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Falta de conscientização resulta em número alto de acidentes de trabalho

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Foto: Andressa Ramos

Algumas biografias defendem que o Dia do Trabalho foi marcado na década de 1880, quando operários se reuniram na cidade de Chicago, nos Estados Unidos, pedindo melhores condições de trabalho e redução da jornada. No dia 3 de maio de 1886, trabalhadores e policiais entraram em confronto e várias pessoas ficaram feridas, dentre estas, seis morreram.

Em junho de 1889, a Segunda Internacional (organização sindical), realizada em Paris, decidiu instituir o Dia Mundial do Trabalho, como forma de homenagear os trabalhadores mortos na Revolta de Haymarket, e para que todos os anos, nesse dia, os trabalhadores pudessem fazer suas reivindicações, como a redução da jornada de trabalho para 8 horas.

Com o passar dos anos, e com uma sequência de ações reivindicando as melhorias, os trabalhadores foram conquistando direitos e a segurança no trabalho é uma delas. Tanto que, atualmente, há órgãos responsáveis, justamente, em fiscalizar o cumprimento das regras que garantem a segurança do trabalhador.

Apesar disso, ainda ocorrem muitos acidentes de trabalho. No Brasil, mais de 4 milhões de pessoas entraram para essa estatística desde 2012 até o início da tarde de ontem. Para evitar que este número cresça, o movimento Abril Verde alerta a população sobre os direitos e deveres, tanto de proprietários de empresas quanto de trabalhadores.

Na região da Serra Catarinense, no ano passado, dez trabalhadores morreram em consequência de acidentes ocorridos no cumprimento de suas funções. Os ferimentos mais comuns em acidentes de trabalho são as fraturas, amputação de membros e queimaduras por eletrocução.

Aderbal Antunes Correia Filho, de 50 anos, é um dos trabalhadores da Serra Catarinense que entrou para essa estatística. Ele  teve parte de um dos dedos da mão esquerda amputado. Ele trabalha em uma empresa de colheita de maçã, mas afirma ter recebido todo o apoio após o acidente. “Na verdade, foi descuido meu mesmo”. O acidente foi em abril e ele ficará em casa até julho.

A equipe do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest) de Lages ressalta que, de maneira geral, falta um olhar das empresas à saúde do trabalhador. Os profissionais percebem que, na maioria dos casos, a empresa dá ao funcionário um equipamento de proteção, mas não o orienta sobre o uso e, também, não faz a fiscalização para saber se os aparelhos estão sendo utilizados.

A equipe destaca que alguns trabalhadores não usam os equipamentos por desconforto, e acabam se esquecendo da segurança que proporcionam. “É uma sequência de erros, falta de treinamento, falta de proteção e falta de fiscalização”, ressaltam os profissionais do Cerest.

Especialistas do Cerest ressaltam que é muito mais barato trabalhar na prevenção dos acidentes do que atuar posterior a um acidente, que pode acarretar até a morte. A equipe enfatiza: “Não existe fatalidade em uma morte no ambiente trabalho.”

Outro ponto observado, pelo alto número de acidentes, é a falta de vínculo com as empresas. Um exemplo são as pessoas que prestam serviços. Além de serem donos do próprio negócio e buscarem lucros, os prestadores acabam não adquirindo alguns acessórios para reduzir gastos.

Indicação

Para prevenir os acidentes e doenças de trabalho, a orientação é que as empresas tenham em suas equipes um técnico em segurança do trabalho, pois este profissional conhece a realidade do ambiente e saberá como lidar nas situações de risco, acidentes e até na conscientização.

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