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Hospital Tereza Ramos já investigava “sumiço” de remédios

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Alguns medicamentos sumiram do carrinho de emergência que fica nas alas - Foto: Susana Küster

Uma técnica em enfermagem que trabalha no Hospital Tereza Ramos, em Lages, foi detida pela Polícia Militar por ser suspeita de furtar medicamentos da instituição. O nome dela não foi revelado pela PM e nem pela Polícia Civil.

Depois de ser acusada do crime por outra funcionária, ela foi até o 1º DP registrar boletim de ocorrência. Antes disso, foi detida pela PM em frente à delegacia, porque era investigada pelos policiais que encontraram, durante a abordagem, duas ampolas de medicamentos em sua bolsa.

O hospital informou à Polícia Civil que os medicamentos foram furtados no dia 26 de fevereiro. Também foram encontrados mais remédios no armário que ela usa no hospital e na casa dela. “Ela contou que pegou e que todo mundo faz isso.

Diz que fez uma abdominoplastia e colocou silicone nos seios, por isso, precisa dos analgésicos”, explica o delegado Márcio Schutz, responsável pela investigação do caso.

Ela é servidora pública há mais de 12 anos e se for comprovado que usava os medicamentos em outras pessoas, poderá ser enquadrada como traficante. Não se descarta a possibilidade de outras pessoas estarem envolvidas no furto.

A princípio, a mulher tinha cerca de 20 ampolas e alguns comprimidos. A maioria, segundo o delegado, é de analgésicos, alguns estavam abertos e outros fechados. “Tinha remédios de uso restrito e outros não.”

No hospital, o delegado conta que há um controle de saída de medicamentos com o nome de quem retirou. Não se sabe se ela retirava o medicamento para aplicar nos pacientes e, ao invés disso, guardava para ela. Ou se tirava mais remédios para aplicar nos pacientes e também pegar uma parte para si.

Foi instaurado um inquérito para investigar o caso e apurar mais detalhes. Ela está respondendo o processo em liberdade.

Investigação

A diretora do Hospital Tereza Ramos, Beatriz Montemezzo, afirma que foram colocadas câmeras em pontos da instituição para descobrir quem furtava os remédios.

Porém, antes de furtar, a pessoa virava o equipamento ou estava vestida como se fosse para o centro cirúrgico, com máscara e guarda-pó grande. “Desde dezembro, percebemos que os medicamentos estavam sumindo.”

A Secretaria de Saúde ainda não informou ao hospital se a funcionária será afastada ou exonerada do cargo. Mas um processo disciplinar foi instaurado. Ela atua na parte clínica da ala feminina. Alguns medicamentos sumiram da farmácia do hospital e outros de um carrinho de emergência que fica nas alas.

Os da farmácia são destinados para pacientes específicos e os do carrinho de emergência são de uso exclusivo do hospital para os pacientes que precisarem. “Lamentamos muito porque zelamos tanto pelos pacientes. Não sabemos quantos ficaram sem remédios.”

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