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Gustavo sonha em ter uma máquina de braile

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Gustavo adora fazer contas no sorobã (aparelho de cálculo) - Foto: Susana Küster

Aprender a ler e a escrever é um desafio para qualquer criança, mas para Gustavo Gonçalves Branco, 12 anos, a dificuldade foi maior. Deficiente visual desde bebê, hoje ele sonha em ter uma máquina de escrever em braile para fazer o que mais gosta, que é cumprir as tarefas da escola, escrever poemas, desenvolver cálculos matemáticos e desenhar, principalmente casas. Um poema que escreveu em braile, sobre preconceito, ganhou o primeiro lugar, na categoria Poema II, na Olimpíada Lageana de Língua Portuguesa deste ano.

O menino é inteligente e, na escola, dizem que ele é muito dedicado em aprender. O problema é conseguir alcançar seu sonho. O valor de uma máquina de escrever em braile é, aproximadamente, R$ 6 mil. Gustavo é criado pela avó e avô maternos, em uma casa simples, no Bairro Habitação. Eles não possuem condições financeiras de comprar uma máquina dessas.

Quem quiser ajudar Gustavo a realizar este sonho, pode ir na escola onde ele estuda, Mutirão, Bairro Habitação. O telefone é 3224-3172.

Na tentativa de reduzir sua deficiência visual, ele passou por duas cirurgias nos olhos. Uma delas fez com que o menino perdesse o globo ocular direito. Já no olho esquerdo, uma das operações recuperou um pouco da visão. A avó, Maria das Graças Gonçalves, 60 anos, diz que um médico informou que quando ele estiver com 20 anos, uma alternativa é fazer transplante de córnea.

Ele se esforça para enxergar pelo canto do olho esquerdo e, dessa forma, aos oito anos, conseguiu aprender a ler e a escrever. Dedicado, aos nove anos aprendeu a ler e a escrever em braile e, na escola, consegue praticar na máquina. Conta que a máquina facilita bastante, pois emite barulhos quando a folha acaba ou muda de linha, por exemplo.

Gustavo faz planos para o futuro

Mesmo com tantas dificuldades, Gustavo quer ser professor de matemática. Garante que sabe fazer contas rapidamente. “Tem contas que só eu consigo fazer bem rápido na sala de aula. Também penso em ser professor de braile, para ensinar outras pessoas.”

Aos poucos, ele ganha mais independência. Há cerca de dois meses, vai uma vez por semana na Associação de Deficientes Visuais do Planalto Serrano (Adevips). Lá, frequenta aulas de sorobã (aparelho de cálculo), braile, educação física, informática, mobilidade e até de culinária. Ele conta que, na semana que vem, vai aprender a fazer brigadeiro e que logo fará um bolo.

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