Conecte-se a nós

Notícias

Deputados e senadores tentarão derrubar veto de federalização da rodovia Caminhos da Neve

Published

on

Foto: Vinicius Prado/ Arquivo CL

A notícia do veto do presidente Michel Temer à federalização da rota Caminhos da Neve, que liga as serras de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, pegou empresários que trabalham no projeto há mais de 20 anos, de surpresa.

Após a aprovação na Câmara dos Deputados, em 2016, e no Senado no mês passado, aguardava-se a autorização da Presidência. A federalização da rodovia compreende 161 quilômetros de estradas que ligam os estados e reduz em 120 quilômetros a distância entre eles.

O empresário da hotelaria em São Joaquim e Urubici, Wirto Schaeffer, explica que a decisão de Temer não era esperada por ninguém. Há 25 anos ele trabalho no projeto e, agora, os próximos passos, será trabalhar para a derrubar o veto com o apoio de deputados e senadores.

Ele ressalta que a importância da federalização seria para que o trecho da rodovia no Rio Grande do Sul possa ser asfaltado, já que o Estado não tem recursos para arcar com a obra. “Se federalizar, terá como conveniar e fazer esta obra”, acrescenta.

Em um levantamento feito pelo grupo Rota Caminhos da Neve, com a oficialização dessa rodovia, a movimentação de turistas seria de 50 mil novos turistas por mês. Isso aconteceria porque as cidades de Florianópolis e Gramado, que juntas reúnem cerca de 15 milhões de turistas por ano, estariam interligadas por um caminho mais curto e movimentariam a passagem pelo trecho.

“Se 5% desses visitantes passassem por aqui, já teríamos um aumento de 700 mil pessoas ao ano”, ressalta. Além disso, turistas de São Paulo, Argentina, Uruguai, também poderiam utilizar do trecho como rota turística.

O empresário de Bom Jesus, no Rio Grande do Sul, Jaziel de Aguiar Pereira, explica que o grupo aguardava, há duas semanas, a decisão do presidente Temer. Ele acrescenta que a Presidência utilizou como argumento para o veto, questões técnicas.

Entretanto, a decisão foi mais uma questão política, já que o projeto de lei da criação da Rota Caminhos da Neve furou a barreira de outros 50 projetos de federalização de rodovias no Brasil e isso abriria precedente para que outras regiões reivindicassem a aprovação de suas rodovias.

Jaziel acrescenta que a rodovia tem todas as condições para se tornar uma rodovia federal, já que tem grande potencial em melhorar não só o turismo da região, mas também a economia. Ela se tornaria uma rota para o transporte de maçã e arroz entre os dois estados e fazendo com o que o translado de madeira para empresas na região ficasse mais barata com a diminuição da quilometragem.

Atualmente, quem deseja atravessar os Estados pela Serra Catarinense, precisa enfrentar a ponte das Goiabeiras, no Rio Pelotas. A estrutura está precária e oferece risco. Jaziel ressalta que os moradores dos municípios na divisa da ponte, São Joaquim e Bom Jesus, já se cansaram de pedir reformas na estrutura para o Governo de Santa Catarinense. “Nunca mandaram nem um saco de prego para consertar. Estamos cansados de promessas”, enfatiza.

Via não se encaixa no manual de rodovias federais

O chefe de serviços do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) em Lages, Ênio Spieker, explica que, conforme o Manual de Projetos do Dnit, que define a quantidade de curvas, rampas acentuadas, largura de pista e acostamentos, a rodovia, atualmente, não se encaixa nos itens que correspondem a este manual.

Exemplos disso são as quantidades de curvas e a largura estreita dos acostamentos. Porém, ele ressalta que o Dnit Santa Catarina não fez nenhum estudo oficial sobre a rodovia.

O deputado Alceu Moreira (MDB-RS), criador do projeto de lei, ressalta que não houve surpresa no veto do presidente, que já havia avisado que não passaria a lei. Ele explica que esta foi uma decisão política e não técnica, devido à quantidade de outras rodovias no Brasil esperando a federalização. Agora, irão trabalhar para derrubar o veto, conversando com outros deputados e senadores, como explicou o parlamentar.

Sobre alegação de que a rodovia não atende aos requisitos para a federalização, Alceu fala que esta é “uma desculpa sem fundamentos e que não há política que diga que a rodovia precisa estar dentro dos pré-requisitos do Dnit”.

Sobre a importância da federalização, acrescenta que a integração das serras tem um potencial turístico muito grande e que os recursos orçamentários chegariam mais rápido. “É preciso colocar esse trecho esquecido no mapa do desenvolvimento no Brasil”, concluiu o deputado.

Comentários
Compartilhe

Notícias

Homens fortemente armados invadem residência, no interior de São Joaquim

Published

on

Por

Foto: Polícia Militar/ Divulgação

O Águia 4 da Polícia Militar precisou se deslocar até São Joaquim, na tarde desta quarta-feira (23), para apoiar a equipe terrestre da PM numa ocorrência, onde cinco homens invadiram uma residência na localidade de Bentinho, extremamente armados.

Os suspeitos portavam:

  • 01 espingarda cal .22
  • 01 carabina puma cal .38
  • 02 espingardas cal 12
  • 03 revólveres cal .38
  • 02 revólveres cal .32
  • 02 lunetas
  • 03 speed loader cal .38
  • 02 speed loader cal .32
  • 92 munições cal 12
  • 130 mun cal .38
  • 50 munições cal .32
  • 66 mun cal .22
  • 03 facas
  • 27 cápsulas cal 38
  • 3 cápsulas cal 32

Segundo a polícia, os homens invadiram o local e expulsaram a proprietária de casa. Apesar do susto, a família está bem, devido a ação rápida da polícia com o apoio do Águia 04. Dos cinco presos, a PM divulgou o nome de três:

  • Celestino Guzatti (25 passagens, entre elas furto qualificado; porte ilegal de arma de fogo, ameaça e lesão corporal);
  • Eduardo Felipe Sousa Pereira (18 passagens, entre elas tráfico de drogas);
  • Jeferson Lucas de Lima dos Santos (17 passagens, entre elas homicídio, ocultação de cadáver, roubo, porte ilegal de arma de fogo).

Os outros também teriam passagens pela polícia.

Comentários
Compartilhe
Continue Lendo

Notícias

Farmácia Básica praticamente zera falta de medicamentos ofertados gratuitamente à comunidade

Published

on

Por

Foto: Toninho Vieira

A Saúde de Lages está com seu aprovisionamento de remédios praticamente em dia. A Relação Municipal de Medicamentos Essenciais (Remume) possui 133 itens, destes somente dois estão em falta – Flufenazina e Topiramato, que já foram comprados, porém, ainda não entregues. Desta forma, as faltas serão praticamente zeradas.

A Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename) é composta por 187 medicamentos e a Relação Municipal conta com 133. A Remume de Lages tem 65 medicamentos a mais que não constam na Rename. Portanto, atualmente, dos 133, somente dois estão em falta: Flufenazina 25mg/ml ampola/injetável e Topiramato 50mg.

Em março de 2017, a Remume era formada por 122 itens (medicamentos) e 98 estavam em falta. Em junho do ano passado, depois de atualizada a Remume, pela Secretaria Municipal da Saúde, este número passou para 133.

“Também no mês de março de 2017 foi feita uma Dispensa de Licitação (DL), ‘compra emergencial’ dos principais medicamentos, pois se acreditava que esta compra duraria até maio (mês da licitação), mas não foi o que aconteceu. Em 20 dias já não tínhamos medicamentos. Foram dias terríveis, população carente necessitando de medicamentos”, assinala a gerente de Medicamentos, Bruna Eliane Sviercowski.

No início de 2018, a lista estava com somente 17 itens em falta. “Sempre estamos correndo atrás para que não haja faltas, mas ainda bem que exatamente um ano depois há somente dois itens faltantes”, comemora a gerente de Medicamentos.

A Paroxetina 20mg deverá estar disponível na Farmácia Básica do município a partir desta quinta-feira (24 de maio). O Metronidazol líquido chegou nesta terça (22), emprestado de Otacílio Costa. A Flufenazina e o Topiramato já foram comprados e agora se aguarda a entrega pelo fornecedor, atrasada devido à greve dos caminhoneiros.

Os trâmites

A licitação foi homologada em maio de 2017, com alguns itens fracassados ou desertos, e no final do referido mês os estoques da Farmácia Básica começaram, lentamente, a ser normalizados. “Porém as quantidades que eram solicitadas aos fornecedores não eram entregues, ou por falta de estoque das empresas (entrega parcial, o medicamento não ficava três dias na Farmácia e já faltava) – nessa época atendíamos em média 1.200 pessoas por dia, ou por atraso nas entregas ou devido ao valor dos empenhos, empresas pedindo troca de laboratórios, cancelamento de saldo (da licitação). Houve também um período de falta de matéria-prima, como por exemplo, Omeprazol. Dependemos de vários fatores para que a Farmácia esteja com seus estoques normalizados. É um setor dependente de outros departamentos também”, esmiúça a gerente.

O processo licitatório para compra de medicamentos deveria ser realizado uma vez no ano, contudo, a licitação não consegue contemplar todos os itens, já que alguns fracassam ou ficam desertos – preço cotado acima da tabela da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) ou não cotado por nenhuma empresa. Então é necessário lançar outros certames até que toda a Remume esteja licitada.

No ano passado, a licitação foi de R$ 3.608.17,50 e em 2018 R$ 12.524.387,71. Este aumento é referente à elevação do preço dos medicamentos e, em alguns casos, às quantidades. Mesmo com o período de faltas, em 2017 foram atendidos 245.680 pacientes.

A lista do Remume pode ser acessada em http://www.saudelages.sc.gov.br/medicamentos. Mais informações em http://www.saudelages.sc.gov.br. A diretora administrativa Léia Teixeira de Campos também é responsável pela Farmácia Básica, bem como por outros setores da Saúde.

Mais de 12 milhões unidades no ano passado 

A Farmácia Básica de Lages dispensou, em 2017, 12.970.909 unidades de medicamentos, incluindo básicos, controlados, alto custo, judiciais e leites. Tanto comprimidos como drágeas, cápsulas, frascos e pomadas.

Os medicamentos mais pedidos pela população são Omeprazol 20mg (esofagite de refluxo, gastrite e úlcera gástrica); Clonazepam 20mg (Rivotril) – anti depressivo de tarja preta; Fluoxetina 20mg (antidepressivo e  ansiolítico); Ácido acetilsalicílico (AAS) 100mg (previne infarto, acidente vascular cerebral – AVC e doença vascular periférica); Diazepam 10mg (ansiolítico de tarja preta); Ibuprofeno 600mg (analgésico e antitérmico); Paracetamol 750mg (analgésico e antitérmico), e Amoxicilina 500mg (antibiótico).

Como fazer para ter acesso ao medicamento prescrito em receituário?

O paciente precisa residir em Lages, ter cartão SUS, receita médica e carteira de identidade em mãos (no caso de antibióticos e controlados), dirigir-se à Farmácia Básica e solicitar sua senha. As senhas são diferentes para medicações básicas e antibióticos (senha A) e medicações controladas (senha C).

A Farmácia Básica funciona junto à Central de Atendimento de Saúde e está localizada na rua Padre R. Oliveira, esquina com a Felipe Schmidt, no Centro. O horário de atendimento é das 7h30 às 17h30, sem fechar para o almoço.

Comentários
Compartilhe
Continue Lendo

Notícias

Hospital de São Joaquim não atende mais partos pelo SUS

Published

on

Foto: Mycchel Hudsonn Legnaghi/São Joaquim Online/Divulgação

A direção do Hospital de Caridade Sagrado Coração de Jesus, não atende mais partos pelo SUS. A decisão foi tomada, segundo a superintendente do hospital, Agna Mara de Oliveira, porque não há recursos financeiros para contratar um anestesista de plantão.

Diante disso, Agna conta que não há como arriscar a vida do feto ou da mãe, caso seja necessário fazer uma cesárea. Por isso, mulheres que possuem tempo hábil de espera são encaminhadas para o Hospital Tereza Ramos, em Lages. “A gente dava um jeito em alguns casos e pagava pela cesárea, mas resolvemos parar”.

Pelo SUS, somente as mulheres em trabalho de parto normal são atendidas, porém é o médico disponível na emergência que atua. O problema é que se esses casos precisarem de uma cesariana, não há um anestesista de plantão no hospital. “Como não tem como fazer cesariana de emergência… ou salvamos o neném ou a mãe. Esse é nosso medo, por isso resolvemos atender só em último caso”.

Os atendimentos particulares continuam sendo feitos, porque são eletivos e marcados com a equipe necessária. Ela conta que o fechamento do centro obstétrico é temporário, até que a prefeitura dê um respaldo para o hospital. “É bom deixar claro, que o atendimento do restante do hospital continua normal.

Prefeitura

 A secretária de Saúde de São Joaquim, Teresinha Godoy, afirmou que uma reunião seria feita ontem com o vice-prefeito Maurício Yamashiro e os advogados da prefeitura. Ela disse que hoje poderia dar mais detalhes da reunião.

Situação da região  

O Correio Lageano esteve em todos os municípios da região, que possuem hospitais – exceto Lages – , para verificar como funciona o serviço. As reportagens publicadas em maio, mostraram hospitais fechados, com funcionamento parcial ou muito endividados. Em partes, essa realidade explica o porquê dos atendimentos serem concentrados em Lages.

Comentários
Compartilhe
Continue Lendo
Anúncio

Capa do Dia

Anúncio

Instagram

Facebook

Anúncio

Rua Coronel Córdova, 84 . Centro . 88502-000 . Lages . SC . Brasil . Fone: 49 3221.3300 . correiolageano@correiolageano.com.br

CL+| Correio Lageano - Todos os direitos reservados ©