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Expolages: Leilão de ovinos terá novidades

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Luiz Artur é um dos expositores de ovinos Dorper durante a Expolages - Foto: Adecir Morais

As ovelhas e carneiros são atrações na Expolages, que começa na quinta-feira (11) e vai até domingo (14), no Parque Conta Dinheiro, em Lages. Neste ano, foram inscritos cerca de 200 ovinos de 35 expositores de várias cidades do Estado, 15% mais do que 2017.  

O leilão de ovinos terá novidades. Pela primeira vez será realizada a comercialização de borregos rústicos, porém, de cruzamentos bem definidos, ou seja, padronizados a partir de determinada raça. Os animais serão avaliados em trios, por meio de julgamentos. Essa nova categoria de leilão irá permitir maior participação de criadores. Além disso, vai possibilitar a ampliação do número de animais em exposição.

Além de ovinos, a Expolages conta com a exposição de bovinos e equinos. Para o presidente da Associação Rural, Márcio Pamplona, apesar dos percalços econômicos, é boa a expectativa da realização da feira. De maneira geral, os valores médios dos animais, embora represados, não devem significar prejuízo. Os negócios estão em forte movimentação.

Pamplona recorda que, nos últimos três leilões particulares, realizados recentemente no Parque Conta Dinheiro, o movimento financeiro foi em torno de R$ 2 milhões, e isso, demonstra que há crença em bons negócios também durante a Expolages. “É isso que nós organizadores esperamos de um evento voltado para os negócios, o que não impede a recepção de muitos visitantes”, ressalta.

Além da exposição e julgamentos de animais, a feira conta com a exposição de máquinas agrícolas, dentre outros equipamentos, movimentando a economia local. Ontem, os expositores acertavam os últimos detalhes para o evento.

Raça Dorper

As ovelhas de raça são uma das grandes atrações da feira. Os animais são altamente rentáveis economicamente, além disso, garantem qualidade genética, como é o caso da raça Dorper, da Cabanha Legal, de Itajaí.

Segundo o proprietário da cabanha, Luiz Artur Legal, o Dorper é uma raça rústica originária da África. É um excelente reprodutor e de fácil manejo, além de se adaptar bem em qualquer clima. Suporta condições climáticas adversas, razão pela qual se adapta em todas as regiões do Brasil.

É facilmente reconhecida pela cabeça preta e coberta por pelo curto. Conforme Luiz, tem uma excelente taxa de reprodução. As fêmeas podem ser inseminadas ou cobertas com 60 dias após parirem e têm até três partos em dois anos, enquanto outras raças tem em média um. Além disso, possui uma carne de boa qualidade e rendimento de mais de 50% da carcaça, e foi a primeira raça de ovinos e receber a certificação no País.

Luiz esclarece que o número de Dorper no Brasil ainda é pequeno, principalmente por causa do alto valor de mercado dos exemplares. A fêmea, por exemplo, custa de R$ 3,5 mil a R$ 4 mil. Por conta disso, ainda não há produção suficiente para suprir o mercado consumidor de carne, sendo que, por enquanto, os exemplares existentes são apenas para a  reprodução.

Conforme a associação brasileira de criadores, atualmente, a raça possui um plantel de cerca de 150 mil animais no Brasil, Os estados de São Paulo e Bahia são os maiores produtores.

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