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Começam as oitivas da “CPI da Infelicidade”

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Paulo (D) prestou esclarecimento à comissão, na noite desta quinta - Foto: Adecir Morais

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instaurada na Câmara de Vereadores de Lages para apurar supostas irregularidades no Natal Felicidade, começou a ouvir testemunhas no Legislativo. Ontem à noite, foram ouvidos Ana Lúcia Camargo Vieira (servidora efetiva), Sérgio Ludwichak e Itamar Westphal Aguiar (ex-servidores contratados).

Na quarta-feira, 13, prestaram esclarecimento o atual secretário de Turismo de Lages, Mário Hoeller de Souza, o ex-secretário, Flávio Luis Agustini (Flavinho); e o atual diretor de Turismo, Agessander José de Souza (Belezinha). Vale lembrar que nenhum dos nomes convocados estão sendo investigados, apenas estão sendo chamados como testemunhas.

Batizada de “CPI da Infelicidade”, a CPI apura suposto sumiço de materiais de decoração natalina do Natal de 2016. Os objetos teriam desaparecido do barracão, que fica na Avenida Marechal Floriano, e foi alugado pela prefeitura. Além da CPI, o Ministério Público, por meio do Grupo de Atuação às Organizações Criminosas (Gaeco), também investiga o caso.

O presidente da CPI, vereador Jair Júnior (PSD) afirma que no primeiro dia de oitivas “foram identificados pontos divergentes e obscuros” nos depoimentos das testemunhas. Aparentemente, ninguém respondeu pela pasta [Secretaria de Turismo] nos primeiros 13 dias do mês de janeiro, então, pode ter sumido o material neste período”, declarou.

Outro ponto que a CPI quer esclarecer é a relação de Lages com a cidade Paulo Frontin (PR). “Em outubro deste ano, o prefeito daquele município paranaense, Sebastião Elias, esteve em nosso município”, diz Jair. A CPI tem informação de que Lages teria emprestado material de decoração para a cidade paranaense.

Na próxima terça-feira (19), segundo o vereador Jair, os integrantes da comissão viajarão para Paulo Frontin. A viagem tem por objetivo colher os depoimentos do prefeito, secretários e do presidente da Câmara de lá. Instaurada há cerca de um mês, a CPI tem 120 dias para encerrar os trabalhos.

Inventário não é completo

O CL não conseguiu fazer contato com o ex-secretário Flavinho, entretanto, de acordo com a assessoria de imprensa da Câmara de Vereadores, no interrogatório no Legislativo, ele disse ser “o maior interessado que o caso seja esclarecido”. Declarou que a última vez que esteve no barracão, onde estavam os materiais, foi no final de novembro, e que outros servidores eram responsáveis pelo local.
Quando indagado se existia um inventário do material disponível, respondeu que não tinha catalogado elemento por elemento. Contudo, que o montante pode ser averiguar pelos editais de licitações feitos na época. Além disso, argumentou existir um inventário fotográfico com todo o material que estava nas ruas até o dia 6 de janeiro de 2017. Por meio de sua assessoria de imprensa, a atual administração disse que prefere não se manifestar até que as investigações sejam concluídas.

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