O curta-metragem lageano “A Última Chama” ganhou o mundo. Gravado em Lages, ele foi selecionado para cinco festivais internacionais, incluindo eventos na China, Estados Unidos, Canadá e México. Com estilo inspirado no expressionismo alemão e influências de Edgar Allan Poe, o filme chamou atenção por sua estética sombria e produção artesanal. Mesmo passados alguns anos, ainda é possível assisti-lo online, na íntegra.
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Suspense lageano ganhou o mundo
Liderado pelos diretores Paula Abreu e Armin Reichert, o curta foi produzido pela Coração Delator Filmes. A trama acompanha um homem solitário, perseguido por lembranças que se transformam em pesadelos. A inspiração veio de um conto escrito por Armin, que também atua como protagonista ao lado da atriz Ana Júlia Ortiz. O filme foi rodado integralmente em Lages.
O destaque internacional veio com seleções para festivais em quatro países. No Canadá, o filme foi exibido numa sessão dedicada exclusivamente a obras brasileiras. Em outro festival, chegou à final. Entre os elementos que chamaram a atenção da curadoria estão os efeitos práticos, a fotografia carregada de contrastes e o figurino marcante.

Uma experiência “assustadoramente linda”
A direção de arte bebeu na fonte dos filmes clássicos de terror, com influências claras do expressionismo alemão, o que pode ser visto na fotografia de Jary Carneiro Jr. e na caracterização assinada por Débora Reichert. “Rodar uma história de suspense numa cabana isolada, madrugada adentro, foi uma experiência assustadoramente linda”, contou Paula Abreu à época.
Além da trajetória internacional, o filme também circulou por diversos espaços culturais da cidade de Lages. Ele foi exibido em mostras, como a do Centro Cultural Vidal Ramos, e teve apresentações inusitadas, como no Cemitério Cruz das Almas. Tudo isso fez parte das comemorações pelos cinco anos da produtora.
Como isso impacta sua vida?
Produções como “A Última Chama” mostram que o cinema catarinense tem força e criatividade para conquistar espaços internacionais. Para quem mora em Lages, é um motivo de orgulho ver um filme local reconhecido fora do Brasil. Além disso, o acesso à obra permite que mais pessoas valorizem e conheçam a cultura produzida na região. Uma ótima oportunidade para assistir a um terror feito em casa, com identidade própria e muito talento envolvido.