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Essencial: Lesões por exercício físico são mais frequentes nas mulheres

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Imagens: Agnes Samantha

É crescente e inquestionável o número cada vez maior de mulheres no meio esportivo. Sendo por competição ou na busca de uma vida mais saudável.

No entanto, também é fato que a incidência de lesões musculoesqueléticas é maior no sexo feminino do que no masculino. Mas por quê?

Segundo especialistas as diferenças anatômicas, biomecânicas e fisiológicas são as principais responsáveis pelo maior número de lesões neste gênero. Por terem menor volume de massa muscular e desenvolvimento ósseo por exemplo, além da pelve mais ampla e larga, as mulheres sofrem muito mais com lesões, principalmente nos membros inferiores.

As diferenças hormonais são também um dos grandes fatores, através da produção de estrogênio e relaxina que aumentam a lassidão nos ligamentos.

Segundo o fisioterapeuta Bruno Rech (Crefito – 175459/F), 28 anos, as principais lesões ocorrem na articulação do joelho, envolvendo muitas vezes os ligamentos, entre mulheres de 20 a 40 anos. “Mulheres que praticam esporte ou algum exercício físico, que demande corrida, saltos e mudanças de direção, estão mais susceptíveis a terem lesões atraumáticas, ou seja, lesões que ocorrem sem contato ou trauma. Por isso é importante manter acompanhamento com um Fisioterapeuta especialista”.

Bruno Rech atende na Clínica PhysioQuality

Fisioterapia Preventiva

No caso das mulheres, a pelve mais ampla e larga (característica física feminina), aumenta a tendência em ter o joelho valgo (em forma de x), juntamente com a falta de força e controle dos músculos do quadril, pode levar a pessoa a ter lesões nos membros inferiores.

Prevenção é a chave para diminuir a probabilidade de se lesionar, realizando uma avaliação criteriosa e exercícios corretivos, a chance de acontecer alguma lesão cai mais de 50% nesse público.

Já nos casos como o de Jéssica Matsui, 29 anos, que procurou atendimento somente depois da lesão de ligamento cruzado anterior, a solução geralmente desencadeia em cirurgia,  “Ela estava a algumas semanas do seu casamento e não teria como fazer a cirurgia naquele período. Fizemos algumas sessões que amenizaram a dor e que gerasse estabilidade para que ela pudesse ir à celebração normalmente e depois disso realizasse a cirurgia” relata Bruno, que também ressalta que a reabilitação depois da cirurgia continuou.

Cada paciente tem um atendimento individualizado, conforme avaliação prévia. As sessões não têm um tempo determinado, podem durar alguns meses e o foco será na correção dos fatores de risco que podem levar a lesões. Com a alta das sessões de fisioterapia, a pessoa pode continuar os exercícios que aprendeu, em academias ou até mesmo em casa com os movimentos corretos.

Um adendo, estalos e crepitações nos joelhos são normais se não estiverem acompanhados de dor, mas qualquer alteração no corpo pode ser um indicio para procurar um profissional.

 

 

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