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Estado não autoriza abertura de turmas para curso técnico no Cedup

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Laboratórios ficaram vazios sem a abertura de novas aulas - Foto: Camila Paes

Professores, equipe técnica e alunos dos cursos técnicos estaduais em Lages, estão preocupados com uma nova decisão do Governo do Estado, em não autorizar a abertura dos primeiros módulos dos cursos no segundo semestre deste ano. Só em Lages, quase 500 pessoas já tinham feito suas inscrições.

A diretora do Centro de Educação Profissional (Cedup) Renato Ramos, Márcia Costa, explica que a notícia foi recebida com surpresa na escola. Isto porque, no começo do mês, a secretaria de Estado de Educação havia solicitado uma lista com os interessados a cursarem as modalidades. Um dia antes do prazo final de entrega da lista, foi informado a instituição que não era mais necessário o envio. No dia 22, a direção recebeu o documento que não autoriza a abertura de turmas.

Só no Cedup Renato Ramos são sete cursos disponíveis. Para divulgar, a escola realizou eventos e abriu inscrições. Para o curso de enfermagem, o mais procurado, há 120 interessados para 25 vagas. Márcia ressalta que isso acontece porque há a possibilidade de logo entrar no mercado de trabalho, principalmente com a proximidade da inauguração da nova ala do Hospital Tereza Ramos. A prova que irá classificar os alunos continuará a ser aplicada no próximo dia 08.

A preocupação da professora também é com os laboratórios, que foram recém reformados e com os professores, que podem ficar desempregados. A diretora acrescenta que todos os cursos são procurados e fecham turmas cheias.

No Cedup Industrial, que oferece três cursos técnicos pós-médio, a direção ficou assustada com a informação. No site da instituição anunciavam a abertura de inscrições e aguardavam para este semestre, mais de 200 alunos. O assessor de direção, Rosimar Bianchini, ressalta que isto é uma falta de respeito com a educação. Ele ainda acrescenta que, haverão professores que ficarão sem aulas.

Tanto Márcia quando Rosimar afirmaram que já entraram em contato com autoridades e políticos, para tentar reverter a situação. Márcia pretende marcar uma reunião com o Governo do Estado, para mostrar que é imprescindível que hajam turmas neste semestre.

“Nós precisamos de apoio, inclusive da comunidade escolar. A desculpa para esta decisão é de redução de custos, mas como vai ficar a educação profissional na região?”, questiona ela.

A justificativa do Estado

A gerente da gerência regional de Educação (Gered), Fátima Ogliari, ressalta que apenas no primeiro módulo não haverão aulas neste segundo semestre pois será realizada uma análise dos cursos.

Isto ocorre porque, segundo o Governo do Estado, há muito evasão nos cursos, que começam com turmas cheias e terminam com poucos alunos. “Está é uma decisão para melhorar os Cedups e aquelas que já estão cursando, não serão afetados”, acrescenta. A equipe técnica da Gered fará a análise dos cursos e a expectativa é que no ano vem, as matrículas voltem à normalidade.

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