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Projeto Casa de Marias

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Imagens: Agnes Samantha

Elas não querem ser mais uma no número no percentual de mulheres que sofrem violência doméstica no Brasil. Essas Marias querem mudar a triste realidade que assola muitas famílias.

A Casa de Marias é um projeto desmembrado da “Casa de Gente”, que acolhe mulheres no município Lages. Há cerca de um ano, dona Maria Regina Neto, de 53 anos, se juntou a seu filho Diego Neto, na ideia de formar um grupo de acolhimento para mulheres que sofrem violência dentro de casa.

Assim, como aquela Maria, a da Penha, Maria Regina também sofreu na pele antes de criar coragem para denunciar e se separar de seu marido. Depois de 32 anos de casada, com o apoio do filho, resolveu viver. Fez faculdade de Pedagogia e já terminou a primeira pós-graduação. E quer que outras mulheres tenham a mesma oportunidade.

Sem nenhum apoio financeiro, ela e as outras participantes do grupo fazem artesanatos e vendem por encomenda e em feiras, como a Feira Solidária, que acontece toda semana na Praça do Terminal. Muitas têm essa como a sua única fonte de renda.

O grupo já teve 10 participantes, entre elas duas trans, todas que através do boca-a-boca ficaram sabendo do projeto. “Quem se sente vulnerável, pode nos procurar,” diz Maria, que há dois meses se mudou para uma nova casa, local onde está montando o ateliê para as Marias.

O local é um ponto de encontro para fazer e também aprender a fazer artesanato, costurar e conversar. Uma troca de ideias que auxilia a levantar também a autoestima das participantes. Algumas, ainda assim, retornam para os companheiros.

Assim como Maria Regina foi um dia, muitas não sabem sobre seus direitos, por isso, dos encontros e da importância de voluntários que possam instruir e auxiliar as integrantes.

O grupo completou um ano no dia 8 de março, Dia da Mulher. E, hoje, Maria Regina fica feliz por poder ajudar essas mulheres e pretende auxiliar muitas mais. “Às vezes, não podemos fazer muito, mas uma palavra pode fazer toda a diferença.”

Maria da Cruz e Maria Regina Neto.

 

12 anos da Lei Maria da Penha

 

Em meio a vários casos de feminicídio relatados pela imprensa, a lei Maria da Penha (11.340/2006), que propõe medidas para a punição de agressores e para a proteção das mulheres vítimas de violência, completa 12 anos.

Ainda faltam muitos passos, como a coragem para denunciar. Não apenas da vítima, mas também da sociedade como um todo.

O caso da advogada Tatiane Spitzner, de 29 anos, em particular, repercutiu em mídia nacional nos últimos dias. Ela foi agredida pelo companheiro antes de cair do quarto andar do prédio em que moravam, ele é o principal suspeito de sua morte.

Mas o que chamou mais atenção e resultou em várias campanhas nas redes sociais, foi o fato de Tatiane ter pedido por socorro e não ter sido atendida por nenhum vizinho.

A frase “Em briga de marido e mulher se mete a colher” viralizou, ressaltando a importância da denúncia.

Hoje, as denúncias de violências física, psicológica ou sexual contra mulheres podem ser feitas por elas, parentes, amigos, vizinhos em delegacias e órgãos especializados ou pelo 180, central de atendimento que funciona 24 horas por dia, é gratuito e confidencial.

 

 

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