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Idosa sente dores todos os dias enquanto espera por cirurgia

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A dor que começou como suspeita de inflamação em um dente se tornou constante e, posteriormente, fez Joana*, 63 anos, necessitar de uma cirurgia. A moradora de Lages, que prefere não se identificar, espera desde outubro do ano passado pelo procedimento que promete parar a dor e uma paralisia que ela tem no rosto.

Agora, aguarda decisão judicial que definirá se o Estado deve ou não pagar o material para ser usado no procedimento, que não é coberto pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

No meio do ano passado, Joana passou por dentistas após começar a sentir as dores. Sem diagnóstico, foi no Pronto Atendimento Tito Bianchini, depois de uma forte crise. De lá, encaminhada para um neurologista, que revelou que a senhora sofria de Nevralgia do Trigêmeo, uma doença que ocorre em pessoas com mais de 50 anos; um distúrbio que conduz as informações de sensibilidade da face ao cérebro.

Tal problema causa dores intensas nas áreas pelas quais o nervo do trigêmeo (recebe esse nome pois possui três ramificações) passa e pode afetar qualquer idade, porém, é mais comum em idosos.

Como o SUS não cobre o pagamento dos equipamentos necessários para a cirurgia, Joana entrou com uma ação no Ministério Público, solicitando o pagamento do Estado. Em outubro do ano passado, o promotor Carlos Renato Silvy Teive, da 14ª Promotoria de Justiça de Lages, encaminhou pedido à justiça para que o Estado arque com a compra dos materiais que serão utilizados no procedimento, no valor de R$ 10.383,26 e com possibilidade de bloqueio dos valores, caso a decisão não seja acatada.

Como a ação corre em segredo de justiça, o CL não obteve acesso ao nome do juiz que está encarregado do caso. Até o momento, Joana não recebeu definição sobre a situação.

Crises diárias

Enquanto isso, ela enfrenta as crises todos os dias. Muito ativa, pratica esportes para amenizar as dores, que segundo ela, são muito fortes e nem os medicamentos conseguem controlar. Por causa disso, está realizando tratamentos alternativos, sem qualquer solução.

Em busca de medidas para acabar com essa situação, ela diz que está sempre cobrando da secretaria de Saúde uma resposta. “O que mata não é nem a doença, é esse estresse”, acrescenta Joana, que corre risco de morrer caso o problema não seja corrigido.

A diretora administrativa da secretaria de Saúde, Sônia de Souza, explica que não há, no órgão, documentos referentes à cirurgia de Joana. Ela acrescenta que, a última vez que a paciente fez uma solicitação na secretaria, segundo registros, foi para agendar uma consulta com oftalmologista. Sônia acrescenta que irá entrar em contato com Joana para se inteirar do caso da idosa.

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