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Ele se preocupava com a segurança dos outros e acabou atropelado

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Ele foi velado na Capela Comunitária Acenor da Silva no Bairro Tributo - Foto: Bega Godóy

A vítima de atropelamento, da noite de segunda-feira (11), na BR-282, Moacir Klettenberg sempre “morou” nas redondezas e por isso receava pela segurança das pessoas que se aventuravam ao atravessar a rodovia, no perímetro urbano de Lages. As muitas histórias de atropelamentos no local o fazia ajudar, quase que diariamente, um idoso a passar para o outro lado.

E fazia isso, ao menos, duas vezes por dia: atravessando-o do Bairro Santa Maria para o Gethal e do Gethal para o Santa Maria. Atitude considerada pelos amigos como normal, uma vez que Moacir era conhecido pela gentileza e educação.

Outro medo que o morador de rua tinha, era de eletricidade. Não faltava habilidade e criatividade para fazer qualquer coisa, montava e desmontava os objetos e com o manejo da colher de pedreiro era especialista. Estava pronto para qualquer serviço. Gostava de reaproveitar o que as pessoas jogavam fora. Sua mochila era cheia de bugigangas e não a perdia de vista por nada. “Tinha cachaça, roupas, cigarro, celulares e um  monte de coisas”, conta a irmã, Cleci Klettenberg.

O consolo que deixou para os três filhos adultos e o casal de netos e as irmãs, aliás era filho único homem entre quatro irmãs, foi repetir que era feliz com a forma que decidiu viver. O morador de rua iria completar 57 anos em outubro. Era separado há quase 20 anos.

“Nunca reclamou da vida e da sorte. Gostava de dizer que era feliz assim e que não não devíamos nos culpar pela escolha dele”, comenta a irmã, ao ressaltar que apesar de Moacir morar na rua, interagia com a família.

Semana passada esteve na casa de Cleci, tomou banho, cortou o cabelo, fez a barba e as refeições. “Era dia dele receber o Bolsa Família. A gente ficava com a documentação justamente para que ele procurasse e a gente ficasse sabendo dele”, explica. “Era extremamente caprichoso e quando vinha aqui em casa parecia um Pop Star com seus óculos escuros. Era pura diversão e bondade”.

Sua filosofia era viver um dia de cada vez. E foi assim que passou os últimos dias fazendo o que gostava, peregrinar pela cidade e ao final do dia juntar-se aos amigos do Bairro Gethal. Moacir será sepultado nesta quarta-feira às 9h no cemitério da Penha junto com seus pais.

Liberação do corpo

A família estranhou a demora para a liberação do corpo que aconteceu somente na terça-feira às 8 da manhã. O gerente do Instituto Geral de Perícia (IGP) de Lages, Rafael Gazola disse que não é de praxe liberar corpo na madrugada.

E que Moacir ficou no necrotério, enquanto a equipe atendia a outros acidentes na região. Um deles, se refere ao caminhão que caiu num penhasco (estrada Ponte Alta/Otacílio Costa) no qual o motorista de 33 anos morreu carbonizado.   

Moacir interagia com a família ao menos uma vez por mês – Foto: Arquivo Pessoal/ Divulgação

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Piloto de moto fica gravemente ferido

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Fotos: Águia 04/Divulgação

O helicóptero Águia 4 foi acionado para prestar suporte aéreo a uma vítima de acidente neste domingo (24). Um piloto que praticava motocross ficou gravemente ferido após acidente, no interior do município de São José do Cerrito, na Serra Catarinense. A identidade da vítima não foi divulgada.

No local, a equipe médica do Samu verificou que a vítima apresentava Traumatismo Cranioencefálico (TCE) grave. Com isso, foi conduzido para Lages, pelo helicóptero. O trajeto durou apenas em apenas 10 minutos, sendo que, por solo, o tempo de deslocamento aproximado seria de 50 minutos, devido ao local ser de difícil acesso.

A equipe do Águia 4 salienta que com o apoio do helicóptero, é possível levar uma espécie de UTI até o local do acidente. Além disso, uma a equipe médica do Samu, equipamentos especiais e medicamentos, que, aliado ao curtíssimo tempo, poderão influenciar de maneira muito positiva na recuperação do paciente.

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Mais de 250 mulheres precisaram de proteção da Polícia Militar

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Foto: Andressa Ramos

Lages é conhecida por ser uma cidade machista e com alto índice de casos de violência contra a mulher. Por diversos fatores, como medo e insegurança, muitas das vítimas não conseguem denunciar seus agressores. Porém, a denúncia é importante para garantir que menos mulheres sejam agredidas e que os homens se conscientizem de tal fato covarde.

Prova de que a cidade tem números altos de violência à mulher, é o número de medidas protetivas que a Polícia Militar, por meio da Rede Catarina de Proteção à Mulher, acompanha. De fevereiro, mês do lançamento do programa na cidade, para cá, 258 mulheres foram atendidas; destas, 35 ainda estão em acompanhamento. 65 falaram aos policiais que não seriam mais necessárias as visitas, já que oficializaram as separações ou reataram.

A Rede Catarina entra em ação depois de receber, do Judiciário, as medidas protetivas. E a atenção não é voltada apenas à mulher, mas, também, ao agressor, a fim de saber se está cumprido o que é determinado pela medida, como ficar longe da mulher.

Na rede, atuam dois policiais, sendo uma mulher e um homem, para que na hora do atendimento possam conversar com vítima e agressor. As visitas acontecem nas casas onde estão os dois, para saber como está o relacionamento. C

aso o agressor seja visto novamente na casa da mulher, repetindo o crime ou chegando perto da casa sem o consentimento da mulher, pode ser preso. Desde abril, descumprir decisão judicial de medidas protetivas de urgência prevê pena de detenção de três meses a dois anos.

O coordenador da Rede de Catarina de Proteção a Mulher na cidade de Lages e Região, sargento Goedert, explica que a Rede Catarina trabalha em parceria com outros órgãos. “Periodicamente, nos reunimos para alinhar procedimentos.”

Diariamente, em média, a Polícia Militar recebe de quatro a cinco medidas protetivas para o acompanhamento. O sargento acredita que o número cresce devido ao sentimento de empoderamento das mulheres e, depois poderem contar com o apoio da Polícia Militar. “Depois que a Rede Catarina foi implantada, elas sabem que têm esse amparo. É importante que estejam empoderadas para denunciar”, ressalta.

Descumprimento de Medidas Protetivas de Urgência

Art. 24-A. Descumprir decisão judicial que deferiu medidas protetivas de urgência previstas nesta Lei:

Pena – detenção, de 3 (três) meses a 2 (dois) anos.

  • 1o A configuração do crime independe da competência civil ou criminal do juiz que deferiu as medidas.
  • 2o Na hipótese de prisão em flagrante, apenas a autoridade judicial poderá conceder fiança.
  • 3o O disposto neste artigo não exclui a aplicação de outras sanções cabíveis.

Art. 3o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 3 de abril de 2018; 197o da Independência e 130o da República.

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Tanque é alvo de vandalismo

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Uma impressora foi encontrada dentro da água - Fotos: Divulgação

Notícia atualizada às 18 horas

O Parque Jonas Ramos, o Tanque, no Centro de Lages, foi alvo de vândalos na madrugada domingo (24). Além de latas, garrafas e cacos de vidro espalhados pelo parque, dentro da água havia até uma impressora.

Em seu perfil no Facebook, o secretário do Meio Ambiente de Lages, Euclides Mecabô, lamentou a depredação e disse: “Isso representa uma falta de consciência da importância dos equipamentos públicos.”

Para o secretário, estes danos provocam prejuízos para o patrimônio público. A ideia é que a comunidade ajude nesses casos, denunciando quando possível. Ele ressalta que tem câmeras de segurança no local, e rondas da Polícia Militar. Porém, mesmo assim, não inibe esse tipo de ação. As providências serão tomadas junto aos órgãos competentes para que se possa identificar as pessoas e, posteriormente, fazê-las responder pelos atos.

Ainda de acordo com Mecabô, a impressora da marca HP pode ter sido furtada, pois o equipamento tem indícios que estava sendo usado, já que tinha o cartucho de tinta. “Pela aparência, não é era sucata,” acrescenta.   

Esta não é a primeira vez que a praça é atingida por atos de vandalismo e até de violência. Em fevereiro deste ano, a comunidade lançou uma página no Facebook, denominada  “Salve o Tanque de Lages”, com o objetivo de pedir às autoridades  que dêem mais atenção ao espaço que é um dos principais pontos de lazer do lageano e também, um cartão-postal da cidade.

 

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