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Entrevista com Raimundo Colombo

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Foto: Nilton Wolf Divulgação

Com a presença do líder nacional do partido, o ex-ministro e presidente do partido, Gilberto Kassab, aconteceu, sábado (7), a Festa do PSD para homenagear o ex-governador Raimundo Colombo pelos seus sete anos de governo e, aproveitando a ocasião, o lançamento de sua candidatura ao Senado. Colombo confessou que chegou a pensar em desistir da candidatura. “Acho que o pior resultado era não ter aceitado este desafio”, confessou. Antes do evento, na Pousada Rural do Sesc, ele concedeu esta entrevista.

Correio Lageano: O sr. não conseguiu inaugurar, antes de deixar o governo, a sua maior obra em Lages que é a ampliação do Hospital Tereza Ramos.

O cronograma das obras públicas, no Brasil inteiro, por causa desta legislação inadequada, é mais demorado do que deveria ser. Mas eu fui informado que o hospital está praticamente concluído, já na fase de acabamento. Nós cuidamos de toda a parte de credenciamento e novos serviços. Em breve, funcionará. Vou acompanhar e ajudar no que eu puder.

O senhor se sente frustrado com a não concretização do Fundam 2?

O Fundam nos deu uma grande alegria. Foi uma ideia que nasceu e se aplicou com resultado extraordinário. O Fundam 2, se não puder ser feito agora, será lá no futuro porque é uma ideia que ninguém segura. Nada impede que seja aplicada a qualquer tempo. É uma questão de filosofia. Neste primeiro momento, não conseguimos vencer os desafios da burocracia do BNDES. Este foi realmente o fato. Não há outro que não seja este. Desconheço que tenha havido interferência política. A ideia não morre e ele é um programa muito justo, porque salva o modelo catarinense, dos pequenos municípios, da boa distribuição demográfica e do equilíbrio econômico.

 

O senhor teve o nome bastante potencializado durante este segundo mandato até com perspectiva de um projeto nacional. As denúncias envolvendo seu nome frustraram a ideia? Ainda existe alguma possibilidade de o projeto ser retomado?

Não existe. Eu não trabalho com ela. Falando a verdade, esta foi uma coisa que inibiu porque eu tinha primeiro de esclarecer isso, senão pareceria que não estávamos dando bola. O segundo fator relevante foi a crise. Não adiantava eu dar palestra no Brasil inteiro e o barco afundando aqui no Estado. Parei com tudo e vim cuidar dos números, da gestão. Até a relação política diminuiu, porque era obrigado a, todo o dia, fechar o caixa e ver os desafios que se apresentavam e o que estava acontecendo com os outros estados. Mas isso não é uma frustração. Se vier a oportunidade, não vou fugir disso. E, se não vier, acho que eu já cumpri meu dever. Nós começamos aqui com sonhos e muitos deles se realizaram.

Qual é a sua programação a partir de agora? Fica por Lages ou na Capital para ajudar a montar a composição política com vistas às eleições?

Vou ajudar na composição. Vou presidir um conselho anunciado hoje aqui pelo Gilberto Kassab, de consenso, todo mundo ajudando e eu deverei me integrar a isso. Mas o mês de abril será um pouco mais leve. Quero ficar um pouco aqui. Jogar uma bola de novo e conviver mais com os amigos, para então, a partir de maio, se dedicar à política. Tem funções nacionais que me foram atribuídas que eu também vou acompanhar e ajudar no que puder.

Como está o projeto PSD? O partido tem pré-candidato e vai apostar na coligação?

Nós temos pré-candidato, é importante que ele se fortaleça e sua campanha cresça. Mas também temos consciência que o sistema brasileiro é pluripartidário. Há necessidade de coligações. O prazo é até 5 de agosto e muitas conversas se realizarão até lá. Não tem nenhuma porta fechada. Tem tendências mais fortes e outras mais fracas, mas isso se altera. Por isso, precisa ter capacidade de se conseguir o consenso.

O que diz das declarações do ex-deputado Júlio Garcia de que Merísio é um candidato muito fraco?

Em um partido, temos muitas lideranças e as pessoas têm de ter a liberdade de dizer o que pensam sobre mim ou qualquer outra pessoa. O Júlio Garcia é um grande amigo e de muita qualidade, assim como também é o Merísio. Eu entendo que o diálogo vai fortalecer todos nós e a caminhada vai ser em conjunto. Este deve ser o nosso esforço.

O PSD e o MDB ainda são governo, como acha que se comportará Pinho Moreira com relação ao MDB?

Um governo não pode ser do PSD ou do MDB. Tem de ser um governo da sociedade. Tudo o que pudermos fazer para que o governo vá bem, vamos fazer. Na parte pessoal, temos um ótimo relacionamento com Pinho Moreiras e vamos continuar conversando. Na parte de composição não depende só de mim e dele. Depende de muitas lideranças. Vamos aguardar. O quadro vai evoluir.

Alguma coisa que gostaria de ter feito, mas que não conseguiu fazer em seu governo?

Tem momentos alegres e felizes como este [o encontro de sábado para o lançamento de sua candidatura ao Senado] e tem momentos tristes e difíceis. Quando não se vê uma obra sendo realizada. Ver a burocracia ganhando o jogo da gente. Ver pessoas que não querem ajudar. Mas isso é a vida. Não é diferente do que qualquer ambiente humano em que a gente vive. E a política é isso: aflora o melhor das pessoas – o que é uma coisa impressionante-, e aflora o pior também.

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