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Turismo

Decorada para o Natal, casa vira ponto turístico

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Casa está no entroncamento das avenidas 1º de Maio e Castelo Branco - Fotos: Nilton Wolff/PML/Divulgação

Quem passa à noite pela área de cruzamento das avenidas 1º de Maio e Castelo Branco, principal ponto de acesso ao Bairro Popular, geralmente fica encantado com a decoração natalina da casa de esquina, propriedade do casal Hernani e Márcia Vieira.

Já há 12 anos, segundo conta o empresário Hernani Luiz Vieira, ele, um irmão, e a esposa Márcia se ocupam da decoração da casa, o que inclui um amplo jardim. Para este Natal 2017 cerca de 70 mil microlâmpadas foram utilizadas. Dois meses de trabalho só na montagem de tudo isso. Para se ter uma ideia, apenas em uma bola, confeccionada com garrafa pet, são instaladas 200 microlâmpadas coloridas. “A cada novo ano, a decoração é ampliada. Agora, acrescentamos um cometa, sobre o telhado, e tem também a neve que cai de cima de um cedro, no jardim. Não fosse a ajuda do mano Hercílio, que é eletricista, não conseguiria manter tudo isso em pleno funcionamento há tanto tempo”, fala Hernani.

Todas às noites, das 21 horas às 23 horas, o portão de entrada ao jardim da residência permanece aberto para visitação pública e isso tem atraído muita gente. “Geralmente chegam muitas famílias. Os adultos entram para tirar fotos, enquanto as crianças preferem brincar na neve”, observa Hernani.

Um casal, vindo de Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul, se surpreendeu quando viu a casa decorada e o comentário, segundo relata Hernani, foi o seguinte: “Nem mesmo na cidade de Gramado vimos algo parecido, em uma residência”.

O empresário, nascido em Blumenau, e já radicado em Lages há 34 anos, disse que a decoração é um conjunto de coisas, incluindo os cuidados com o jardim, mas o objetivo central de tudo isso vai muito mais além. “O que quero é resgatar o espírito natalino. E isso é muito necessário num tempo em que têm muitas pessoas nas redes sociais só criticando e não contribuem com ações concretas para tornar a cidade em que vivem mais feliz. Nesta época de Natal, elas poderiam se dedicar, por exemplo, à decoração de suas casas”, questiona.
“Lages é a minha casa e só a deixarei no dia em que Deus me der um novo endereço. Para isso precisamos fazer da nossa Lages o nosso lar”, conclui Hernani.

Márcia e Hernani decoram a casa há muitos anos

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Turismo

110 anos de história japonesa serão celebrados em Lages

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Foto: Camila Paes

A esperança é que até o próximo final de semana as cerejeiras no Parque Jonas Ramos – o Tanque -, continuem floridas e coloridas. Isto porque, no dia 21 acontece o 1º Lages Matsuri, evento inédito na cidade, que celebrará os 110 anos de imigração japonesa no Brasil.

Gilberto Massashi Ide, presidente da Associação Cultural Nipo Brasileira de Lages (ACNBL), está contente com a florada das cerejeiras, originárias da Ásia, na cultura japonesa chamada de sakura, eram associadas ao samurai cuja vida era tão efêmera quanto a da flor que se desprendia dessa árvore.

A ACNBL existe há cerca de 30, de acordo com Gilberto. Atualmente, são de 80 a 100 participantes que são imigrantes ou descendentes do país asiático. A organização surgiu quando o grupo começou a se reunir para celebrar a chegada de um novo ano.

Os encontros se estenderam para duas vezes e, há dois anos, as discussões de criar uma evento aberto ao público começaram. A ideia, além de celebrar a imigração, é fazer com as pessoas conheçam mais a cultura japonesa.

Sobre o idealizador

Gilberto chegou a Lages no final da década de 1970, quando veio estagiar na empresa Yakult. A intenção era passar seis meses na cidade e, então, voltar para São Paulo, onde nasceu. Seus pais imigraram para o Brasil em 1928, para trabalhar com fruticultura, já que tinham incentivo do governo. Casaram-se no Japão e começaram a constituir a família já em solo brasileiro. Caçula de 10 irmãos, dentro de casa falava apenas em japonês até os 7 anos. Por isso, até hoje, carrega um sotaque ao falar o Português.

Em Lages conheceu Lúcia, logo no primeiro dia, na Serra Catarinense. Devido a um problema de saúde do chefe da empresa em que trabalhava, Gilberto e Lúcia serviram como tradutores para a família também japonesa durante o tratamento.

Ali se aproximaram e começaram um namoro. Ela relembra que tudo aconteceu muito rápido e de forma inesperada, já que um japonês namorar uma brasileira não era comum. Conheceu a família de Gilberto e logo todos se aproximaram. Em seguida, casaram-se na igreja Nossa Senhora de Fátima, no Centro de Lages, e tiveram duas filhas.

Para Lúcia, adaptar-se à cultura japonesa não foi difícil. Inseriram alguns costumes na rotina da família, principalmente, a gastronomia e o vocabulário. Por causa disso, ela e as filhas conseguem entender o idioma.  

Evento

A associação, em parceria com a Fundação Cultural de Lages, transformarão o Tanque em um ambiente japonês, com a exposição de roupas típicas, arte, oficinas de origami, mangá e apresentações culturais. Além disso, haverá barracas de culinária japonesa, com sushi, yakissoba, pastel e tempurá.

Na programação artística, o grupo de taiko Sakura Daiko fará apresentações, assim como exibições de artes marciais e música tradicional. Lúcia, que também participa da organização, explica que no final da tarde serão lançados, no lago do Tanque, barquinhos com velas, que representam na cultura oriental o pedido de coisas boas para quem os coloca na água.  

I Lages Matsuri – 110 anos da imigração japonesa no Brasil

Quando: 21 de julho, sábado

Onde: Parque Jonas Ramos (Tanque)

Hora: A partir das 10h, com cerimônia de abertura às 11h

Atrações – Taikô (tambores japoneses), danças tradicionais japonesas, artes marciais, exposições, oficinas de mangá, origami e bonsai. Gastronomia com venda de pastel japonês, sushi e outros.

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Turismo

#CLentrevista o ex-ministro de turismo Luiz Barretto

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Foto: Andressa Ramos

Luiz Barretto é ex-ministro de turismo, especialista em empreendedorismo, gestão empresarial e pequenos negócios, com atuação nos setores público e privado. Nesta semana, esteve em Lages participando do 1º Workshop Identidade Cultural da Serra Catarinense.

Correio Lageano: A Serra Catarinense está criando a sua identidade cultural para explorar o mercado turístico. Ainda é o início, mas estamos no caminho certo?

Luiz Barretto: Com certeza, agregar, cooperar, ter uma identidade regional que faça com que toda a região cresça, que todo o território se potencialize, não apenas um destino turístico, que a gente possa repensar a região. Ter uma governança que olhe o conjunto das cidades da Serra Catarinense, é um ponto positivo e vai na direção correta. Todas as regiões turísticas que se desenvolveram, que se tornaram sustentáveis, são aquelas que trabalham de maneira cooperativa. Você tem um município que é mais forte em um aspecto, em um tipo de produto, no ecoturismo, por exemplo, o outro no turismo rural. Acho que esse é o caminho certo. A Serra Catarinense é um produto turístico que pode ser reforçado, pode crescer no mercado brasileiro.

Como o brasileiro vê a Serra Catarinense?

Eu vou dizer como paulista, o paulista ainda vai muito à Serra Gaúcha, mas sabe que aqui (Serra Catarinense) é o lugar mais frio, a gente vê imagens. Eu vim preparado para o frio, mas está quente. Tem referências importantes, Lages tem uma tradição no turismo rural, tem uma viticultura que está crescendo. Tem vários aspectos que são positivos, que precisam ser reforçados, trabalhados no mercado. Há uma grande concorrência e você tem um turista muito diferente do que tinha há 10 anos, que é o turista conectado e digital, que tem muita informação, que pesquisa e que compara. Esse mundo novo que a gente vive, também impacta a oferta turística e a demanda, como a gente deve entender o turista. Acho que a Serra tem todas as condições de se tornar um produto, não só para o catarinense, gaúcho ou paranaense, mas abrir mais o mercado de maneira geral. Tem um ponto de conectividade importante, aliás, tive a boa notícia, queria confirmar com vocês aqui, vamos ter voos da Gol novamente no aeroporto de Lages.

Quais os aspectos precisamos aperfeiçoar para sermos uma região ainda mais atrativa?

Vocês tem uma trabalho a ser feito, na gastronomia, por exemplo, que é uma identidade regional também. Trabalhar com que a oferta turística tenha acessibilidade, sinalização, ter um bom receptivo, criar aqui uma identidade que possa ser cooperativa, muita colaboração dos municípios. Uma governança do território que fique com o poder público e o setor privado e aí significa a melhoria da infraestrutura, a rede hoteleira, o serviço de wi-fi, são fundamentais, infraestrutura não só logistica da área urbana. A principal questão quando um turista vai para o local, a escolha dele, está muito pré-determinada, por exemplo, se tem wi-fi ou não. Vocês têm a 260 quilômetros daqui, uma Serra muito consolidada, que tem produtos muito parecidos com o que têm aqui. Mas vocês têm características próprias, uma estrada maravilhosa, há muitos anos fiz este trajeto da Serra do Rio do Rastro. Eu acho que todo local tem de procurar sua identidade, seus aspectos culturais, isso é fundamental para um conjunto da população envolvida. O turismo, evidentemente, pode ocupar um espaço maior na economia, no PIB local da região.

Qual é a importância do trabalho convergente entre poder público e privado para trazer o turista para a Serra?

Tem de ter o poder público, o setor privado, a universidade, o terceiro setor, todos unidos num sentido de reforçar esses aspectos. Não podemos ser só dependentes do poder público, o empresariado tem um papel importante. Mas algumas questões são do poder público, infraestrutura, a sinalização turística, a venda, como se potencializa no mercado, como se posiciona o produto turístico Serra Catarinense no mercado interno brasileiro. E aqui tem uma questão importante, para poder tomar decisão, modificar e crescer, a gente precisa entender quem vem para cá. Observatório com os números do turismo local, se são homens, mulheres, qual a idade, a principal procura, se é ecoturismo, turismo rural ou de eventos. Para ter decisão correta, alocar recursos que são sempre escassos, tem de ter muita informação, muitos dados, isso é decisivo para que os destinos sejam sustentáveis. A cooperação entre poder público e o setor produtivo é fundamental, a gente fala em território, em rota, não em uma cidade. A rota da Serra Catarinense tem de agregar o conjunto dos municípios, do poder público e do empresariado, não só o segmento hoteleiro, de toda a cadeia do turismo. Tratar de maneira única esse turista.

E a importância destes eventos, onde são debatidos os aspectos turísticos?

Todo território, toda cidade tem a sua identidade, os pontos fortes e os que precisam ser superados. Você tem um debate cultural. Vocês são um dos maiores produtores de maçã, de papel e celulose. Como você junta toda essa cadeia produtiva de valor, que não é só no turismo, mas em outras áreas. Como a gente transforma os atrativos naturais num produto turístico? Atender a demanda, vender. Disputar esse mercado. Há muita coisa rica positiva aqui, tem gastronomia, tem vinho, que um turista como eu, que sou de São Paulo pode aproveitar e ficar mais tempo aqui.

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Turismo

Festival dos cogumelos ocorre neste fim de semana, em Urupema

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Festival visa popularizar o uso do cogumelo - Foto: Divulgação

Acontecerá neste fim de semana, o primeiro Festival dos Cogumelos de Urupema, no Pavilhão de Arremates, que fica no Parque Municipal João Pinto de Arruda. O objetivo é divulgar o produto e ensinar as pessoas a preparar pratos com ele.

O coordenador do evento, Ari Fernando Raddatz, explica que é preciso saber cozinhar cogumelos para que eles tenham seu sabor aproveitado da melhor forma. “Queremos que todos conheçam e saibam prepará-lo”.

Além de aprender a cozinhar a especiaria, a programação do evento proporcionará saída ao campo para colher cogumelos. Raddatz explica que é importante conhecer os tipos de cogumelos, pois há alguns alucinógenos, e, outros tóxicos, que podem levar até a morte. Na região, há em média 15 tipos de cogumelos, sendo que três são comestíveis, quatro tóxicos e alucinógenos e dois altamente tóxicos.

O evento proporcionará, também, palestras com especialistas em cogumelos, que divulgarão informações sobre como ele é benéfico para a saúde. “Ele previne doenças e também traz os mesmos benefícios da carne, só que é bem mais fácil de digerir”, explica.

Durante os dois dias do festival, haverá estandes com exposição e vendas de produtos artesanais, vinhos de altitude e lanches. Para o ano que vem, a ideia é fazer um concurso de gastronomia.

Produção

Os cogumelos não são plantados, eles nascem sozinhos nas florestas. Geralmente, levam cerca de quatro meses para estarem maduros. E, na Serra Catarinense, surgiram quando as empresas de celulose vieram para cá, há cerca de 17 anos. As mudas de pinus estavam com esporos de cogumelo e com o tempo, eles nasceram em meio aos pinus.

Programação

Sábado

8h45 – Abertura do evento

9h30 – Início da primeira oficina e colheita de cogumelos. Apresentação de pratos a partir das 11 horas até às 13 horas.

13h30 – Palestra: Uma breve história sobre cogumelos e como eles ajudam o mundo a ser melhor, com a Dra. Maria Alice Neves (UFSC).

14h30 – Início da segunda oficina e colheita de cogumelos. Apresentação de pratos a partir das 15h30 até às 19 horas.

16h15 – Saída para observação da revoada do papagaio-charão.

19h30 – Jantar de confraternização

Domingo

8h30 – Palestra: “Cogumelos comestíveis do sul do Brasil” com o Dr. Marcelo Aloísio Sulszbacher (UFSM).

9h30 – Início da terceira oficina. Apresentação dos pratos a partir das 11 horas até às 13 horas.

*Observação: Para participar das palestras será exigido um quilo de alimento não perecível que será doado à Apae de Urupema.

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