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Copa do Mundo tira a atenção do eleitor

Published

em

Lages, 26 e 27/06/2010, Correio Lageano

 


“Eventos como a Copa do Mundo de Futebol podem contribuir para que o brasileiro, que já não gosta muito de política, fique mais distante ainda das decisões que podem interferir nos destinos da sua vida”.

 


A avaliação é de Carlos Alberto Schmidt, dono da empresa On Line, que faz pesquisas de mercado e ao mesmo tempo observa que mesmo aqueles que costumam estar atentos a tudo prestam menos atenção nos acontecimentos ao seu redor nesses períodos. “É até uma lógica, mas as pessoas estão sempre mais atentas ao que lhes interessa mais”, disse.

 


Segundo uma pesquisa do DataSenado, realizada em maio passado, 85% dos brasileiros afirmam se interessar pela política. O índice é considerado alto e contraria o senso comum de um baixo nível de politização da sociedade. Carlos Schmidt diz que, nesse caso, há uma confusão entre ativismo político e interesse pela política.

 


Ele explica que o eleitorado atua muito mais monitorando a atividade parlamentar, para depois fazer seus julgamentos, do que tentando influenciar diretamente nos rumos das decisões.

 


Numa outra análise, ele aponta que, nesse período da Copa do Mundo, pode haver uma facilitação de determinados grupos políticos em aprovar projetos que lhe interessam, se aproveitando da atenção do eleitorado no evento futebolístico. “Há uma pesquisa nacional que aponta que 15% da população está interesadíssima em política. E outros 15% não ligam para o que acontece. É nesse momento que podem fluir alguns projetos de interesse pessoal”, apontou.

 


Como o projeto que reajustou, semana passada, com apenas oito deputados em plenário, os salários de servidores da Câmara dos Deputados. Não foram mencionados os percentuais de aumento, mas os valores dos ganhos foram bem generosos. O menor salário ficou em R$ 2.603 e o mais elevado atinge a cifra dos R$ 12 mil. “Se a mídia, principalmente, não está focada naquilo, pode ser o momento certo de promover o benefício”, afirma.

 


Outros eventos, que não apenas a Copa do Mundo, podem ser “propícios” para que maus políticos tirem proveito da desatenção do eleitorado. Carlos Schmidt adverte que a população precisa participar e acompanhar mais o trabalho dos políticos. Seja pela mídia ou direto na Câmara de Vereadores, Assembleia Legislativa ou Congresso Nacional.

 


Como exemplo, cita uma audiência pública que teve recentemente na câmara de Lages e foi um fracasso. “Não tinha ninguém. Mas por que não tinha? Porque o assunto não interessa naquele momento. E pode fazer mil audiências públicas que não terá quórum”, lembra.

 


Se por um lado, a opinião pública contribuiu para a politização dos brasileiros nos últimos anos, por outro, ainda existem artimanhas para fazer valer o chamado “jeitinho brasileiro”. O chamado voto de “cabresto” já não existe mais no Brasil e o voto de “troca” está caminhando para o mesmo destino. O que para Carlos Schmdit é atribuído ao amadurecimento político da população.

 

 

O portal do Correio Lageano fez a seguinte pergunta aos internautas na última semana

Você presta atenção no que acontece no País durante a Copa do Mundo?

 

A pergunta desta semana é:

Você conhece as atrações dos municípios da Serra Catarinense?

 

Foto: Deise Ribeiro


 

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