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O maior presente: ser pai!

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Mais pais nas reuniões da escola, nas festas e apresentações. Mais pais nas atividades extraclasse, esportivas e culturais. Assim é o cenário das famílias atualmente. Com pai e mãe dividindo as tarefas e buscando sempre a parceria entre o casal.

Vários fatores foram responsáveis por essas mudanças culturais e de comunicação. Segundo a psicóloga Cintia Raizer – CRP12/01577, os homens de hoje são os pais que buscam participar da vida dos filhos. Isso porque a criação desses que hoje tornaram-se pais, foi diferente daqueles que hoje são avôs. Tiveram mais acesso à informação e os pensamentos foram se modificando.

Hoje, os pais não fazem apenas o papel de provedor, como antigamente, preocupam-se também com a criação dos filhos. “Eles têm vontade de fazer diferente, por terem tido pais mais rígidos, que nunca iam a uma reunião, não diziam que amavam seus filhos; os pais de hoje se preocupam em dar o que não tiveram,” comenta Cintia.

Alguns ainda repetem a criação recebida, sendo positiva ou negativa, mas muitos preferem mudar os pontos que não foram legais.

No consultório, a psicóloga diz que o envolvimento é cada vez maior, mesmo entre pais separados, eles querem estar por perto, partilhar a guarda e as obrigações.

 

Ser pai e seus desafios

 

Pode-se dizer que não tem nada melhor do que ver um filho feliz. Conseguir pôr um sorriso no rosto dele, ah!, isso faz toda a diferença.

Alisson Duarte, 29 anos, é pai de um menino e uma menina, e discorre sobre o prazer da paternidade. De poder participar não somente da vida escolar do filho, mas dentro de casa. Sentar no chão, andar de bicicleta, jogar bola com as crianças.

Ele diz que as dificuldades, como o acesso gigantesco à informação cada vez mais rápido. “É através do celular, tablet, do computador, tem que tomar cuidado, tudo tem seu tempo. Temos que amparar as crianças, são muitas informações que não tínhamos na nossa infância” diz.

Mariana, Alisson, Enzo e Luna

Ele diz ser prazerosa e necessária a participação dos pais na educação dos filhos, no estímulo das brincadeiras saudáveis. Tem que amparar as crianças, adquirir confiança para que eles não se percam quando jovens e adultos.

Gustavo Lombardi, 37 anos, também é pai de uma menina e de um menino, comenta que o formato familiar está diferente do que tínhamos antigamente, são pais solteiros, filhos criados por avós, tios, mas nem por isso a paternidade deve ser desconsiderada. A presença do pai, segundo ele é de extrema importância para a formação das crianças. São através dos exemplos dados por pai e mãe que se formam o caráter dos filhos.

Para ele, participar da vida escolar dos filhos não é apenas mais um papel dentro do sistema. Estar presente nas reuniões escolares é uma maneira de dizer “cara, tô aqui, vamos juntos nessa caminhada”. Isso é muito mais do que o cumprimento de um papel social.

“Ser pai sempre será um desafio, pois temos a responsabilidade de criar uma pessoa crítica, justa, honesta, amorosa e amparada para o mundo que se dinamiza a cada dia é nossa” diz.

Rodrigo Ziliotto, 36 anos, mudou totalmente seus hábitos depois de ser pai. Ele, a esposa e a filha Luiza, hoje vivem no sítio. A mudança ocorreu para que a criança tivesse um contato maior com a natureza.

A mudança ocorreu também na forma de disciplinar, a base é a disciplina positiva, onde em regra ela não obedece aos pais e sim colabora com eles. Seguindo esse mesmo sistema, optaram pela educação no método Montessori. Segundo ele foi um desafio já que fugia do estilo de educação recebido em sua infância. “Esse estilo de educação dá autonomia a criança e hoje até nossos pais aderiram ao método” comenta ele.

Ainda por regra de criação, nada de mentiras. Além de sempre estar atento para escutar o que Luiza tem a dizer.

Na casa do casal não existe divisão, os dois são responsáveis, e é tudo colaborativo. Com a carga horária de trabalho no período vespertino, as manhãs servem para a dedicação com a família, fazer as refeições, brincar e realizar as tarefas da casa.

Clarice, Rodrigo e Luiza

E assim como os outros pais, também trabalham para que a tecnologia seja utilizada de forma regrada. “Nós buscamos pela simplicidade e vida saudável, plantamos orgânicos e procurarmos estar sempre muito conectados entre nós” diz.

 

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