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Jair júnior, o vereador mais jovem e um dos mais polêmicos

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Foto: Camila Paes

É vestindo camiseta polo, calção e tênis que o vereador Jair Júnior, 23, atende a população em seu gabinete. O traje, comum para jovens da sua idade, diz muito sobre o político, que aos 21 anos começou a sua carreira na Câmara Legislativa Lageana.

São diversas características que não diferem Jair da Costa Teixeira Júnior de outros jovens. Entretanto, é uma placa com seu nome no plenário que o destaca entre os outros. Na última eleição municipal, foi eleito com 1.268 votos e se tornou a pessoa mais jovem a ocupar o cargo. Entre as características que o diferencia de seus colegas de plenário, seus posicionamentos se destacam. Mesmo sendo do mesmo partido do prefeito (PSD), suas críticas à administração ganham notoriedade.

Em seus discursos e suas postagens nas redes sociais, onde é ativo, Jair mostra-se crítico a administração municipal. Mas ele acredita que não seja tanto quanto parece. “De 10 projetos que a Prefeitura manda para a Câmara, eu discordo de um”, analisa. O partido nunca interferiu em seus posicionamentos. “Talvez seja porque eles vejam que não vai adiantar”, acrescenta. Um discurso do prefeito Antonio Ceron chamou a atenção de Jair. Nele, o chefe do executivo revelou entender as críticas, por fazer parte do trabalho do legislativo. Ao entrar na política, um dos seus maiores medos do vereador era ter seus princípios alterados ou mudar de posicionamento devido a acordos políticos, o que ele diz não ter acontecido.

Jair considera a sua juventude positiva. Dessa forma, os eleitores o enxergam como uma nova figura política, diferente das já conhecidas e que representam uma forma antiga de se fazer política. Ele destaca que, para ganhar seu espaço, foi preciso conquistar o respeito dos colegas. Em algumas discussões, a sua idade já foi usada como forma de justificar suas atitudes, entretanto, acredita que suas ideologias vão além de sua experiência profissional.

Eleição

Logo na porta do seu gabinete, o visitante é recebido com um grande aviso que deixa claro quais são as funções de vereador. Legislar sobre o interesse local, fiscalizar as contas e ações da prefeitura e outras frases, estão destacadas em um adesivo anexado. De forma bem didática, foi com esse discurso que Jair Júnior, como é conhecido, junto com amigos e familiares, fez campanha de porta em porta na cidade. Essa atitude, pode parecer um reflexo de outro candidato que também passou pelo legislativo lageano, Marcius Machado (PR), que em suas campanhas, usou a mesma estratégia.

Ele revela que não teve apoio financeiro para divulgar sua candidatura. O “santinho” que usou para fazer campanha, ao invés de uma foto, era ilustrado por uma caricatura. Acredita que provou que não precisa ter dinheiro para ser vereador. Mas sempre teve esperança que seria eleito. “Eu tinha que achar que dava, talvez as outras pessoas não achassem, mas eu acreditava”, revela. Durante a apuração, por 40 minutos, Jair achou que não tinha sido eleito, até que o resultado oficial foi divulgado no site do TRE.

Desde cedo, o morador da cidade alta, sempre quis ser político. “Eu gostava de assistir as propagandas políticas”, relembra. Durante a sua adolescência, foi presidente do Grêmio Estudantil nas escolas públicas onde estudou, Francisco Manfroi, no Bairro Santa Mônica e Industrial, no Vila Nova. Durante a graduação na Universidade do Planalto Catarinense (Uniplac), foi presidente do Diretório Acadêmico (2014 -2016). No DCE, Jair não terminou o mandato como presidente, já que começava a se preparar para a campanha.

O PSD foi escolhido pelos ideais e projetos, que são parecidos com o que ele acredita. “Não me considero extremista, nem de um lado, nem de outro”, revela. Exemplo disso, são as duas bandeiras expostas na parede do gabinete. De um lado está a bandeira da União Nacional dos Estudantes, que tem um histórico de defesa dos ideais da Esquerda e do outro, está a bandeiras o movimento Vem Pra Rua, movimento de Direita.

Jair sempre morou na Cidade Alta. Sua família é proprietária de uma empresa de chapeação e pintura, no Bairro Santa Cândida, onde moram atualmente. A única irmã é professora da rede municipal. A família nunca esteve envolvida com política. Já ele, revela que sempre estiveram em seus planos. “Sempre projetei que, aos 21 anos, seria vereador”, conclui.

 

 

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