Cotidiano

Dico, o Jota Amarante: Orgulho de Lages e sua trajetória no rádio

Homem sorrindo em estúdio de rádio, usando crachá e camisa escura.
Fotos: Arquivo pessoal/Divulgação

Por mais de quatro décadas, a voz de Jota Amarante, o inesquecível Dico da Rádio Clube, esteve presente no cotidiano de milhares de lageanos. Seu programa “Alô Negócios” atravessou gerações, misturando informação, bom humor, ajuda comunitária e, até mesmo, um toque de romantismo. Nascido em Lages, onde vive até hoje, ele é um dos grandes nomes da comunicação regional.

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Uma trajetória marcada pelo amor à comunicação

João Osvaldo Amarante nasceu em 1957, no bairro São Cristóvão. Desde cedo, o amor pelo microfone falou mais alto. Sua carreira no rádio começou em 1977, na Rádio Diário da Manhã, e seguiu por emissoras como Diplomata, Difusora e, principalmente, Rádio Clube, onde ficou por 20 anos.

Com seu carisma inconfundível, Dico soube conquistar todos os públicos. O “Alô Negócios“, seu programa mais popular, virou referência regional. Anúncios de venda, troca ou doação se misturavam a quadros de relacionamento, como “A Carta do Ouvinte“. Ele também ficou marcado por ações sociais, como campanhas de ajuda a famílias carentes.

Do vinil ao streaming: uma carreira que acompanhou mudanças

Dico viu a comunicação se transformar. Dos discos de vinil às plataformas digitais, sua trajetória acompanhou os avanços tecnológicos sem perder a essência: o contato humano e o compromisso com a comunidade. Além do rádio, também brilhou na música, como vocalista de grupos como Os Mitos, Transasom e Chimango.

Mesmo aposentado, ele segue conectado. Mantém uma presença ativa nas redes sociais e cultiva laços com amigos, ouvintes e familiares. Recentemente, recebeu o diagnóstico de Atrofia Muscular Espinhal tipo 4, o que o fez rever a rotina e valorizar ainda mais os pequenos momentos.

Um legado que vai além do microfone

Dico é mais do que um radialista. É um contador de histórias, um mediador de relações, um elo entre as pessoas. Seus ouvintes o veem como parte da família, alguém presente nas rotinas simples: lavando louça, dirigindo, costurando ou apenas buscando companhia.

Ao longo da carreira, recebeu títulos como Cidadão Painelense, Cerritense e Capãoaltense, além de vencer festivais musicais e emocionar audiências com coberturas marcantes, como as enchentes de 1983.

Como isso impacta sua vida?

Celebrar a história de Jota Amarante é reconhecer o valor dos comunicadores locais que ajudam a construir a identidade de uma cidade. É lembrar que o rádio ainda tem força, emoção e capacidade de unir pessoas. E é um convite para que novas gerações conheçam e valorizem quem dedicou a vida a dar voz à comunidade.