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Estudantes de 20 escolas reciclam lixo orgânico

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Professor Luis Anderson Antunes com alunas num dos canteiros da escola - Foto: Bega Godóy

O professor do Centro de Ciências Agroveterinárias (CAV), Germano Güttler, explica que quando o projeto começou, alcançou cerca de 100 escolas e hoje não passa de 20. Ele acredita que as dificuldades, como a aquisição de material (serragem e similares) para a compostagem freou o crescimento do programa.

A Secretaria de Meio Ambiente de Lages abraçou a ideia e a adotou como política pública oficial. Durante os dois próximos anos vai  entregar os materiais nas escolas. “Nas épocas de poda de árvores da cidade, a secretaria vai fornecer os galhos e as folhas”, explica.

Os cerca de 850  alunos, do primeiro  ano do Ensino Fundamental ao terceiro do Ensino Médio,  da Escola Professor Armando Ramos de Carvalho, no Bairro Pró-Morar, em Lages entenderam que cuidar do Meio Ambiente é um ato importante não só para a humanidade, mas para todos os seres que habitam a Terra. “Foi um processo de conscientização a passos lentos, mas hoje a adesão é enorme. Foi necessário apenas que eles entendessem que poluir o meio ambiente é incorreto”, diz o diretor, Luis Anderson  Antunes.

Na escola, a partir de 2016, as aulas de Educação Física, Geografia e Sociologia têm se tornado mais interessantes, pois o assunto Meio Ambiente passou a cativar os estudantes. Em atividades multidisciplinares os estudantes aprenderam, principalmente a fazer compostagem.

Os três canteiros da escola abrangem áreas que somadas passam de 120 metros quadrados, onde são encontrados  verduras, temperos e chás. “Todos os alunos estão envolvidos no Projeto Lixo Orgânico Zero, mas 100 deles trabalham efetivamente junto com os professores” explica o gestor.

Os resíduos secos usados nas compostagem são trazidos pelos alunos e quando necessário eles utilizam sobras da merenda. As hortaliças colhidas na escola são utilizadas na merenda ou levadas para os alunos consumirem em casa.

Compostagem

É um processo biológico no qual os microrganismos transformam a matéria orgânica como papel, madeira, estrume, restos de comida, em húmus, um material rico em sais minerais e que pode ser utilizado como adubo em hortas, jardins e vasos, contribuindo muito para desenvolvimento dos vegetais

A  a diretora da Secretaria do Meio Ambiente, Silvia de Oliveira,  comenta que Lages desenvolve o projeto desde 2013. Como foi implantado em várias escolas, muitas famílias já fazem a compostagem de resíduos orgânicos em seus quintais.

Ainda de acordo, com Silvia, a técnica da Micro-compostagem Ecológica (MCE) é um modelo inovador de compostagem realizada simultaneamente com o cultivo de plantas, baseado em um sistema doméstico, viabilizado por meio de tecnologias atestadas socialmente, aberta e de fácil aplicação. Por essa razão houve a necessidade de investimento no trabalho de educação, orientação e motivação das pessoas para fazer diferente do convencional.

Para Silvia, a escola é o espaço de aprendizagem adequado para o projeto. São experiências que acompanharão o indivíduo por toda vida, por isso a tecnologia pode ser disseminada. Defende que  devem envolver-se nesse processo, além da comunidade escolar, que levará a dinâmica para suas casas, gestores, professores, merendeiras, pais, alunos

Projeto tem recursos federais

A Prefeitura de Lages participou do edital de compostagem junto ao Fundo Nacional de Meio Ambiente e Fundo Socioambiental da Caixa Econômica e ficou em 1º lugar. Assim, recebe recursos para adquirir equipamentos, materiais de consumo e formalizar convênio com o CAV- Udesc, onde a coordenação é do professor Germano Güttler. Ele vai orientar os acadêmicos bolsistas, que atuarão nas escolas e na comunidade.

Quer fazer uma minicompostagem?

  1. Separe o lixo orgânico dos materiais que podem ser reciclados;
  2. Escolha um local para colocar este resíduo orgânico (canteiro, uma jardineira ou vaso grande com terra);
  3. Tire o lixo orgânico da cozinha e coloque no espaço escolhido (canteiro, uma jardineira ou vaso grande com terra) em fileira, uma camada de 10 a 20 cm de altura;
  4. E, cubra completamente com Material Orgânico de Difícil Decomposição – MODD (serragem de madeira não tratada, grama, folhas secas, restos de poda, casca de arroz, cinza de termoelétrica,…);
  5. Repita isso com todo o lixo/resíduo orgânico de sua cozinha e quando for colocar novamente não deixe espaços entre as fileiras;
  6. Mexa de leve este material com garfo de jardim ou pedaço de galho, madeira, cabo de vassoura…para que o oxigênio possa entrar e cubra novamente com o MODD, assim vai evitar o possível mau cheiro da decomposição e mosquitinhos indesejáveis.
  7. Quando o lixo/resíduo orgânico estiver escuro, reduzido o volume, decomposto, você poderá plantar em cima deste material o que quiser. (hortaliças, temperos, chás, flores,…)
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