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Da manifestação à saudade da família

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Roney Marcos Borges. Foto: Patrícia Vieira

Apesar de o Governo Federal anunciar um acordo e o fim da mobilização dos caminhoneiros, os trabalhadores se mantiveram firmes e não deixaram as estradas. Na sexta-feira, em Lages, no km 245, da BR-116, cerca de 500 caminhões permaneciam parados nas proximidades do Posto Ampessan. A categoria protesta contra os seguidos aumentos no preço do diesel. O movimento tem feito bloqueios em estradas, com reflexos no abastecimento de combustíveis, alimentos e medicamentos em várias regiões do país.

A manifestação começou na segunda-feira e tem várias história para serem contadas. A maioria dos motorista parados em Lages vêm de diferentes partes do Brasil. Para dar suporte aos mais de 500 caminhoneiros que se encontram no local foi montado um acampamento às margens da rodovia.

Os custos de alimentação ficam por conta de cada motorista, mas eles têm recebido doações da população. O Posto Ampessan liberou o acesso aos banheiros para uso dos manifestantes.  

 

Para passar o tempo mais rápido, enquanto não se chega a um acordo pelo fim da paralisação, alguns motoristas ajudam no preparo dos alimentos. Esse é o caso do gaúcho Roney Marcos Borges e do carioca Marcelo Silva Lopes. Na sexta pela manhã, eles ajudavam a assar frangos para o almoço. Outros preferem ficar no aconchego de seu caminhão, como o gaúcho Eder Amaral, que estava na companhia da esposa dos filhos.

 

Viajando com a família

Parado desde segunda-feira em Lages, o gaúcho Eder Amaral, de 27 anos, conta com a companhia da família que viaja sempre com ele. Escondidos frio, na cabine do caminhão, estavam a esposa Taís e os filhos Victor, de 4 anos e a pequena Ellen, de apenas 4 meses. Eder disse que saiu na segunda-feira para descarregar na Klabin e na volta foi parado na grave. Mais isso não é problema para a família.

Tais, por exemplo, lembra que viajou com o marido até a última semana antes do nascimento da menina. E, que após 20 dias já estava no trecho. O motorista garante que a família estando junto reduz as despesas. Ele conta que ganha entre R$ 1.900 a R$ 2.500 por mês. “É uma forma de economizar”afirma.

Em relação à paralisação, ele diz que o jeito é esperar, e diz que estão bem. “A sorte é que o local da paralisação fica perto de supermercados e farmácia, caso precise de alguma coisa para as crianças,” acrescenta.”

 

Histórias

Roney Marcos Borges, de 51 anos, que mora em Passo Fundo (RS), casado e pai de uma filha, desde o dia que saiu de casa com destino ao Rio Grande do Norte, passou por São Paulo, São José (SC) com destino a JBS em Lages, está a 52 dias longe da família, com mais de 700 mil quilômetros percorridos. Ele se emociona ao falar da saudade que sente da esposa Cristina Almeida e da cadelinha de estimação, a Cindy. “A saudade aperta” disse.

 

Com 15 dias longe de casa, a vida do carioca de Paraíba do Sul (RJ) Marcelo Silva Lopes, de 45 anos, que viaja desde os 18 anos, não é diferente. Marcelo conta que trabalha de empregado, e que seu caminhão está carregado de colchões, que levaria para Caxias (RS). Porém, no caminho, foi surpreendido pela paralisação da categoria. Ele enche os olhos de lágrimas ao falar da esposa. “É difícil até para falar da saudade que aperta o coração.”

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