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Desassoreamento e contenção no Carahá

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Foto: Andressa Ramos

Há muitos anos, os lageanos leem notícias sobre o Carahá. Seja pela conscientização para que o lixo não seja descartado incorretamente, o pedido da população para que se tome cuidado com o rio e os incontáveis episódios de enchente em que o rio é um dos protagonistas. Pensando em diminuir o número de casos de enchente e melhorar a vazão da água, a Prefeitura de Lages estudou,  elaborou e executou um projeto de desassoreamento das margens. O que gerou muita discussão, principalmente, nas redes sociais, onde as pessoas questionam o resultado efetivo dessa ação.

Com a chuva dos últimos dias, pelo menos uma árvore se desprendeu da encosta do rio, e alguns trechos da Avenida Belisário Ramos apresentam rachaduras. A população afirma que isso só ocorreu por causa do trabalho de desassoreamento realizado pela prefeitura.

O secretário da Defesa Civil, Jean Felipe, enfatiza que problemas de deslizamento e rachaduras no asfalto já eram anteriores ao desassoreamento. “Ao longo do leito do Rio Carahá foi feito em alguns pontos e não de ponta a ponta”, comenta o secretário, justificando as ocorrências. Jean diz ainda que o rio estava cheio de areia e o leito se transformava em um pequeno córrego. “Foi feito um estudo, encaminhado um projeto e a gente conseguiu recurso do Governo do Estado para executar esse trabalho. Para se ter uma ideia, choveu 100 milímetros e o rio não saiu da caixa, o que anteriormente aconteceria facilmente”. Sobre o risco de o asfalto ceder e rachar, o secretário enfatiza que o desassoreamento não é motivo, porém, se uma grande enchente acontecer, o asfalto pode ter a estrutura abalada.

O secretário de Meio Ambiente Euclides Mecabô enfatiza que as árvores que estão caindo já estavam com problemas. Agora, com a ação do desassoreamento, pelo menos quase 60 serão retiradas em caráter emergencial.

Já o secretário de Planejamento e Obras de Lages, Claiton Bortoluzzi, explica que durante as tratativas entre prefeitura e Defesa Civil do Estado, o Rio Carahá é descrito como canal urbano de drenagem, diferente de um rio que tem a mata ciliar intocável. “Como é um canal urbano que tem vias na lateral e muito lixo desce, era nítido que o rio estava totalmente obstruído de material que dificultava a vazão da água”. Bortoluzzi ressalta que a raspagem que está sendo feito não retira mata ciliar e que nestes locais, são pontos de curva ou que já estavam com problemas.

Contenções

Observando a necessidade de contenção das margens do rio, a secretaria também está fazendo, em trechos emergenciais, o muro. Porém, a previsão é de que todo o rio seja contemplado com contenção. Por enquanto, as obras serão do ponto do Bairro Copacabana até a altura do Terminal Urbano de Lages. Com o desassoreamento, aumenta a velocidade da água e, dessa forma, segundo Claiton, é melhor fazer contenções do que deixar o rio entupido.

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