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Incêndio em escola pode ser criminoso

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O início do ano letivo sempre cria expectativas, ainda mais quando se entrará no primeiro ano do ensino médio. Leonardo Diogo Pereira, de 14 anos, se diz cansado das férias e não vê a hora das aulas começarem. Ontem, ele foi à escola antes do primeiro dia de aula. Leonardo, entre tantos moradores e alunos, foram ver como ficou a Escola de Educação Básica Francisco Manfroi, no Bairro Santa Mônica, em Lages, depois de um incêndio. Além da sala em que ele iria estudar, outras cinco ficaram incendiadas. Espaços, inclusive que o garoto frequenta desde o pré-escolar.

Um morador relata que acordou com barulho semelhante a um tiroteio, porém, ao levantar da cama junto da esposa, olhou pela janela e viu uma sala de aula da escola em chamas. O homem relata que em questão de 40 minutos todas as salas estavam incendiadas. O Corpo de Bombeiros foi acionado e precisou usar mais de oito mil litros para combater o incêndio.

Há a suspeita de que o incêndio tenha sido criminoso. Um dos motivos é o ato de vandalismo na cozinha da escola. Produtos que estavam dentro de armários foram jogados no chão e uma máquina usada na aula de química foi aberta e os itens espalhados em cima da mesa.

 

Investigação

A escola já solicitou imagens das câmeras de segurança para tentar identificar quem destruiu objetos da cozinha, dessa forma, pôde-se até conseguir a confirmação sobre o incêndio. Há exatamente uma semana o Correio Lageano publicou uma matéria mostrando a situação de insegurança das escolas durante o período das férias. A direção da escola comenta que mais de 25 vidros de janelas precisaram ser trocados pois foram depredados, além disso, cinco portas estão sendo trocadas e mais seis arrumadas. Uma televisão foi furtada no começo de janeiro.

 

 

>>Indignação_ Os amigos, da esquerda para direita, Leonardo, Eduarda, Murilo e William, se dizem revoltados. Se for confirmada a hipótese de que o incêndio foi criminoso, os alunos relatam que querem justiça, afinal ficar sem suas salas de aula por causa de alguém é um ato criminoso.

Agência Regional de Lages aguarda resultado da perícia dos bombeiros

Em nota, a Agência de Desenvolvimento Regional (ADR) de Lages esclareceu que, tão logo tomou conhecimento do fato, adotou todas as providências cabíveis em relação ao incêndio registrado durante a madrugada de ontem, na Escola de Educação Básica Francisco Manfroi, no Bairro Santa Mônica. O documento confirma que o sinistro foi registrado às 3h40min e, durante duas horas, destruiu cinco salas de aula e parte do refeitório, até ser controlado e debelado pela ação do Corpo de Bombeiros.

O secretário regional de Lages, João Alberto Duarte, viajou nesta terça-feira para Florianópolis, onde tem audiência marcada com o secretário estadual de Saúde, Acélio Casagrande, para tratar de outras demandas, mas determinou a adoção de medidas, tais como o registro de boletim de ocorrência, para posterior investigação policial e orientação da direção da escola. A ADR também aguarda o resultado da perícia realizada do Corpo de Bombeiros para estabelecer as causas do sinistro e avaliar futuras ações que possam ser eficazes na prevenção e no combate a atos de vandalismo.

De acordo com o gerente regional de Educação, Humberto de Oliveira, que chegou ao local às 4h30min, o início das aulas na escola está mantido para o dia 15 de fevereiro. Com quase 50 anos de existência, o estabelecimento escolar atende 600 alunos em três turnos.

>>impotência_ Cléia Maria Salmória Peixe, diz que o sentimento é de impotência. A professora lecionou por mais de 20 anos na escola. Foram anos de dedicação e aprendizado, tanto é, que decidiu se aposentar nesta escola, em que considera ter um pedaço de sua história.

 

Alternativa

As cinco turmas que ocupavam as salas destruídas serão remanejadas para outros espaços do estabelecimento, como biblioteca e sala de informática, até que seja feita a devida restauração e recuperação das partes danificadas pelo fogo, pela Secretaria Estadual de Educação.

>>laudo_ Na manhã e tarde de ontem, bombeiros militares estiveram na escola para fazer a investigação. Segundo o tenente bombeiro Pelozzi, o fogo atingiu uma área de 300 metros quadrados. A perícia se intensificou em duas salas, onde os indícios da propagação das chamas são mais evidentes. Os bombeiros têm prazo de 15 dias para concluir o laudo, mas Pelozzi diz que pretende entregar o documento em 10 dias. Ele adiantou que os sinais de arrombamento em uma das salas eram nítidos. Trata-se da sala que continua o material de química.

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