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Essencial: O amor é cego

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A adoção é um tema recorrente, já que o abandono e a proliferação de animais de rua são fatores vigentes na sociedade.

Muitas ONGs e associações são formadas por pessoas que, de alguma forma, tentam auxiliar esses animais, dando comida, abrigo, carinho e tentando encontrar um lar que possa acolhê-los.

São várias dificuldades no caminho, entre elas a preferência por animais saudáveis e mais jovens. Os de porte muito grande, pelagem de cor preta, com alguma deficiência ou idosos, acabam ficando sem um lar.

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Pensando nisso, a Associação Lageana de Proteção aos Animais (Alpa) realizou uma ação com a Rainha da 30ª Festa Nacional do Pinhão, Andressa Bordignon, e suas princesas Ellen Ribeiro e Caroline Ceccato. As três posaram em pontos turísticos de Lages, ao lado de pets que esperam por adoção.

A ação teve uma repercussão positiva, e a associação está aberta a contato de pessoas que de alguma forma possa auxiliar na divulgação dos animais disponíveis para adoção.

A ideia surgiu por causa de Kátia, uma cadela cega que pela deficiência não era adotada e também não podia participar das feiras.

Recolhida por causa de maus tratos, ela estava no Centro de Zoonoses há algum tempo. Foi quando uma voluntária da Alpa resolveu levá-la para casa para ver se acelerava o processo de adoção.

A história teve um final feliz e Kátia, que agora se chama Pipoca, encontrou um lar.

Elizandra Borges Nunes havia tido experiência com outro animal deficiente, mas não foi por isso que resolveu adotar a Pipoca. Através de uma publicação no Facebook, o que a tocou foi a frase que descrevia a cadela: “Ela não pode enxergar você, mas enxergaria o seu coração”. Foi amor à primeira vista, ou melhor, foi amor sem nem precisar enxergar. Depois de enviar a foto para o marido e receber todo o apoio, Elizandra foi conhecer a cachorrinha. Depois de alguns dias, recebeu Pipoca em sua casa e em sua vida. “Éramos cinco, hoje somos seis,” conta ela que também descreve a felicidade que os animais proporcionam e garante que se pudesse tiraria muitos outros da rua.

Elizandra e pipoca. Foto: Divulgação

Para a tesoureira da Alpa, Christiane Ribeiro, uma das principais dificuldades na adoção de animais deficientes está no preconceito com o diferente. “Muitas pessoas ainda buscam animais de estimação de aparência “perfeita” e não querem arcar com os cuidados que necessitam,” comenta. Ressaltando que os cuidados tomados são os mesmos que com outros animais, apenas redobrando a atenção.

Além disso, a associação faz uma entrevista com os interessados em adotar e toma cuidado com o local onde o animal vai ficar para saber se é apropriado as suas condições. Além de passar as orientações e acompanhar a família por um tempo.

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