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Descarte incorreto gera prejuízo ambiental

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Foto: Andressa Ramos

Você, provavelmente, já ouviu a frase: “lugar de lixo é no lixo”, correto? Se muita gente já sabe que o lixo orgânico deve ser separado do reciclável e que entulhos devem ser descartados em caçambas para entulho, por que as pessoas ainda continuam descartando lixo na natureza? Há quem se dê ao trabalho de pegar o carro, encher de lixo e levar em pontos distantes da cidade, acreditando que está fazendo o correto. Mas não está.

Basta circular por alguns bairros de Lages, para ver a quantidade de lixo acumulado, principalmente depois dos finais de semana, quando a população aproveita os eventos, mas não se lembra de jogar o lixo no lixo. E, além de deixar a cidade visualmente poluída, a falta de conscientização prejudica e faz mal ao meio ambiente, podendo gerar consequências para o próprio ser humano. É um círculo vicioso.

A bióloga da Secretaria de Meio Ambiente, Michelle Pelozato, explica que os lixões a céu aberto provocam contaminação do solo e do lençol freático, além de que, com o vento, a poluição se dispersa. Michelle enfatiza que lixos acumulados são criadouros de mosquitos e proliferação de roedores e animais peçonhentos.

Para a bióloga, uma das formas de alertar as pessoas contra essa prática, é por meio da educação ambiental. “A secretaria tem desenvolvido trabalhos de educação para que a população conheça os destinos do lixo, como o aterro sanitário e, além disso, para quais locais destinar entulhos de construção civil.”

Ao identificar os pontos de lixo, a prefeitura faz o recolhimento e a limpeza do local, porém, o secretário Euclides Mecabô enfatiza que não demora muitos dias para aquela região estar novamente cheia de entulhos e sujeira.

Ministério do Meio Ambiente explica

Segundo a última pesquisa Nacional de Saneamento Básico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), são recolhidas no Brasil cerca de 180 mil toneladas diárias de resíduos sólidos. O rejeito é resultante de atividades de origem urbana, industrial, de serviços de saúde, rural, especial ou diferenciada. Esses materiais gerados nessas atividades são potencialmente matéria prima e/ou insumos para produção de novos produtos ou fonte de energia.

Mais da metade desses resíduos é jogado sem qualquer tratamento em lixões a céu aberto. Com isso, o prejuízo econômico passa dos R$ 8 bilhões anuais. Atualmente, apenas 18% das cidades brasileiras contam com o serviço de coleta seletiva. Ao separar os resíduos, estão sendo dados os primeiros passos para sua destinação adequada. Com a separação é possível: reutilização; reciclagem; melhor valor agregado ao material a ser reciclado; melhores condições de trabalho aos catadores ou classificadores dos materiais recicláveis; compostagem; menor demanda da natureza; aumento do tempo de vida dos aterros sanitários e menor impacto ambiental quando da disposição final dos rejeitos.

Saiba mais

 

  • A reciclagem de uma única lata de alumínio economiza energia suficiente para manter uma TV ligada durante três horas.
  • Cerca de 100 mil pessoas no Brasil vivem, exclusivamente, de coletar latas de alumínio e recebem, em média, três salários mínimos mensais, segundo a Associação Brasileira do Alumínio.
  • Uma tonelada de papel reciclado economiza 10 mil litros de água e evita o corte de 17 árvores adultas.
  • Cada 100 toneladas de plástico reciclado economizam 1 tonelada de petróleo.
  • Um quilo de vidro quebrado faz um quilo de vidro novo e pode ser infinitamente reciclado.
  • O lacre da latinha não vale mais e não deve ser vendido separadamente. As empresas reciclam a lata com ou sem o lacre. Isso porque o anel é pequeno e pode se perder durante o transporte.
  • Para produzir 1 tonelada de papel é preciso 100 mil litros de água e 5 mil KW de energia. Para produzir a mesma quantidade de papel reciclado, são usados apenas 2 mil litros de água e 50% da energia.
  • Cada 100 toneladas de plástico economizam uma tonelada de petróleo.
  • O vidro pode ser infinitamente reciclado.

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