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Denúncia: superintendente do Nossa Senhora dos Prazeres nega mortes por infecção hospitalar

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HNSP não tem caso por morte de infecção hospitalar - Foto: Bega Godóy

Ao contrário do que diz o pedido de informação do vereador João Maria Chagas (PSC), sobre supostos óbitos atribuídos à infecção hospitalar, a direção do Hospital Nossa Senhora dos Prazeres (HNSP), em Lages, afirma que a instituição não registrou índices além dos previstos na legislação.

O pedido de informação, de acordo com Chagas, foi motivado por inúmeras denúncias de que vinha ocorrendo muitas mortes por infecção hospitalar. Mas ele não soube detalhar a quantidade ou repassar mais informações.

Segundo parâmetros da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o índice de infecção hospitalar tolerável é 6% e, em março, o Nossa Senhora se manteve abaixo do permitido, 3,1%. “Pela abrangência e características do hospital, é um índice bom. Mas nunca vai ser um índice aceitável. O ideal é que fosse zero, mas isso é impossível”, diz o superintendente Fábio Lage.

O gestor explica que nenhuma instituição hospitalar está isenta de ter infecção. Mesmo que tudo dentro da unidade seja acompanhada pela vigilância. Desde a forma que se higienizam os produtos até quais produtos são usados. “Somos fiscalizados sempre e cumprimos o que se é exigido. Não há casos em que fomos autuados ou pago multas por estar fora dos padrões. Fica até difícil de se defender de algo tão vago”, argumenta.

No Nossa Senhora são atendidos pacientes de outros hospitais e é rotina fazer exames para identificar as bactérias. “Acontecem muitos casos. Bactérias que no passado foram consideradas hospitalares, hoje são comunitárias. Saímos de casa com ela. Está na nossa pele, e muitos pacientes as trazem para o hospital. Às vezes, são bactérias comuns que não fazem nenhum mal, mas se o paciente está num momento debilitado e imunidade baixa, ela se aproveita para atacar. É um combate diário. A bactéria é o inimigo número 1 de qualquer entidade”, salienta.

O fluxo de pacientes vindos de outros hospitais, Pronto Atendimentos e da própria comunidade é intenso. Existe a possibilidade de infecção hospitalar por mais que se higienize e sigam-se os padrões de cuidados. “Elas estão presentes no meio ambiente mas alegar que alguém morreu por infecção hospitalar não faz nenhum sentido”, reafirma  Fábio.

O HNSP é referência de urgência e emergência e recebe todos os casos de risco de morte (AVC, infarto, hemorragia, parada cardiorrespiratória e acidentados) de toda a Serra Catarinense e fora dela. São pacientes que estão sujeitos a morrer. “Por isso, há grande mortalidade. Somos de alta complexidade e referência na região, diferente dos outros hospitais que atendem casos clínicos”, disse Fábio.

Fluxo intenso

São atendidas cerca de 150 pessoas por dia na urgência e emergência. A unidade tem 166 leitos e sempre está lotada. Aproximadamente, são realizadas 700 cirurgias por mês. O HNSP é referência em neurocirurgia, traumatologia, urologia e, recentemente, foi habilitado para cirurgia cardíaca.

Cerca de 1.200 pessoas passam pela unidade por mês, dessas, algumas são internadas. “Somos a última trincheira contra a morte”, garante o superintendente. Ainda segundo Fábio uma comissão interna avalia todos os óbitos para descobrir o que aconteceu. “Com isso, aprendemos e nos ajuda no desenvolvimento das atividade do hospital”, finaliza.

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