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Inter de Lages enfrenta dificuldades financeiras

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O clube depende da verba de cota de televisão para ganhar fôlego financeiro - Foto: Adecir Morais

A menos de dois meses do Campeonato Catarinense, o Inter de Lages está numa situação difícil. Além de viver uma crise técnica dentro de campo, o que ficou evidenciado na fraca campanha da Copa Santa Catarina, quando terminou a competição na última posição, o clube passa por dificuldades financeiras, com salários atrasados e escassez de torcedores no estádio.

O vice-presidente do clube, Patrick Cruz, confirma as dificuldades pelas quais o time passa, talvez fruto das gestões desastrosas do passado. Atualmente, uma importante parcela da receita do clube é destinada ao pagamento de dívidas. Só em débitos trabalhistas, o Colorado já pagou mais de R$ 400 mil desde 2013 e deve outros R$ 400 mil.

Com parte da receita sendo destinada ao pagamento de dívidas, natural que faltem recursos para qualificar o elenco, o que acaba refletindo negativamente dentro de campo. O Colorado fez uma campanha pífia na Copa Santa Catarina. Em seis jogos disputados, somou apenas três pontos, com três derrotas, três empates e nenhuma vitória.

Com o time em baixa, cada vez mais o Estádio Tio Vida vem recebendo menos público. No duelo do último domingo, quando o Inter encerrou a Copa SC com uma derrota para o Tubarão por 3 a 1, houve apenas 176 pagantes.

Embora considere que este jogo não possa servir de parâmetro para cravar que o torcedor colorado  está se afastando do estádio, uma vez que o Inter já estava eliminado da competição, Patrick admite, de maneira geral, falha no relacionamento com a torcida, o que pode estar refletindo nas arquibancadas.

Elenco_ Nitidamente, o elenco é tecnicamente limitado. Alguns jogadores que disputaram a Copa SC  não tiveram bom desempenho. Atualmente, o grupo passa por avaliação da comissão técnica e ainda não se sabe quem são os jogadores que ficarão para disputar o estadual. Do atual elenco, cerca de 10 jogadores têm contrato com o clube.

Patrick adianta que o Inter já está no mercado em busca de jogadores para a temporada de 2018, mas deixa claro que as contratações dependem da capacidade financeira do clube. “Estamos discutindo a conta de televisão com outros clubes e a definição sobre reforços dependerá o quanto de dinheiro teremos para contratar”, enfatizou.

Sobre os salários, o dirigente tranquilizou que a situação será normalizada assim que o clube receber o dinheiro da cota de TV. Para amenizar, lembrou que atraso de salários não é exclusividade do Colorado, mas uma realidade de outros clubes do Brasil.

Fonte de receita_ Com cerca de R$ 400 mil anuais, a cota de televisão é a principal fonte de receita do time lageano, que tem um orçamento anual de pouco mais de R$ 1 milhão. Para o ano que vem, a expectativa é que a fatia aumente. As negociações com a empresa que detêm os direitos de transmitir os jogos estão em andamento. Dentro do planejamento para 2018, o Inter também está trabalhando para negociar a renovação do contrato com seus patrocinadores. Além de manter os atuais, a ideia é buscar novos apoiadores.

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