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Hospital alega funcionamento normal de exames

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Foto: Andressa Ramos

O médico ginecologista e obstetra Heron Souza, plantonista no Hospital Tereza Ramos, em Lages, decidiu fazer um post em sua rede social depois de aguardar por cinco horas o atendimento de uma paciente gestante para um exame de ultrassonografia. Na publicação ele fala ainda que para não deixar a paciente com sangramento e esperando até o dia seguinte, precisou realizar procedimentos que eram necessários e estavam ao seu alcance para não colocar em risco a saúde da mãe e do bebê. “Fazer plantão em hospital dito referência, no Estado, em obstetrícia e não ter disponibilidade de ultrassonografia… é um desrespeito aos profissionais e, principalmente, aos pacientes(…) felizmente a paciente já está com seu problema resolvido”, disse Heron no seu post.

Na publicação, a diretora do HTR, Beatriz Montemezzo, respondeu: “Dr. Heron, gostaria que me relatasse com quem o senhor conversou. Existe uma equipe no serviço de imagem preparada para realizar esses exames. O Hospital Tereza Ramos é referência, sim, no serviço ao qual o senhor trabalha e fazemos o possível para que a equipe trabalhe em sintonia. O serviço de imagem realizou vários exames no dia de hoje e, assim que souberam de seu descontentamento, estão tentando entrar em contato contigo! Estamos à disposição para esclarecer o que for necessário. Caso queira e ache que possa ser mais resolutivo a direção está à disposição para auxiliar nas demandas que surgirem e, imediatamente, sana-lás”.

Em nota, a Agência de Desenvolvimento Regional esclareceu que uma equipe de serviço de imagem esteve preparada para realizar exames durante o referido dia (quarta-feira). “Dois exames de ultrassonografia de urgência foram realizados e, de acordo com informações repassadas pelo Centro Obstétrico, havia mais dois exames para serem realizados, sendo que um deles não era urgência e foi remarcado para esta quinta-feira (28), e outro não precisou ser feito, pois o paciente teve alta. Portanto, não encontramos justificativa técnica para a postagem, que consideramos desrespeitosa com os profissionais que atuam no hospital. Diante do exposto publicamente nas redes sociais, a direção do HTR fez contato com o referido profissional, mas não houve retorno do mesmo.”

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Supremo concede prisão domiciliar a presas grávidas ou com filhos menores de 12 anos

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A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu na terça-feira (20) conceder prisão domiciliar a todas as mulheres presas preventivamente que estão grávidas ou que sejam mães de crianças de até 12 anos. A medida vale somente para detentas que aguardam julgamento e não tenham cometido crimes com uso de violência ou grave ameaça, e também vai depender da análise da dependência da criança dos cuidados da mãe. Cerca de 4 mil mulheres devem ser beneficiadas.

A decisão foi tomada a partir de um habeas corpus protocolado por um grupo de advogados militantes na área de direitos humanos, com apoio da Defensoria Pública da União (DPU). A medida vale para presas que estão em uma lista do Departamento Penitenciário Nacional (Depen) e que foi remetida ao Supremo pela DPU.

De acordo com a decisão, os tribunais de Justiça do país serão notificados sobre a decisão e deverão cumprir a decisão em 30 dias. Os parâmetros também deverão ser observados nas audiências de custódia.

Ao votar pela concessão da prisão domiciliar, o relator do caso, ministro Ricardo Lewandowski, entendeu que concessão do habeas corpus coletivo se justifica diante da realidade degradante das mulheres nas prisões brasileiras, com detentas sem atendimento pré-natal e casos de presas que dão à luz algemadas.

Bebês encarcerados

Em seu voto, Lewandowski citou dados que mostram que somente 34% das prisões têm celas para gestantes, 30% possuem berçários e apenas 5% têm creche.  “Seguramente, mais de 2 mil pequenos brasileirinhos estão atrás das grades com suas mães, sofrendo indevidamente contra o que dispõe a Constituição”, argumentou o ministro.

O entendimento do relator foi seguido pelos ministros Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Celso de Mello. O ministro Edson Fachin foi o único a votar contra a medida, por entender que a prisão domiciliar para lactantes deve ser analisada caso a caso.

Durante o julgamento, a DPU e entidades de defesa de direitos humanos pediram que fosse aplicada a todas as mulheres presas no país a regra prevista no Artigo 318 do Código de Processo Penal (CPP), que determina a substituição da prisão preventiva pela domiciliar para gestantes ou mulheres com filhos de até 12 anos incompletos.

Apesar de estar previsto no Código de Processo Penal, a Justiça entende que a concessão dos benefícios às gestantes não é automática e depende da análise individual da situação de cada detenta.

A Defensoria argumentou que o ambiente carcerário impede a proteção à criança que fica com a mãe no presídio. O órgão também destaca que algumas mulheres são mantidas algemadas até durante o parto. Além disso, segundo a DPU, na maioria dos casos, as mulheres são presas por tráfico de drogas e, após longo período no cárcere, acabam condenadas apenas a penas restritivas de direito.

Fonte: Agência Brasil

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Passageira de moto fica ferida em acidente

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Foto: Divulgação

Acidente deixou passageira de motocicleta ferida na Avenida Juscelino Kubitschek, no Acesso Norte de Lages, na noite de terça-feira (20). De acordo com o Corpo de Bombeiros, Sariana Mota Cruz, de 24 anos, que sofreu múltiplas fraturas, ela estava em uma moto com placas MDY 9073 de Lages, conduzida por Jackson Batista de Liz 35 anos. Ela foi socorrida pelas equipes do Samu e bombeiros e foi levada ao hospital. 

Além da moto se envolveram no acidente, um caminhão Volvo 360, com placas IMD-7807 de Urussanga, conduzido por Cláudio Pereira Cândido da Silva, de 27 anos, e uma Montana conduzida por Eduardo Andrade Schmidt, de 24 anos, os condutores não se feriram.

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Correios atrasam entrega de mercadorias e surgem reclamações

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Foto: Tânia Rego/Agência Brasil/ Divulgação

As entregas realizadas pelos Correios têm tido problemas com relação ao cumprimento de prazos, é o que afirmam os consumidores, que reclamam que as encomendas têm chegado com muito atraso e afirmam que o problema persiste desde o fim do ano passado.

Para não pagar as contas depois do prazo do vencimento, a dona de casa Leonilda Oliveira Gomes têm impresso os boletos através da internet. Faturas de cartão e telefone têm chegado na sua caixa de Correio quando está perto do vencimento das faturas do mês seguinte. “Já reclamei no 0800 dos Correios, mas nada mudou. E o pior é que às vezes tem que pagar juros das contas, porque elas não chegam no prazo de pagar”.

Os estabelecimentos também enfrentam problemas com a entrega. O vendedor de uma loja de acessórios de celulares, Luiz Gustavo dos Santos, afirma que o atraso maior aconteceu durante o fim do ano, próximo ao Natal. “As mercadorias que são importadas demoram ainda mais”.

Correios

Em nota, a assessoria de imprensa do órgão informa que está com problemas de transporte a partir de São Paulo, gerando alguns atrasos pontuais de encomendas, especificamente as econômicas (não-Sedex). “O período mais crítico já foi superado. A partir desta semana, a condição de transporte está se normalizando e devemos ter a melhoria dos prazos. A causa mais específica foi o descumprimento de contrato de fornecedor”, informa o documento.

O órgão afirma que o atraso foi mais sentido nas encomendas econômicas. “Mesmo assim, não baixamos de 60% de objetos entregues dentro do prazo em fevereiro. Nossa meta é voltar a 90% dos objetos econômicos dentro do prazo até 28 de fevereiro”.

Em relação ao Sedex, o órgão frisa que está normal, com mais de 94% dos objetos dentro do prazo. “Foram feitos, inclusive, plantões e horas-extras no tratamento da carga e na distribuição nos finais de semana de fevereiro”.

Os clientes que tiverem problemas específicos podem registrar sua demanda no telefone 0800-725-0100 ou no site www.correios.com.br

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Falta de visibilidade leva a cancelamento de voo em Lages

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Aeroporto de Lages - Foto: Divulgação

Cerca de 50 pessoas, que haviam comprado passagem para viajar a São Paulo na segunda-feira (19), não puderam embarcar em Lages. O voo da empresa Azul Linhas Aéreas foi cancelado por falta de teto. Esse argumento é usado quando nuvens ou neblina reduzem a visibilidade a ponto de atrapalhar a operação. O avião finalmente decolou às 10 horas desta terça-feira (20).

Inicialmente, os voos entre Lages e Campinas, em São Paulo, decolavam às 15h30. Agora foram transferidos para às 19h30. Esse é o primeiro voo que foi cancelado, ao menos que se tem notícia, mas a situação pode ficar crítica com a chegada do outono e do inverno. Nos meses mais frios do ano, serrações e tempo fechado são comuns na Serra Catarinense. O cancelamento pode se tornar uma prática e não a exceção.

Geralmente as pessoas utilizam o transporte aéreo porque têm compromissos com hora marcada. Um voo cancelado pode prejudicar o trabalho de anos, que empresários e lideranças fizeram para trazer o serviço para Lages. Quem sabe, agora, o horário dos voos seja revisto.

 

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