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Relacionamentos: Do like ao altar

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Casais que iniciaram o namoro por aplicativo de relacionamento. Fotos: Arquivo Pessoal

Quem cresceu vendo desenhos da Disney ou lendo romances pode ter acreditado no seu príncipe chegando em um cavalo branco e derrotando a bruxa má. Mas as coisas não acontecem assim (ou aconteceram para você?).

Nem sempre é tão fácil encontrar alguém, a rotina cada vez mais atribulada, trabalho, estudo e pouco tempo para o lazer.

Em pleno século 21, com milhares de pessoas se comunicando diariamente, muitos namoros não começam cara a cara, e sim através de aplicativos de relacionamento.

Eles são diversos, aqueles direcionados às pessoas que buscam pela alma gêmea ou os mais comuns, as nossas redes sociais, que abrem uma porta para possíveis paqueras.

Luísa (nome fictício) é uma dessas pessoas que optou por procurar um relacionamento no aplicativo Tinder. Com 22 anos, quase concluindo o curso de Direito, depois de terminar um relacionamento longo, viu no App a possibilidade de conhecer pessoas novas. “Lages é uma cidade pequena e as pessoas frequentam sempre os mesmos lugares. Não havia muito o que conhecer, então, foi mais uma forma de demonstrar interesse,” comentou.

Foi assim que conheceu seu ex-namorado. Eles frequentavam os mesmos lugares e tinham amigos em comum, mas nunca haviam conversado, e quando deu “match” passaram a se relacionar15. O namoro durou um ano e, depois disso, ela optou por não instalar mais o App quando estivesse pela região. Mesmo que o relacionamento não tenha dado certo, diz que é um facilitador, pois aproxima pessoas que estão longe e encoraja as que estão perto.

Um exemplo disso é Natália. A lageana também estava saindo de um relacionamento e viu no Tinder a forma mais rápida e prática de conhecer novas pessoas.

O aplicativo informa a distância em que outras pessoas se encontram, fornece alguns dados e também possibilita visualizar a foto. Quando um dos lados se mostra interessado é só arrastar a imagem ou clicar no botão de “like”. Se o clique for recíproco, o App abre uma conversa instantaneamente. No caso dela e Jheyson foi assim, ele já havia visto Natália algumas vezes na lotérica onde trabalha e quando se encontraram no App, logo deram o gostei. A conversa fluiu naturalmente.

Ela conta que teve outras conversas que não evoluíram, chegou a marcar encontros mas acabou desistindo, por insegurança. “A gente nunca sabe quem está do outro lado. Tem que ter muito cuidado, eu procurei alguém que eu conhecia, ao menos de vista”.

Nos outros casos, abria a conversa e procurava o perfil da pessoa nas redes sociais. Quando a conta era bloqueada ou não tinha muitas publicações, parava a conversa imediatamente. “Lembro que quando abria a conversa, perguntava se algum dos meus amigos conhecia, já que a cidade é relativamente pequena e todos se conhecem.”

Hoje, o casal tem um filho e já contabiliza 3 anos e 5 meses junto.

Natália e Jheyson

Para ela, está cada vez mais difícil as pessoas se conhecerem em baladas ou barzinhos, sempre tem uma conversa, um like, um comentário em uma rede social que antecede os primeiros encontros.

Mas nem todo relacionamento virtual se inicia por aplicativo de relacionamento, no caso de Patrícia e Polaco, começou através do Facebook.

Patrícia e Polaco

Ele, que mora em Lages, estava em busca de novas amizades e se inscreveu no site de uma rádio. Ela, que morava na Bahia, entrou no site e resolveu mandar uma solicitação de amizade. Ele aceitou e enviou o número de telefone. Foi quando a conversa começou. Foi então que surgiu a vontade de se conhecerem pessoalmente. Na época, ela tinha um bom emprego, mas largou tudo e veio para Lages.

Amor sem escalas

Na intenção de fazer amizades, angariar clientes e talvez um relacionamento, Su instalou o App Tinder.

Trabalhando na área de marketing, estava a um certo tempo solteira, e como os outros relatos, também procurava conhecer novas pessoas. Foi quando abriu uma conversa com Daniel que seus caminhos mudaram. Antes de dar match ela não tinha visto que ele morava tão longe. O longe deles era muito longe, afinal ele é do Japão.

Mesmo assim, a conversa fluiu e o namoro virtual se iniciou. Ambos têm 27 anos. Ele nasceu no Brasil e foi para o Japão com 5 anos de idade.

Su é de Vargem, mas mora há 5 anos com os tios em São Paulo. Eles, que no início acharam a relação duvidosa, pensaram que poderia se tratar de uma farsa, mas pela insistência da sobrinha, aceitaram.

Foram 8 meses se comunicando pelo celular, até que em abril de 2017 Daniel veio para o Brasil e eles puderam se ver pela primeira vez. “Quando ele voltou para o Japão, foi muito triste, mas retornamos a rotina do namoro pelo celular,” lembra ela.

Suh Toyoshima e Daniel Kenji Toyoshima.

Somados são um ano e seis meses de relacionamento e duas visitas. Esta última, para o casamento, que aconteceu em janeiro deste ano. Agora, ela aguarda a documentação para se mudar para o Japão. “Todos diziam que éramos loucos, mas a gente nunca deu atenção, sempre confiamos um no outro e no nosso amor.”

Match: Expressão que vem do aplicativo de encontros Tinder. Quando alguém der match é porque ambos curtiram e aprovaram a foto do outro.

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