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Em balanço de dois anos, diretor do Detran-DF nega que Lei Seca esteja “esquecida”

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Brasília, 18/06/2010, Agência Brasil

 

O diretor-geral do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF), Geraldo Nugoli, negou que a instituição tenha diminuído a fiscalização em relação à Lei Seca. “O Detran continua monitorando e multando as infrações, e os números mostram isso. O que pode ter acontecido é que a sociedade tenha minimizado a preocupação com a lei até pela falta de ações educativas”, defendeu.

 

 

Nugoli acredita que, além da fiscalização, é preciso mais investimentos na área de educação. Para o diretor, o problema também é cultural porque a sociedade é omissa. “Só com ações educativas é que vamos conseguir mudar os valores da sociedade”, afirmou hoje (18) durante anúncio do balanço de dois anos de implantação da Lei Seca, que serão completados no próximo domingo (20).

 

 

No primeiro ano de vigência da lei, o número de acidentes e vítimas diminuiu 16,9% e 15,6%, respectivamente. Já no segundo ano, o ritmo de queda foi menos acelerado. Entre junho de 2009 e junho de 2010, houve uma queda de 14,7% no número de acidentes e 13,6% no de vítimas.

 

 

Os órgãos fiscalizadores traçaram um perfil dos motoristas alcoolizados que morreram no local do acidente entre julho de 2008 e dezembro de 2009. Quase todos são homens (97%) e 68,4% têm entre 20 e 39 anos.

 

 

Além de representantes do Detran-DF, da Secretaria de Segurança Pública, do Corpo de Bombeiros e do Instituto Médico-Legal (IML), parentes de vítimas de acidentes de trânsito compareceram ao anúncio. Beth Davison, que perdeu o filho de 25 anos em 2006, ressaltou a importância da punição aos culpados. O motorista, acusado de matar o filho dela, foi condenado a seis anos em regime semiaberto. “Ele deve ser punido não por ter tirado a vida do meu filho, mas por ter tirado a vida de um ser humano. Por isso, ele teria que estar atrás das grades”, defendeu.

 

Foto:

A esposa, a cunhada e uma amiga de Luiz Cláudio Vasconcelos morreram durante um racha na Ponte JK em 2007. Os acusados do crime não foram condenados, o que, para ele, demonstra a omissão da Justiça brasileira. “Os únicos condenados nesse processo todo somos nós, as vítimas, que temos que conviver com a dor da perda”, afirmou. O motorista que dirigia o veículo que colidiu com o de Vasconcelos estava alcoolizado, sob efeito de drogas e a 140 quilômetros por hora.
 

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