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CPI da Infelicidade finaliza relatório e aponta oito suspeitos

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Foto: Susana Küster

Atualizado às 21:00

Depois de 120 dias, a Câmara de Vereadores de Lages, leu o relatório final da CPI da Infelicidade, que investigou suspeitos de desvios de materiais do Natal Felicidade de 2016.

O documento sintetiza um processo de 873 páginas, cujas investigações começaram em dezembro do ano passado. Oito pessoas foram apontadas como suspeitas e o caso agora será encaminhado para a Procuradoria; Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina; Câmara de Vereadores de Paulo Frontin, no Estado do Paraná; Procuradoria-Geral do Município de Lages; ao prefeito municipal de Lages e ao Ministério Público Estadual.

O relatório do vereador Lucas Neves, não foi aceito pela comissão da CPI. De acordo com o vereador Bruno Hartmann, isso aconteceu, porque o documento listava menos pessoas como suspeitas. Lucas era o relator do caso e não compareceu na sessão de quarta-feira (14). “No relatório dele eram cinco pessoas suspeitas e no nosso são oito”.

A CPI não apurou um número preciso de materiais natalinos desviados, mas Hartmann alega que não foram poucos objetos. “Somente de lâmpadas LED, o que foi desviado, dava para fazer o túnel aqui em Lages”. Grande parte dessas luzes foram encontradas no barracão da empresa Estação Lages.

O presidente da CPI, Jair da Costa Teixeira Júnior, explica que o material desviado não chegou a ser usado na cidade de Paulo Frontin, porque as investigações começaram antes do Natal. “Não conseguimos comprovar se foi pago ou não, mas mesmo que estes materiais não tenham sido vendidos, já é crime, porque é patrimônio público”.

Muitos materiais foram encontrados em uma fazenda do pai de Paulo Sérgio Ludwichak. Foi comprovado que os materiais sumiram do barracão da prefeitura, que fica próximo da Praça dos Bandeirantes, no Bairro Copacabana.

Suspeitos

Os crimes cometidos foram peculato, receptação, falso testemunho, falsidade ideológica e associação criminosa.

  • Paulo Sérgio Ludwichak, pelo crime, em tese, de peculato, (o celular dele estava ontem na caixa postal);
  • Itamar Westphal Aguiar, pelo crime, em tese, de peculato (não foi possível encontrá-lo); Flavio Agustini, pelo crime, em tese, de peculato culposo (ele lamenta a situação, porque diz que se doou para o evento, inclusive colocando dinheiro próprio, afirma que vai processá-los);
  • Alberto Santos Sanson, pelo crime, em tese, de receptação qualificada (não foi possível encontrá-lo);
  • Agessander José de Souza, pelos crimes, em tese, de peculato, falso testemunho, falsidade ideológica e associação criminosa (disse que vai processar os vereadores porque terão que provar às acusações);
  • Mário Hoeller de Souza, pelo crime, em tese, de peculato culposo (diz que os vereadores serão responsabilizados pelo dano moral);
  • Jhonatan Gabriel Ozorio Silveira, pelos crimes, em tese, de peculato, falso testemunho e associação criminosa (estava com o celular na caixa postal)
  • Paulo Souza Ribeiro, pelos crimes, em tese, de peculato, falso testemunho, falsidade ideológica e associação criminosa (não foi possível encontrá-lo).

Ninguém atendeu o telefone da empresa Estação Lages, para esclarecer sobre as lâmpadas de LED do Natal Felicidade, que estariam na empresa.

Um dos suspeitos, é o atual secretário de Desenvolvimento Econômico, Mario Hoeller. A Prefeitura de Lages, através de sua assessoria de imprensa, afirma que não vai se manifestar sobre o assunto até o processo ser finalizado pelo órgão competente.

Leia o relatória na íntegra

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