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Escolas reproduzem ambiente familiar para garantir educação, alimentação e conforto às crianças do ensino infantil

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Fotos: Greik Pacheco/ PML/ Divulgação

Nada é mais aconchegante para uma criança do que o colo de mãe, comida quente na mesa e energia renovada para brincar e aprender coisas novas. E da porta para fora não deve ser diferente.

Depois que ingressa na idade escolar, a criança, de acordo com os preceitos da formação intelectual do ser humano e da própria pedagogia, deve estar inserida socialmente aos colegas e novos amigos, estimulada à concentração no processo de aprendizagem e motivada às horas de brincar e explorar suas capacidades em novas descobertas diárias.

Este é um dos norteamentos exercitados pelas professoras da Educação Infantil do Município. Na Escola Municipal de Educação Básica (Emeb) Prefeito Waldo Costa, no Bairro Vila Nova, as profissionais mantêm uma rotina semelhante à que os pequenos alunos têm em casa.

Tem hora para comer, aprender, estimular sentidos, descansar, brincar e de prestar atenção na disciplina. O prefeito Antonio Ceron conheceu de perto o sistema no final da manhã desta terça-feira (13 de março), acompanhado pela secretária da Educação, Ivana Michaltchuk.

Na comitiva estavam, ainda, o diretor de ensino da Secretaria, Carlos Eduardo Canani (Cadu); diretor administrativo, Agnaldo Pereira; engenheiro civil, Vinicius Kley Couto, e a coordenadora de eventos da Secretaria, Marilce Santos.

Ceron percorreu a escola, verificou suas condições estruturais e administrativas, e ouviu reivindicações. Os visitantes chegaram bem na hora do almoço ser servido aos alunos. No cardápio, macarronada com frango e salada de beterraba.

“Criança bem alimentada consegue se concentrar melhor, estudar melhor e é mais feliz. Este é um dos benefícios das escolas de Lages, além do ensino em si. Estas visitas nos ajudam a notar as prioridades emergenciais das nossas crianças e adolescentes. Assim podemos tomar as medidas cabíveis em cada caso com celeridade e conforme a viabilidade financeira”, frisa o prefeito Ceron.

148 alunos e diversos projetos de vida

Nesta Emeb estudam 148 alunos, entre quatro e dez anos, moradores dos bairros Vila Nova, Morro Grande, Centenário, São Luiz, Santo Antonio, Bela Vista, Coral e São Paulo. São 26 funcionários, destes, 22 professores.

A Waldo Costa recebe alunos de bairros distantes porque somente cinco escolas municipais atendem em período integral: Anjo da Guarda, Dom Daniel, São Vicente, Frei Bernardino e Waldo Costa.

Funcionam em período integral as turmas de pré-escolar I e II (das 7h30min às 18h30min) e de 1º, 2º e 3º anos do ensino fundamental (das 8h às 17h). O 4º ano é parcial, das 8h ao meio-dia. Neste caso, as crianças vão para suas casas já alimentadas no almoço.

Diariamente são servidas quatro refeições aos estudantes: Café da manhã às 8h30min; almoço às 11h (com intercalação de turmas); lanche com frutas (pêra, uva, ameixa) às 14h, e lanche reforçado (sopa ou mingau) às 16h, antes de irem para casa às 17h.

A escola já completou 50 anos, começou em uma minúscula casa de madeira na rua Irmã Erotides, em frente da atual edificação. Há 32 anos está na atual sede. Faz 29 que não recebe uma manutenção de grandes proporções e deverá passar por uma reforma.

A Emeb é dividida em seis salas de aula, refeitório improvisado, banheiro masculino e um feminino e uma quadra de esportes descoberta. A biblioteca se tornou uma sala de aula para abrigar alunos do pré, provenientes do bairro Santo Antonio.

A partir deste ano a instituição está oferecendo ensino em período integral e por isso a atual estrutura precisará de adequações para continuar atendendo estudantes o dia inteiro, porém, com melhor comodidade. Na hora da escovação dos dentes, os alunos precisam fazer um rodízio.

Serão necessárias ampliação dos banheiros, reforma do telhado por causa das goteiras e renovação da parte hidráulica e elétrica. No pátio, os técnicos analisaram uma pequena encosta com pedras, por onde escorre água da chuva, atrapalhando a escola.

Uma das alternativas à primeira impressão é a canalização desta água. No período de adaptações do espaço físico, os alunos serão transferidos para um ambiente próximo, evitando prejuízos na vida escolar. “A reforma é um pedido que viemos fazendo há tempos, é um anseio de todo o corpo docente, dos alunos e da comunidade”, espera a diretora geral, Leila Floriani.

Afetuosidade na decisão da integralidade

Às crianças é dedicado o compartilhamento do conhecimento, carinho, escuta e compreensão. “Por um pedido da comunidade no ano passado, ampliamos as vagas para o ensino integral. É uma comunidade muito carente.

Quando estudavam pela manhã, as crianças ficavam aos arredores da escola à tarde, sujeitas a agressões, ao abandono, contato com drogas, sem alimentação, e toda essa preocupação nos levou, juntamente à direção, a pensar uma nova forma de trabalho para este ano.

Conversamos com os pais e a ideia foi bem aceita, pois os pais trabalham e precisam do nosso apoio”, observa a secretária Ivana.

Tornar realidade o planejamento da Educação depende do cumprimento de uma série de trâmites: Visita para observação da estrutura pelo setor de engenharia, elaboração do projeto, encaminhamento da demanda para licitação e abertura do certame para contratação da empresa executora.

Este processo demora de 60 a 90 dias. O terreno acidentado, entre outros fatores, irá influenciar no projeto e cálculo do investimento nas obras, estudo este a ser analisado pelos técnicos. “Foi a primeira administração que olhou para nós com esse carinho, que veio até a escola ver a realidade. Agradecemos muito. Faz seis anos que estou nesta Emeb e esta é a nossa luta”, reitera a diretora Leila.

Já foram visitados os Centros de Educação Infantil Municipais (Ceims) Bom Jesus e Cacilda Altomar e as escolas Pedro Eduardo Amaral e Santa Helena. Atualmente, o município possui mais de 15 mil alunos nas 134 unidades escolares – Ceims e Emebs localizadas na área urbana e rural.

Solidariedade e voluntariado

Em razão de a escola estar localizada em uma região de famílias com baixa renda, encontra-se dificuldades em comercializar, rifas, fazer bingos, promoções e festas para angariar fundos. Portanto, conta com a ajuda de instituições voluntárias ao proporcionar momentos de alegria em datas comemorativas, principalmente Páscoa, Dia das Crianças e Natal.

O grupo tem um objetivo de solidariedade homogêneo e é formado pelo Clube da Lady (doação de enxovais) e os Centros Espíritas Operário da Caridade (para onde a escola encaminha mães que irão receber sopa, enxoval e roupas) e Solar Espírita (doações e disponibilidade de um voluntário para lecionar aulas de reforço).

“Os voluntários têm sensibilidade com a nossa causa. A comunidade é trazida para dentro da escola. Não temos casos de vandalismo e trabalhamos a conscientização, criando um clima de afetividade”, explica a diretora auxiliar Valéria Cembranel, pouco antes de ressaltar: “Comida e união não faltam aqui na escola.”

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