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Fotógrafo espanhol retrata solidão através da arquitetura de São Paulo

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São Paulo, 26/06/2010, (EFE)

 

 

A reflexão sobre a solidão do indivíduo e as contradições do mundo contemporâneo foram o ponto de partida para o espanhol José Manuel Ballester retratar a arquitetura da cidade de São Paulo em uma mostra fotográfica que abre suas portas neste sábado.

 


Com 30 fotos coloridas captadas em várias viagens realizadas entre 2007 e 2010, a exposição "Fervor da Metrópole" percorre alguns dos edifícios mais emblemáticos da cidade como o Copan e a sede da Bienal, ambos projetados pela figura mais renomada da arquitetura brasileira moderna, o centenário Óscar Niemeyer.

 


Completam a mostra imagens do parque Ibirapuera e a faculdade de Arquitetura e Urbanismo, além do pátio da Pinacoteca de São Paulo, que acolhe a exposição até o dia 22 de agosto.

 


A mostra é um exercício de abstração, que se concentra em detalhes como as escadas ou uma coluna, no qual "é preciso ser muito conhecedor do edifício para reconhecê-lo", disse hoje à Agência Efe Ballester.

 


O fotógrafo explicou que nesta mostra retrata os "cenários de uma obra teatral que é a vida" e assinalou "a importância da luz e da presença da natureza" em suas fotos.
"Me interessam os espaços vazios", disse Ballester, que explicou que o "retrato da solidão do próprio indivíduo" que vive nas grandes cidades rodeados de uma multidão de pessoas é uma característica de seu trabalho.

 


Também disse que a mostra é "uma reflexão sobre o mundo contemporâneo" na qual o "edifício é um pretexto" e que a cidade de São Paulo "define muito bem os contrastes" da paisagem urbana, onde "dentro do caos há beleza e serenidade".

 


O artista, que também se dedica à pintura, escolhe uma ou outra técnica em função do tipo de trabalho que quer realizar, mas que em todos os casos "são meios e não uma finalidade".

 


Para Ballester, o Brasil se encontra em um momento de "afirmação e de reconhecimento internacional" e acrescentou que é fundamental realizar uma missão informativa para que se saiba "que aqui estão acontecendo coisas".

 


Além disso, explicou que a "Europa é uma cultura saturada e envelhecida", em contraposição aos movimentos artísticos que fluem aqui.

 


Ele destacou o "forte caráter poético" que, na sua opinião, inunda as expressões artísticas e alcança à sociedade.

 


Enquanto isso, o curador da mostra Juan Manuel Bonet, que organizou diversas exposições de pintores brasileiros na Espanha, disse à Efe que o título da exposição quer fazer referência ao "fervor" que se vive na capital paulista.

 


Bonet acrescentou que a obra poética de Mario de Andrade e os poetas que relatam a modernidade no Brasil também são cenário de fundo desta exposição, que se concentrou na arquitetura por sua "sintonia com os valores dos grandes arquitetos brasileiros", que entendem "a linguagem moderna com uma visão orgânica".

 


Na sua opinião "a elegância e a luz" são as marcas da identidade da arquitetura brasileira, que bebe das criações do arquiteto suíço Le Corbusier, mas que tem uma personalidade própria.
 

 

Foto: (EFE)

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