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Ex-funcionário mantém refém filho de diretor de empresa em Florianópolis

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Foto: Daniel Queiroz/ ND/ Divulgação

Policiais militares foram mobilizados na manhã desta segunda-feira (5) em uma ocorrência de cárcere privado na empresa Schaefer Yachts, no bairro Estreito, em Florianópolis. A situação foi contornada por volta das 11h40, quando a vítima foi liberada e o autor foi preso após se render.

Por volta das 8h, o ex-funcionário da empresa André Nicacio, que era marinheiro e foi demitido há cerca de um ano e meio, entrou armado no escritório central e ordenou a saída de todos. Ficou apenas Igor Phelippe, que trabalha no setor administrativo e é filho de Pedro Odilio Phelippe, diretor executivo da Schaefer Yachts.

Segundo testemunhas, André chegou no carro do filho para não ser reconhecido, já com pistola em punho, e pelo menos três disparos foram ouvidos por funcionários. Imediatamente foi acionado o BOPE (Batalhão de Operações Policiais Especiais), com a equipe de resgate de reféns, que iniciou as negociações.

André portava uma pistola calibre 380 com dois carregadores e mais dois clipes de munição. O ex-funcionário, que teria problemas de depressão, já enviava há algum tempo mensagens com ameaças ao empresário da Schaefer. Conforme testemunhas, ele pediu a participação da Polícia Federal nas negociações. Foram levados ao local o filho e a esposa de André, para tentar convencê-lo a desistir da ação.

Após a chegada da Polícia Militar não foi feito nenhum disparo, segundo o coronel Carlos Alberto Araújo Gomes Júnior, comandante geral da Polícia Militar de Santa Catarina. Às 11h15, funcionários da empresa entraram em grupos de cinco para retirar pertences pessoais que ficaram para trás.

Às 11h25, viaturas do BOPE entraram no imóvel e, por volta das 11h40, foi confirmado que a situação havia sido resolvida, sem vítimas. Segundo o coronel, a partir de agora será feita uma retrospectiva dos fatos na delegacia, para formalização. Sobre os motivos que levaram a André a praticar o ato, Araújo Gomes afirmou que será apurado se foi por motivações trabalhistas ou problemas psicológicos do autor.

“A habilidade do negociador foi fundamental para estabelecer um bom contato com o tomador de refém, estabelecer uma estratégia de rendição adequada e rápida, e também o fato de que a equipe ao redor, que lidou com essa crise, é bastante experiente, transmitindo confiança ao tomador de refém, e dando a ele garantia de que tudo terminaria bem”, disse o coronel.

Trabalhou na ocorrência o Cobra (Grupo Comando de Operações de Busca Resgate e Assalto), que tem especialistas em negociação. “Logo após a nossa chegada, esse grupo colocou equipes prontas para assaltar o local e resgatar o refém caso houvesse uma evolução negativa. Mas imediatamente se iniciou o caminho da conversa”, disse Araújo Gomes.

O coronel ainda afirmou que não houve nenhum tipo de agressão de André contra Igor. “É uma ocorrência que nós consideramos um sucesso clássico, com o tomador de refém preso, a arma apreendida e todos bem”.

 

Por NDOnline

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