunn Gugelmin, diretora do Colégio Sigma, é de extrema importância que os parabenizemos.

“Diferentemente de um professor que é mais restrito a ensinar uma disciplina específica, o pedagogo ensina matemática, história, geografia, caminha junto com a criança, compreendendo suas necessidades,” comenta ela.

No mundo tecnológico e das redes sociais, no qual estamos inseridos, o pedagogo também está atento em repassar a forma de linguagem culta e manter-se sempre atualizado.

Bianca dos Santos Corrêa atua há 5 anos em sala de aula e continua comemorando com um grande sorriso os primeiros progressos dos pequenos, como o desenho dos primeiros números de Nicolas Yoshiaki, 4 anos.

É a sensibilidade, tão presente nesses educadores, assim como a observação utilizada com excelência, para perceber as manifestações e conduzir a construção do conhecimento que fazem toda diferença.

Neide se refere à pedagogia como uma carreira brilhante e também complexa, já que diz respeito ao desenvolvimento humano na sua forma mais bruta.  “Por isso, ela é tão difícil e ao mesmo tempo tão fascinante.”

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Desafio: Meu Look Essencial

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Imagens: Agnes Samantha e arquivo pessoal

No universo da moda cada vez mais nos deparamos com o slow fashion. Conceito de moda sustentável que está super em alta no mundo todo.

Entre os diversos processos em que ela se enquadra, também vemos cada vez mais pessoas aderindo a um armário enxuto.

Você já ouviu falar no armário-cápsula? A técnica consiste em escolher uma quantidade de roupas limitadas, entre 30 e 50 peças, para vestir durante um tempo determinado, sem adquirir nada de novo, apenas criando combinações entre as peças definidas.

Neste conceito, Courtney Carver, escritora e fotógrafa norte americana, através de seu amor pelo minimalismo criou o Projeto 333. Durante 3 meses utilizou apenas 33 peças, e foi contando sua experiência no blog pessoal. Seu intuito era mostrar que é possível escolher bem as nossas peças, as que mais combinam entre si e estar sempre bem vestida. Dentro, é claro, do estilo pessoal de cada pessoa. E deu certo, o projeto ganhou fama mundial e está sendo aderido por muitas pessoas.

Parece fácil? Bem, para muita gente, não é. Quando você analisa que vai ter uma quantidade limitada de peças para utilizar no trabalho, happy hour e ir passear no parque, por exemplo, parece bem mais complicado.

Pensando nisso, em conversa com algumas mulheres, o Essencial decidiu lançar um desafio: o #meulookessencial. Diferente do projeto de Courtney, ninguém precisou se desfazer de nenhuma peça. Durante o mês de abril, mais de 10 mulheres fotografaram os looks de seu dia a dia (com exceção do pijama) e ao final contabilizaram todas as peças do seu guarda-roupa.

A experiência

De uma forma geral os depoimentos relataram que a maioria das meninas aceitou participar para analisar sua forma de se vestir e descobrir se utilizavam todas as peças do seu armário.

Além da curiosidade em saber a quantidade de roupas no guarda-roupa, afinal ninguém faz essa conta.

Ananda Sell, ama o mundo da moda e confirmou através do desafio que a maneira de se vestir é influenciada por várias coisas, inclusive pelo nosso humor.

Assim como outras, percebeu que tem muitas peças que quase não veste, mas deixa guardada na esperança de um dia utilizar.

O total de 169 peças estão no armário de Simone da Silva. Que mesmo fazendo uma “faxina” vez ou outra, concluiu que poderia viver tranquilamente com metade disso.

Camila Paes e Vanessa Almeida contabilizaram mais de 200 unidades. A diferença é que Camila diz utilizar variações de looks, então procura usar todas as suas roupas na produção. Isso já foi um trabalho para Vanessa que se viu utilizando sempre as mesmas peças.

“Durante o desafio percebi que isso mudou, quando estava indo dormir já pensava no que iria utilizar na manhã seguinte”, comenta ela.

Bruna Costa é lojista e se viu em um mar de roupas quando precisou contabilizá-las. “Percebi que tenho mais do que preciso, compro por impulso, mas também vi que utilizo várias peças durante o dia, já que em alguns casos troco mais de 3 vezes de roupa”, comenta.

Suzane Faita é consumidora de brechós, adepta da moda reutilizável, apesar de ter mais de 80 peças, acredita que pode reduzir. Uma de suas preocupações é prestar atenção nas lojas que exploram a força de trabalho para confecção das peças.

Suzani Rovaris é do estilo que procurar vestir-se de forma confortável, sendo assim suas produções matinais não variam muito. Mas o desafio despertou seu interesse por montar novas produções e tentar explorar seu estilo.

A experiência foi uma forma de comprovar a supervalorização da aparência, que por muitas vezes faz com que tenhamos mais do que realmente utilizamos.

“Se não houvesse vaidade, viveríamos com uma mala pequena, com certeza” comenta Ananda.

O resultado

A ideia teve uma repercussão positiva entre o grupo, com a conclusão de que o ideal seria pensar em mais peças chaves, para montar um guarda-roupa inteligente.

Com roupas que casem entre si, seria muito mais prático e rápido pensar em uma produção. É importante também ressaltar que definindo o seu estilo fica muito mais fácil de escolher as composições e na hora das compras.

O apego foi um dos “vilões” do desafio, já que muitas das meninas perceberam que tem coisas entulhadas.

“Vi o quanto acumulo roupas e crio um apego por coisas que estão ali apenas ocupando espaço” comenta Tamires Carvalho, outra desafiada.

Com essa percepção Kelly Stradioto, foi além. Depois do desafio percebeu várias peças que não eram utilizadas a muito tempo e através do whats fez um brechó entre as amigas. Além de tirar peças sem utilidade do guarda-roupa ainda conseguiu juntar um pouco de dinheiro.

O teste fez com que se pensasse no próprio estilo. Hellen Barros pode resgatar seu estilo, que andava adormecido, e voltou a utilizar composições fashionistas.

E para Maria Isabel dos Santos, foi revelador já que encontrou dentro do armário várias peças que não fazem mais parte de seu estilo.

Em outros casos a descobertas de peças que haviam sido esquecidas foi interessante, já que limitou uma nova compra, como aconteceu com Camilla Galli.

Camila Paes ficou feliz com o resultado do desafio e percebeu que utiliza muito bem as variações de look. Caprichou na produção e mesmo depois de concluir o desafio continua pensando nas produções como se tivesse que tirar fotos ao sair de casa.

“A forma como a gente se veste é a forma com que nos apresentamos ao mundo, nos apresentamos as pessoas” finaliza.

A melhor forma é o consumo consciente, levando em conta o clima da cidade podemos analisar se precisamos de mais casacos, vestidos ou cardigãs. E se forem necessárias 200 peças, ok!

Quer participar do desafio também? Então, marque a #meulookessencial no instagram @correiolageano e compartilhe conosco.

Ananda Sell – 260 peças

Camila Paes – 219 peças

Camilla Galli – + de 200 peças

Maria Isabel – 224

Hellen Barros – 220 peças

Kelly Stradioto – 93 peças

Suzani Rovaris – + de 100 peças

Simone da Silva – 169 peças

Vanessa Almeida

Suzane Faita – 86 peças

Bruna Costa – + de 300 peças

Tamires Carvalho – 161 peças

30Dicas de peças chaves:

Calça Jeans

Camisa Branca

Blazer Preto

Camiseta básica – branca ou preta

Vestido Preto

 

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Grupo tradicionalista lança projeto Quarteto Convida

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Foto: Stéfanie Telles/ Divulgação

O grupo Quarteto Coração de Potro que se apresentará na primeira noite  da 30ªFesta do Pinhão dia 25, lançou o  projeto “ Quarteto Convida”. Um dos integrantes do grupo, Ricardo Bergha, diz que o objetivo é movimentar o espaço cultural lageano, inovando a música tradicionalista, convidando intérpretes renomados da música gaúcha e outros grupos para participar de apresentações conjuntas.

“O planejamento para o futuro é trazer artistas internacionais para cantar junto ao nosso grupo. Isso torna o evento  especial, o pessoal vai gostar e se identificará. Serão shows nunca vistos, bem diferentes,” comenta Bergha.

O projeto consiste em convidar diferentes artistas a subirem ao palco com o Quarteto Coração de Potro para trocarem as interpretações. A primeira apresentação aconteceu para a imprensa, numa parceria com o  Happy Restaurante Lounge Bar, na quinta-feira, com um pocket show. “Queremos que este projeto entre para o calendário de eventos de Lages,” diz Bergha.

Sobre o grupo

Composto por quatro músicos, compositores, arranjadores, poetas e cantores, o Quarteto Coração de Potro é um grupo musical nativista que surgiu em meados de 2007, nas terras da Coxilha Rica, quando os jovens Lageanos Kiko Goulart, Vitor Amorim, Ricardo Bergha e Maicon Oliveira começaram a se reunir para cantar o campo e seus costumes.

Através da música tradicionalista, que é conhecida por cantar temas da natureza e do ambiente, o grupo passou a imprimir sua musicalidade na poesia, criando entre a letra e a melodia, uma música que resgata suas origens.

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