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Delegada Luciana Rodermel faz levantamento de números da Polícia Civil

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Luciana Rodermel é Delegada Regional - Foto: Susana Küster

Há 16 anos, Luciana Rodermel, 41 anos, atua como delegada de polícia. Ela está em Lages, desde 2006, mas foi em janeiro de 2011 que assumiu como delegada regional. Antes de trabalhar nesta função, ela era servidora do Poder Judiciário. É natural de Curitibanos e se formou em Direito pela Uniplac. Nesta entrevista ao CL, traz números da Polícia Civil e um levantamento das atividades.

Correio Lageano: Quais as principais dificuldades da Polícia Civil hoje? Existe uma forma de resolvê-las?

Luciana Rodermel: Uma das principais dificuldades da Polícia Civil, atualmente, é a de comprometimento da população no auxílio a apuração dos crimes, através de informações importantes e na negativa de aquisição de produtos com origem desconhecida, comumente produtos de furto e roubo.

Em relação ao efetivo da Polícia Civil. Existe previsão de aumento? Se sim, para quando e quantos policiais a mais para Lages e/ou região?

Estamos com efetivo razoável, não o ideal, mas o suficiente para atendimento da demanda mais urgente. Nossa carência de profissionais específicos será atendida através do concurso público já em andamento.

Quais números do levantamento da Polícia Civil feito no ano passado?

Registrados em Lages 108 mil veículos, sendo que 3,5 mil são novos e 25 mil transferências. Por dia, em média 700 pessoas são atendidas, mas em dias de pico pode  passar de 1,2 mil pessoas. No fim do ano, a expectativa é que os números sejam maiores, devido a implantação de um sistema eletrônico de senhas que contabiliza todos os atendimentos.

Qual dos números se destaca em relação a investigação da Polícia Civil?

Todos os homicídios ocorridos em Lages em 2017 foram elucidados e também houve um decréscimo no número de casos de embriaguez ao volante. Das prisões feitas em 2016, 48% foram devido a embriaguez e no ano passado, o número caiu para 25%. Isso se deve a conscientização e também às campanhas realizadas pelos órgãos.

Haverá uma mudança no comando da Secretaria de Segurança Pública. Isso pode afetar o comando da delegacia regional?

Não há como antecipar nada, porque estamos esperando o posicionamento do novo comando, certamente na semana que vem haverá novidades.

Por ser mulher, a senhora já enfrentou alguma dificuldade como delegada regional?

Sou delegada há 16 anos e como regional atuo desde 2011. Neste tempo todo, não posso dizer que enfrentei algum problema com relação a gênero. O empoderamento feminino passa muito por uma questão de postura, vivência e racionalização. Há limites para qualquer gênero, o que precisamos amadurecer é que nem sempre uma restrição ocorre só em razão do gênero. O empoderamento não nos é dado, é intrínseco.

A delegacia mudou recentemente de estrutura. Quais as mudanças, além do espaço maior e também do sistema eletrônico de senhas?

O sistema de senhas mais moderno nos traz dados reais e como o espaço é maior, as pessoas têm mais conforto. A prova de CNH agora é toda eletrônica e mais rápida, além de ser blindada contra qualquer fraude. O índice de aprovação está até maior. As pessoas quando fazem renovação da carteira de motorista, já podem fazer foto na delegacia. Tem também a questão do local, que possui amplo estacionamento e acesso mais facilitado.

Qual a avaliação do seu trabalho efetuado até agora como delegada regional?

Dedicamos sete anos para, além de dar suporte e apoio para as unidades nos trabalhos de polícia judiciária, melhorarmos a estrutura física das delegacias, além da disponibilização de viaturas, armamento, treinamento e equipamentos de segurança para melhor atuação de cada policial. Nosso esforço é no sentido de atender da melhor forma possível a população e também nosso policial, numa dinâmica de gestão voltada para que cada policial tenha comprometimento com seu trabalho, seja cobrado por isso, mas conte com mecanismos que o auxiliem na realização desse trabalho. A grande realização, até agora, é a construção da nova sede da Delegacia Regional, inaugurada em dezembro de 2017. O governador Raimundo Colombo e sua equipe entenderam que a obra era importante e possibilitaram a construção do prédio, que hoje atende a toda população lageana e da região. Avaliamos que nossa equipe trabalha muito, desempenha um trabalho exemplar e tanto a Polícia Civil quanto a comunidade podem colher esses frutos.

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