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Esportes

Esporte é inclusão

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Afonso e a filha Ana Vitória - Foto: Camila Paes

O ginásio do colégio Industrial, em Lages, nem parecia que reunia crianças e adolescentes para a prática de esportes. Parecia mais uma festa, com risadas, brincadeiras e diversão. Mais de 70 jovens se reuniram para aprender modalidades de vôlei sentado, bocha e atletismo no Festival Paralímpico.

Lages foi uma das 48 cidades do Brasil escolhidas para participar do festival. As atividades foram desenvolvidas neste sábado, no Colégio Industrial. A participação era livre e gratuita. O evento está em sua primeira edição e é organizado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).

O festival aconteceu de forma simultânea nas 48 cidades do Brasil. Tem como principal objetivo divulgar o trabalho dos atletas paralímpicos brasileiros, além de possibilitar que as crianças conheçam o movimento paralímpico. Em todo o País, deverá movimentar cerca de 10 mil pessoas em 26 estados, mais o Distrito Federal. Em Santa Catarina, além de Lages, serão contempladas as cidades de Blumenau, Joinville, Itajaí e Florianópolis.

O coordenador do evento e treinador paralímpico, Augusto dos Anjos, que o esporte é uma das ferramentas mais eficientes de inclusão de jovens deficientes. Os amigos e atletas Carlos Padilha, Augusto de Figueiredo e Iago Gonçalves, participaram das atividades na manhã de sábado e gostaram de participar das atividades propostas pelos professores.

A ideia é mostrar para crianças as oportunidades trazidas pela práticas de esportes. Ana Vitória de Melo, 10, é um exemplo de como a atividade física pode agregar para o desenvolvimento. Com paralisia cerebral, Ana usa os pés e a cabeça para jogar bocha. Com a ajuda do pai, que posiciona a bola em uma espécie de rampa, a menina que não se comunica verbalmente, mexe a cabeça para acertar a mira da rama. Com um capacete, ela acerta a bola. Quando acerta, com as mãos e pés, comemora a vitória.

A família não conhecia o esporte e ficaram conhecendo pelo acaso, quando o pai Afonso Hinckel foi matricular a filha na natação e não conseguiu. Um treinador insistiu para que tentassem a bocha. Há quatro meses pai e filha se tornaram um time com um significado ainda mais completo.  

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