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Golpe do Bilhete Premiado: operação no RS investiga suspeitos de terem aplicado crime em Lages

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Foto: Polícia Civil/ Divulgação

A 2ª Delegacia de Polícia Civil de Lages realizou, na manhã desta terça-feira (3), com o apoio da Polícia Civil de Rio Grande do Sul, uma operação na cidade de Passo Fundo (RS), para cumprir mandados de busca e apreensão na residência de suspeitos envolvidos no golpe do Bilhete Premiado.

De acordo com a polícia, embora haja indicativos de que os suspeitos vinham atuando em todo o Estado de Santa Catarina, a investigação apura dois fatos ocorridos em Lages, nos meses de março e abril, envolvendo duas vítimas idosas. O prejuízo de ambas, somado, foi cerca de R$ 65 mil.

A cidade de Passo Fundo, onde residem os suspeitos, é tida como berço do golpe do bilhete premiado. Muitos dos criminosos, contudo, acabam se deslocando à SC e a outros estados para praticar os crimes. Devido à proximidade com a região serrana, Lages está entre uma das cidades utilizadas pelos golpistas.

O golpe

Segundo a polícia civil, o golpe do Bilhete Premiado acontece da seguinte forma:

  1. Abordagem: a vítima, normalmente uma pessoa idosa, é abordada por uma mulher que se diz pobre e analfabeta e então pede ajuda para resgatar um suposto prêmio da mega-sena;
  2. Comparsa: nesse instante, entra em cena uma segunda pessoa, trajando roupas sociais, se mostrando disposta a ajudar essa mulher a resgatar o prêmio. Essa pessoa faz uma ligação, supostamente para a Caixa Econômica Federal, para confirmar se realmente o bilhete está premiado (quem atende, na verdade, é um terceiro integrante do grupo);
  3. Falso funcionário do banco: o terceiro integrante do grupo atende o telefone e, passando-se por um funcionário da Caixa, informa que de fato o bilhete é premiado. Tudo isso ocorre com o celular no modo viva voz para que a vítima possa escutar o suposto funcionário confirmar o prêmio;
  4. Convencimento: a vítima, por fim, é convencida pelos estelionatários a sacar ou transferir determinada quantia para poder receber uma parte do prêmio.

Verificou-se, ainda, durante o cumprimento dos mandados, que esses criminosos levam uma vida de luxo com o dinheiro auferido ilicitamente, residindo em bairros nobres e ostentando um elevado padrão de vida.

Fonte: Delegado Jackson Pesso (2ª Delegacia de Polícia Civil)

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