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Detento do Presídio Regional coloca fogo em colchão

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Foto: Adecir Morais/Arquivo/CL

Atualização 20h20 (10/9)

Um homem de 35 anos, que está detido no Presídio Regional de Lages, no Bairro São Cristóvão, ateou fogo nesta segunda-feira (10) em um colchão dentro de sua cela. Ele possui antecedentes criminais por furto, roubo, agressão e crime de trânsito (que pode ser embriaguez ao volante) e, atualmente está preso pelo crime de furto.

O homem, foi diagnosticado com transtorno bipolar, e, segundo o diretor da unidade, Diego Costa Lopes, já causou outros problemas no presídio. “Ele veio transferido do presídio de Curitibanos e passou por várias unidades, sempre causando problemas. Como a família dele é daqui, achávamos que iria ficar mais tranquilo. Porém a família não vem visitá-lo e a assistente social é quem traz informações dos seus familiares para tranquilizá-lo”.

A cela em que estava precisará de reforma por conta dos estragos causados pelo incêndio que foi controlado com extintor. Para queimar o colchão, ele desencapou os fios do chuveiro que fica dentro da cela. A partir de agora, o homem que já fica sozinho numa cela que cabe até seis detentos, ficará sem chuveiro próprio.

O presídio está com 295 presos e tem capacidade para 182, então uma cela a menos faz diferença. “Os próprios presos não querem ficar com ele e também temos receio de que por conta do seu comportamento aconteçam brigas. Agora, vamos ter que tirar o chuveiro, que já tínhamos arrumado de forma diferenciada para ele não mexer nos fios. Já tiramos objetos que ele pode usar para se suicidar ou se machucar”. Outro fator ruim que Lopes lembra é que por conta disso ele terá de tomar banho em outro local. Com o baixo efetivo, isso só gera ainda mais trabalho para os agentes.

O diretor lamenta o fato do preso gerar tantas ocorrências e danos ao patrimônio público. Os estragos causados pelo incêndio na cela serão custeados pelo Fundo Penitenciário, que segundo Lopes, não possui muitos recursos. Ele explica que os gastos não podem ser descontados do auxílio reclusão, que a família dele recebe por ele estar preso.

Como alguns detentos que possuem bom comportamento, trabalham e possuem a pena reduzida, os que causam problemas também sofrem consequências. “Ele vai responder a um processo administrativo e o regime poderá regredir diante de mais essa ocorrência”.

Apesar de ter um transtorno psicológico, o preso não é inimputável, ou seja, ele possui discernimento do que faz. Por isso, não foi encaminhado para o Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico, em Florianópolis, único do Estado que acolhe detentos inimputáveis. “Ele faz acompanhamento psicológico e o médico avaliou que não precisa de medicação. Percebemos que ele faz para chamar atenção, pois nunca se machucou”, lembra.

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