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Eleições do segundo turno tranquilas em Lages

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As eleições do segundo turno, ocorreram tranquilamente na manhã de domingo (28), em Lages. O maior colégio eleitoral da cidade com mais de 6,8 mil eleitores, a escola Pinto Sombra, no Bairro Guarujá, tinha filas já antes das 8 horas, horário de abertura dos portões. Porém, apesar das filas grandes em algumas sessões do local, não houve confusão.

No primeiro turno, a diretora da instituição e delegada de prédio, Cleusa Straubel, contou que os portões fecharam às 17 horas, como previsto legalmente, mas foi preciso entregar senhas e os votos terminaram às 19 horas. “Nós saímos daqui por volta das 20 horas, porque até terminar de arrumar tudo, demora um pouco”. Ela lembrou que no primeiro turno, duas urnas tiveram problemas, mas rapidamente foi resolvido.

Eleições na manhã, do segundo turno, no Colégio Industrial, foram sem manifestações políticas.

A expectativa dela era de que os votos ocorressem mais rápido, pois são somente dois candidatos para votar e também porque a maioria dos eleitores já sabe como funciona o voto com biometria. Na escola, trabalham cerca de 80 pessoas neste segundo turno e todos passaram por treinamento com o Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

Outro colégio com um grande número de eleitores em Lages é o Industrial, que fica no Bairro Vila com cerca de 5 mil votantes. A diretora da escola e delegada de prédio, Joseane Preto de Oliveira, frisou que as eleições na parte da manhã do domingo, ocorreram tranquilamente e com poucas filas. Diferente do Colégio Pinto Sombra, quando os portões foram abertos, no Industrial não haviam filas do lado de fora. “No primeiro turno, teve fila o dia todo, acredito que isso aconteceu devido ao grande número de candidatos e também muitas pessoas tiveram dificuldade para votar com a biometria”.

No segundo turno, maioria dos eleitores, no Colégio Industrial, não tiveram problemas com sua biometria.

Ela lembrou que no primeiro turno, a página da Justiça Eleitoral estava com problemas e não era possível acessar. Isso já não aconteceu no segundo turno, o que facilitou a busca de informações para os eleitores que tiveram problemas para votar devido algo relacionado ao título de eleitor. Na escola, atuaram 66 pessoas distribuídas em 16 sessões.

Um fato que chamou a atenção em frente às escolas é a limpeza. Não se viram santinhos de candidatos no chão. Segundo Joseane, isso também ocorreu no primeiro turno. “Nas outras eleições, tínhamos muito trabalho para limpar tudo, afinal a escola deve estar preparada para receber os alunos na segunda-feira”.

Eleitores fazem questão de votar

Com diabetes e hipertensão, Elza de Fátima Alves, 48 anos, ficou mais de duas horas na fila, no primeiro turno. No segundo turno, ela decidiu ir mais cedo, pois pensava que a fila seria menor. Porém, encontrou várias pessoas aguardando para votar na sua sessão, que é a com mais eleitores no Colégio Pinto Sombra, com cerca de 400 pessoas.

Elza de Fátima Alves, esperou por mais de duas horas na fila, no primeiro turno.

Como mora no Loteamento Lourival Bets, que fica perto do Bairro Penha, ela disse que não sairia do colégio até votar. “Meu voto vale muito, sou brasileira e faço questão”. Ela morou muito tempo no Bairro Guarujá e não trocou sua zona eleitoral, mas disse que fará isso para a próxima eleição.

Outro eleitor que fez questão de votar foi Alfredo Francisco de Oliveira, 51 anos. Ele tem dificuldades para caminhar e precisa usar uma muleta, devido uma sequela de derrame cerebral em suas pernas. “Eu acompanho de perto as eleições, pesquiso o histórico dos candidatos e fico de olho na apuração. Sofro com a derrota e comemoro a vitória. Acho essencial exercer minha cidadania, nunca perdi uma eleição”.

Alfredo Francisco de Oliveira, 51 anos, tem dificuldades para se locomover, mas não abre mão de votar.

Ambulantes aproveitam movimento

Juliano da Silva, 30 anos foi cedo para frente do Colégio Industrial, no Bairro Vila Nova, em Lages. Ambulante há 15 anos, ele aproveita o movimento de pessoas nos feriados e nas festas para trabalhar, mas também vende pelas ruas do Bairro Habitação. Ele percebeu que o movimento foi fraco pela manhã, em frente à escola, mas tinha uma grande expectativa para a tarde. “Talvez eu deveria ter comprado água para vender, mas agora é tarde, espero que o pessoal compre meu churros”.

O vendedor de churros ambulante, Juliano da Silva, aproveitou movimento das eleições para trabalhar.

Ao meio dia, ele foi para casa almoçar, mas seu irmão cuidou da barraquinha. Simpático, quando alguém comprava seu churros, perguntava se o alimento estava bom.

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