Economia

Cotas imobiliárias ganham espaço em SC ao combinar aporte inicial de R$ 20 mil e governança CVM

Redação Por Redação
14/08/2026 - 13:14 5 min de leitura
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Estrutura fracionada permite alocação no mercado de alto padrão com valores de entrada até 40% abaixo do mercado e sem a burocracia da gestão direta do imóvel.

A busca por diversificação de patrimônio tem impulsionado novos modelos de alocação em Santa Catarina. Em vez do formato tradicional, que exige a compra integral de um imóvel, financiamento e gestão de manutenção, investidores do estado passam a acessar as cotas de investimento imobiliário, adquirindo posições fracionadas em grandes empreendimentos durante a fase de desenvolvimento.

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A BWB Digital Assets, startup nascida em Jaraguá do Sul, lidera essa frente ao viabilizar aportes a partir de R$ 20 mil pela Resolução CVM 88. O racional financeiro baseia-se na margem de entrada: ao negociar em volume com as incorporadoras em etapas iniciais de obra, a exemplo do Algarve Home, em Penha, a plataforma disponibiliza cotas na faixa de R$ 8.500/m², frente aos R$ 15 mil/m² praticados no mercado do litoral para um imóvel pronto, o que representa um desconto de aproximadamente 40% no valor alocado.

Torre residencial Algarve Home iluminada ao anoitecer, empreendimento ofertado em cotas de investimento imobiliário pela BWB Digital Assets

A inteligência por trás do modelo fracionado

A plataforma atua na seleção rigorosa de projetos imobiliários. Ao aportar recursos na cota, o investidor detém uma fração ideal do ativo, sem a necessidade de administrar inquilinos, condomínio ou burocracias de cartório.

A BWB utiliza tecnologia de contratos inteligentes para automatizar a escrituração digital e os fluxos de distribuição. O investidor acompanha a evolução da obra por relatórios trimestrais estruturados. A modalidade é enquadrada como investimento de renda variável com lastro imobiliário, com ciclo atrelado à conclusão e liquidação do projeto.

Mateus Schlichting fundador da BWB

Compliance e origem jurídica

A BWB teve sua origem no escritório Bastos, Wackerhagen, Berns & Advogados Associados. Sob o comando do fundador Matheus Schlichting, especialista em direito tributário e planejamento patrimonial, a empresa estruturou um modelo centrado em governança.

Cada ativo passa por auditorias independentes (jurídica, contábil e de viabilidade mercadológica) e pela aprovação do Comitê de Originação. As ofertas são distribuídas sob a Resolução CVM 88, ambiente regulatório do investimento participativo no Brasil.

Visão do conselho e de investidores

Luiz Sérgio de Assis Pereira Júnior, presidente do Conselho de Originação da BWB e sócio da casa 846, avalia o rigor da plataforma:

“O conjunto de práticas é robusto, transparente e ao mesmo tempo fica disponível de uma forma muito fácil de usar, com informações claras que transmitem segurança em cada etapa.”

Para o advogado Jackson Bastos, a clareza nos processos foi decisiva:

“Eu olho muito para segurança e previsibilidade antes de investir. Na BWB, encontrei uma estrutura séria, transparente e bem organizada. Eles unem a tecnologia com ativos reais de forma responsável.”

O médico André Corinthi destaca a facilidade de montar carteira:

“Consigo adquirir frações em diferentes projetos, escolher prazos que fazem sentido para mim e reduzir riscos pela diversificação, tudo com a segurança de uma estrutura regulada pela CVM.”

Parcerias estratégicas no estado

O crescimento da plataforma apoia-se em acordos com escritórios de investimento, consultorias patrimoniais e imobiliárias. A meta declarada da BWB é movimentar R$ 400 milhões em volume transacionado até 2028.

Risco, prazo e liquidez

A alocação via Resolução CVM 88 enquadra-se como investimento de renda variável. Não há garantia de rentabilidade prefixada, e o retorno depende do andamento da obra e da liquidação das unidades pela incorporadora.

A liquidez exige planejamento: por estar atrelado ao ciclo de construção e comercialização do empreendimento, o ativo não conta com o resgate imediato de um mercado aberto, embora a cessão de direitos de cotas seja um processo simplificado em relação à venda de um imóvel tradicional. O aporte mínimo nas ofertas públicas da plataforma é de R$ 20 mil.

Dúvidas comuns sobre cotas de investimento imobiliário

  • Preciso comprar um imóvel inteiro?
    Não. O modelo permite a aquisição de frações ideais do empreendimento, eliminando a necessidade de aporte integral ou gestão direta do imóvel.
  • Qual é o aporte inicial para investir?
    As ofertas públicas na plataforma BWB começam a partir de R$ 20 mil.
  • A modalidade possui regulamentação oficial?
    Sim. Todas as operações são distribuídas sob o amparo da Resolução CVM 88, norma que disciplina o investimento participativo no Brasil.
  • Por que o valor de entrada fica abaixo do mercado?
    Pela negociação em volume diretamente com a incorporadora e pelo ingresso em etapas iniciais do projeto, capturando o preço de atacado antes da valorização da entrega.
  • Existe liquidez imediata para resgate?
    Não. O investimento acompanha o prazo de construção e venda do empreendimento, embora permita a transferência de cotas e a cessão de direitos entre investidores.
  • Onde consultar as ofertas disponíveis?
    Diretamente no portal da BWB Digital Assets (bwbi.com.br).
  • O que considerar na análise patrimonial?
    Para o leitor da Serra que costuma concentrar patrimônio em terra, gado ou imóvel na cidade e olha o litoral catarinense como destino de investimento sem conseguir bancar o metro quadrado de lá, o modelo baixa a porta de entrada para R$ 20 mil. O que vem junto precisa entrar na conta: é renda variável, sem garantia de retorno, com dinheiro parado até o fim da obra. Recomenda-se a leitura atenta da lâmina técnica e a consulta da oferta na base oficial da CVM antes da tomada de decisão.
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