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Impactos da greve dos caminhoneiros são cada vez maiores

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Alguns postos de Lages, possuíam filas além do normal - Fotos: Susana Küster

A greve dos caminhoneiros chega no terceiro dia, com profissionais parados em 23 estados e as consequências são cada vez maiores. O medo das pessoas de ficarem sem comida, gás e combustível provoca uma corrida aos pontos de venda, situação que acelera ainda mais a falta desses produtos. Algumas distribuidoras já estão sem o gás industrial e de cozinha em Lages.

O combustível deve começar a faltar no município, a partir deste fim de semana, segundo o coordenador dos postos de combustíveis da região de Lages, Sadi Montemezzo. Porém, em outras cidades de Santa Catarina, como Criciúma, São Bento do Sul e São Francisco do Sul, já há postos sem abastecimento.

Na quarta-feira (23), alguns postos de Lages, enfrentaram filas acima do normal. Em Correia Pinto, os postos estavam ficando sem gasolina quarta de tarde. Como forma de racionar combustível, a empresa Reunidas cancelou horários de algumas linhas de ônibus.

Nos supermercados, o reflexo não é tão grande. Mas, alguns clientes sentem falta de algumas variedades do setor hortifruti. “Eu percebi que não tem batata salsa, mas às vezes é difícil de achar”, diz a dona de casa, Maria Lourdes de Oliveira.

No Sacolão Speranza, o abastecimento por enquanto está normal. “Muitos caminhoneiros estão trafegando pelo interior para não serem parados, mas isso aumenta o tempo de viagem”, comenta Ana Nirta.

De acordo com o presidente regional da Associação Catarinense de Supermercados, Jackson Martendal, a maioria dos supermercados possui estoque de produtos para duas semanas. Em relação às frutas, verduras e legumes, ele diz que esses faltarão mais rápido. “Pode ser que falte pepino, mas terá tomate e por aí vai. Acho a greve dos caminhoneiros legítima e devemos apoiar”. Ele alerta para que as pessoas não corram para fazer grandes compras nos supermercados, porque isso faz com que os produtos faltem mais rápido.

Produção de carne já foi afetada

Não há somente risco de faltar alimentos nos mercados, mas também a greve pode impactar na produção de carne. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) registra a paralisação de cinco plantas produtoras de aves e suínos. Se a greve continuar, mais unidades devem parar. Sem revelar os nomes das companhias que interromperam suas operações, a associação divulgou que as unidades estão concentradas nas regiões Sul e Sudeste, principalmente nos estados de Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Santa Catarina.

A Cooperativa Central Aurora Alimentos anunciou, na terça-feira, que parou as atividades das indústrias de processamento de aves e suínos no estado, nesta quinta e sexta-feira. A Seara/JBS de Ipumirim informou que suspendeu o abate de frangos ontem e hoje.

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) também alerta para possíveis prejuízos. O acesso aos portos catarinenses está prejudicado, principalmente em Itapoá e São Francisco do Sul.

Correios

Em razão da paralisação dos caminhoneiros, os Correios suspenderam, quarta, temporariamente as postagens das encomendas com dia e hora marcados (Sedex 10, 12 e Hoje). Já as postagens do Sedex tradicional e do serviço PAC (entrega não expressa) estão ocorrendo normalmente, segundo a empresa.

Setor automobilístico

Quatro fábricas de automóveis estavam paradas na terça: Gravataí (RS) e São Caetano do Sul (SP), da General Motors, Camaçari (BA), da Ford, e Taubaté (SP), também da Ford. Se a greve persistir, a linha de veículos da Volkswagen, também em Taubaté (SP), deve parar.

São Joaquim também adere à greve

Um grupo de caminhoneiros da cidade de São Joaquim, a maior produtora de maçãs do Brasil, aderiu a greve geral na manhã de quarta. A paralisação está sendo realizada na SC–114, em frente ao Posto Portal.

Segundo informações do jornalista, Dionata Costa, dezenas de caminhões ocuparam o pátio do posto, cada caminhoneiro que passava pelo local, mesmo não sendo da cidade, fazia questão de ficar junto ao grupo, e protestar contra os aumentos do combustível.

 

Parada em Lages está grande

A greve dos caminhoneiros, em Lages, se concentra na BR-116, no posto Ampessan. Não há fluxo de caminhões na rodovia, provavelmente devem ter parado em outro ponto de manifestação. Uma barraquinha improvisada no local, distribui alimentação para os profissionais, muitos estão parados desde o primeiro dia. Como é o caso de Rodrigo Fonseca, 34 anos. Ele, apesar de morar em Lages, fez questão de se juntar ao movimento com seu caminhão. “Todos têm vantagem se o diesel baixar, porque o aumento impacta em vários produtos”.

Pela manhã, cerca de 115 vans escolares, alguns ônibus da Transul, de turismo e de frete participaram da greve. Uma das participantes, Marília Godoy, conta que quarta à noite, saíram em frente da Uniplac, ônibus de turismo e de frete, taxistas e alguns motoristas de carros.

 

Governo zera Cide e isso reduz R$ 0,05 no diesel

Uma redução de R$ 0,05 no preço do diesel, anunciada na quarta pelo Governo Federal, não compensa nem os reajustes da última semana. Para se ter uma ideia, na quarta-feira passada (16), a Petrobras vendia o combustível em suas refinarias por R$ 2,27 o litro, em média, sem contar impostos. Até ontem, o preço médio subiu R$ 0,07, chegando a R$ 2,34 por litro. E, nos últimos três meses, o litro aumentou R$ 0,52.

Desde que a Petrobras iniciou sua nova política de preços para os combustíveis, em 3 de julho do ano passado, o óleo diesel subiu 56,5% na refinaria, de acordo com cálculos do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), o litro passou de R$ 1,5006 para R$ 2,3488 (sem contar os impostos). O aumento acompanha a cotação do petróleo no mercado internacional.

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