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Compras de ambulâncias dependem dos governos estadual e federal

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Foto: Andressa Ramos

Se você chama o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, o Samu, porque não tem meio de transporte ou outra condução para ir a uma consulta, ou então, liga fazendo simulações de sintomas graves para não precisar enfrentar fila no Pronto Atendimento e ser atendido antes dos outros, saiba que pode estar prejudicando quem realmente tem urgência e emergência em ser atendido.

Por esse motivo, é importante que as pessoas se conscientizem sobre quando devem realmente ligar para o Samu, para que as ambulâncias disponíveis sejam eficazes no atendimento às demandas, já que elas são previstas por quantidade de habitantes e tipos de ocorrências.

Em Lages, mensalmente, o Samu atende, em média, 1.600 ocorrências com envio de ambulância, e em torno de 230 chamados por dia, entre orientações e socorros. Na região das 18 cidades da Amures ocorre uma média de cinco mil ligações por mês de pessoas pedindo socorro.

Para o atendimento, Lages deveria possuir duas ambulâncias básicas, porém, como uma está na oficina e sem previsão de retorno, apenas uma está em funcionamento. A outra ambulância de atendimento avançado estava em boas condições, porém, no início do ano, depois de um acidente, não teve mais conserto. Outra ambulância que estava como reserva, precisou ser novamente colocada em atividade, ela cumpre parcialmente a função, mas, por ser antiga, não consegue viajar destinos longos.

Na semana passada as ambulâncias básicas e avançada tiveram um problema mecânico, por este motivo, o Samu precisou pedir apoio à Secretária de Saúde, que é responsável pela manutenção. Com a ambulância da Secretaria e apoio do Corpo de Bombeiros, montou-se um veículo de intervenção rápida e, assim, o Samu conseguiu manter os atendimentos durante três dias até o retorno da ambulância.

A compra de mais veículos para o Samu, em Lages, depende de alguns fatores, como a cidade ter mais de 200 mil habitantes e da celeridade nos processos licitatórios e de envio dos governos estaduais e federais. Isso porque, a ambulância básica é comprada pelo Ministério da Saúde e enviada à prefeitura, que se torna responsável pela manutenção.

A ambulância avançada, chamada UTI móvel, é adquirida pelo Governo do Estado. O coordenador médico do Samu no Planalto Serrano, o médico Leonardo Augusto Coelho, explica que há dois anos esperam por uma nova ambulância básica. Já a aquisição da UTI móvel está em processo de lançamento do edital de licitação e, neste montante, 17 ambulâncias serão compradas em todo o Estado.

Na Amures, incluindo Lages, são oito ambulâncias básicas e duas avançadas em funcionamento. Por turno de 12 horas, 25 profissionais atuam somente em Lages. Para ser trocada, uma ambulância precisa se encaixar em alguns critérios: ter dois anos de uso ou estar com 250 mil quilômetros rodados. Uma das ambulâncias que está em Lages, já extrapolou os dois critérios.

Atendimento_ Leonardo enfatiza que, além de ligar para o Samu somente quando necessário, é importante que as pessoas passem todas as informações durante a triagem, para que o atendimento seja direcionado conforme a necessidade. O médico revela que muitas pessoas ligam pedindo orientações, mas, às vezes, é neste tipo de ligação que pode estar acontecendo uma ocorrência de emergência ou urgência.

Unificação_ O Samu mudou de endereço no início do ano, agora sua central de regulação está junto à Polícia Militar e os carros ficam na base do Corpo de Bombeiros. Essa unificação de órgãos prevê uma mudança no sistema, que deve acontecer a partir de julho. Além disso, sem os aluguéis das bases, o Estado já economizou R$ 650 mil reais por mês.

Quando chamar o SAMU 192

O atendimento do Samu 192 começa a partir do chamado telefônico, quando são prestadas orientações sobre as primeiras ações. A ligação é gratuita, para telefones fixo e móvel. Os técnicos do atendimento telefônico é que identificam a emergência e coletam as primeiras informações sobre as vítimas e sua localização. Em seguida, as chamadas são remetidas ao Médico Regulador, que presta orientações de socorro às vítimas e aciona as ambulâncias quando necessário.

As ambulâncias do Samu são distribuídas estrategicamente, de modo a otimizar o tempo-resposta entre os chamados da população e o encaminhamento aos serviços hospitalares de referência. A prioridade é prestar atendimento à vítima no menor tempo possível, inclusive, com o envio de médicos conforme a gravidade do caso. As unidades móveis podem ser ambulâncias, motolâncias, ambulanchas ou aeromédicos, conforme a disponibilidade e necessidade de cada situação, sempre no intuito de garantir a maior abrangência possível.

Quando chamar o Samu

  • Na ocorrência de problemas cardio-respiratórios
  • Intoxicação exógena e envenenamento;
  • Queimaduras graves;
  • Na ocorrência de maus tratos
  • Trabalhos de parto em que haja risco de morte da mãe ou do feto
  • Tentativas de suicídio
  • Crises hipertensivas e dores no peito de aparecimento súbito
  • Em acidentes/traumas com vítimas
  • Afogamentos
  • Choque elétrico
  • Acidentes com produtos perigosos
  • Suspeita de Infarto ou AVC (alteração súbita na fala, perda de força em um lado do corpo e desvio da comissura labial são os sintomas mais comuns)
  • Agressão por arma de fogo ou arma branca
  • Soterramento, desabamento
  • Crises Convulsivas
  • Transferência inter-hospitalar de doentes graves
  • Outras situações consideradas de urgência ou emergência, com risco de morte, sequela ou sofrimento intenso

Quando não chamar o Samu

  • Febre prolongada
  • Dores crônicas
  • Vômito e diarreia
  • Levar pacientes para consulta médica ou para realizar exames
  • Transporte de óbito
  • Dor de dente
  • Transferência sem regulação médica prévia
  • Trocas de sonda
  • Corte com pouco sangramento
  • Entorses
  • Cólicas renais
  • Transportes inter-hospitalares de pacientes de convênio
  • Situações que não se caracterize urgência ou emergência médica

Nestes casos e em todos os casos sem caracterização de urgência ou emergência, o paciente poderá ser encaminhado ao posto de saúde ou às Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) mais próximas.

Dicas para quem ligar para o Samu

  • Verifique a quantidade de vítimas, o estado de consciência delas e se alguma está presa às ferragens
  • Siga as orientações do médico regulador
  • Sinalize as vias com galhos de árvore, triângulo de sinalização
  • Em caso de acidente com motos: não toque nas vítimas, não retire o capacete
  • Não dê água aos acidentados
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