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Enfermeira que teria matado marido policial civil vai hoje a Júri Popular

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Foto: ArquivoCL

O Plenário do Tribunal do Júri do Fórum Nereu Ramos, de Lages, será o local onde acontecerá o segundo julgamento, na terça-feira (20) a partir da 10 horas, da enfermeira Maharish Blue do Amaral e Silva, acusada pela morte, em 2013, do seu companheiro, o policial civil Ari dos Santos. O polêmico advogado, o mineiro Ércio Quaresma Firpe, que trabalhou em processos de famosos, como o do ex-Flamengo goleiro Bruno, é quem fará a defesa da ré, ladeado por Eliane Costa e Matheus Vieira de Athaýde.

Maharish já passou por julgamento, em outubro de 2014, quando foi condenada a 16 anos de reclusão em regime fechado por homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e surpresa, mas o julgamento foi anulado porque o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ-SC) encontrou ‘inconsistências’ no processo. Desde então, ela aguarda o novo julgamento em liberdade.

Uma nova sessão ocorreria em 10 de junho, mas foi adiada por conta da Copa do Mundo. Na nova data, que deveria ser dia 21 de agosto, também não aconteceu porque a Promotoria pediu prazo.  

O defensor de Maharish, Ércio Quaresma Firpe, está em Lages desde domingo e não falou com a imprensa por estar se preparando para o embate. Quaresma vai atacar a tese da acusação que sustenta que a suspeita participou do crime, por entender que não há provas suficientes para uma condenação. O júri será presidido pelo juiz de Direito Geraldo Corrêa Bastos. Em sua página do Facebook, o criminalista postou: “No dia 20 de novembro, terça-feira, a partir de 8 horas, ladeando Eliane Costa e Matheus Vieira de Athayde, exercerei o meu mister no plenário do Tribunal do Júri de Lages, Santa Catarina. Fica o convite aos apaixonados pelos embates na porfia dos argumentos.”

Como o caso ganhou repercussão pela forma como foi planejado e executado, devem assistir a sessão advogados, juízes, promotores, acadêmicos de Direito e a comunidade em geral. Por essa razão, as 140 poltronas do salão do Júri não serão suficientes e  110 cadeiras serão acrescidas no local para acomodar um público de 250 pessoas

Sobre o caso

O policial civil Ari dos Santos foi morto em junho de 2013, em Lages, e Maharish Blue do Amaral e Silva, companheira da vítima, foi condenada pelo crime em outubro de 2014. Na época, segundo denúncias da Promotoria, Maharish mantinha um caso amoroso extraconjugal com o artesão Geovan Brasil de Oliveira. Os dois teriam planejado a morte de Ari. A intenção deles seria receber o seguro de um veículo e a pensão do policial civil para quitar dívidas.

Em 17 de junho, a enfermeira teria dopado o companheiro. Em seguida, Geovan o  teria espancando até a morte. Eles teriam colocado o corpo do policial no banco de trás do carro com o objetivo de jogá-lo numa barragem para simular um acidente. 

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