Contar a história e destacar as conquistas de alguém com 80 anos em poucas palavras é coisa difícil, mais complicado ainda é resumir a história de um jornal. Quantas notícias desde a primeira edição? Já foram mais de 17 mil publicadas. Inúmeras pessoas passaram pelas páginas amareladas pelo tempo, muitas outras, personagens diários, no jornal impresso e no online.

 

A missão do CL é continuar gerando conteúdos qualificados e aproximando pessoas. Apesar das mudanças tecnológicas e de costumes, nessas oito décadas, o jornal continua firme em seu propósito, de informar com qualidade e credibilidade. O Correio Lageano segue sendo o maior veículo de comunicação da Serra Catarinense, aberto à diversidade de ideias, valorizando o povo serrano e promovendo o desenvolvimento econômico da região.

 

E para comemorar os 80 anos de existência, o CL pública fascículos com destaque para realizações do jornal, além das ações que possibilitaram melhorar a vida das pessoas e da sociedade como um todo. Matérias que abordaram necessidades da região, seja de asfalto em rodovias importantes ou infraestrutura nos bairros. Neste primeiro fascículo, apresentamos as realizações do jornal, como o Instituto José Paschoal Baggio, o Prêmio Empreendedor e o mais recente projeto, o CL Correio do Bem.

Há 80 anos sua vida é nossa história

A primeira edição do jornal Correio Lageano circulou pelas vielas de Lages, muito diferentes da paisagem urbana atual, em 21 de outubro de 1939. Fundado por João Ribas Ramos e Almiro Lustosa Teixeira de Freitas, teve 11 edições no primeiro ano. Sob esse comando permaneceu até 1950.

 

O jornal voltou a ser impresso somente em 11 de agosto de 1951, com novos proprietários, José Paschoal Baggio, Sirth Nicolléli, Evilásio Nery Caon e Edézio Nery Caon. Nesta edição histórica, os diretores revelam a linha editorial, mas também a esperança de seguir fazendo jornalismo. “Estamos lutando com certas dificuldade de material, como pode ser constatado pelas falhas apresentadas neste número, no entanto, tão logo nos seja possível ampliarmos as nossas oficinas, dotaremos Lajes (sic) de um periódico na altura de seu progresso.” Em outro trecho, “Não desconhecemos os obstáculos e as incertezas do jornalismo sadio e honesto, os seus resultados, não raro deficitários, mas, por outro lado, sabemos de sua nobre missão, e com o entusiasmo de moços que somos, nos propomos realizar uma grande e árdua tarefa.” Em 1955, o periódico passou a ser publicado duas vezes por semana, seguindo, assim, até 1967, quando passou a ser um jornal diário.

 

O Correio Lageano chega aos 80 anos sendo o terceiro jornal mais antigo em circulação no Estado de Santa Catarina. Antes do CL, só o Correio do Povo, de Jaraguá do Sul (1919); e A Notícia, de Joinville (1923). Fundado em 1939, em plena Ditadura do Estado Novo, o CL era um jornal que se dispunha a falar de política. E fatos políticos importantes da história do Brasil e do mundo foram registrados nas páginas das milhares de edições, como as mortes do Ditador da União Soviética, Joseph Stalin, em 1953; o suicídio do, então, presidente Getúlio Vargas em 1954, com a publicação da carta testamento; o trágico acidente aéreo que vitimou o senador lageano Nereu Ramos, o governador Jorge Lacerda e o deputado federal Leoberto Leal, além de outras 17 pessoas. Também o Golpe Militar de 1964, os Atos Institucionais do período da Ditadura Militar Brasileira, além da cobertura dos acontecimentos políticos locais e estaduais. E os fatos políticos, continuam, em 2019, a preencher as páginas do CL, além, é claro, de outros temas, como economia, entretenimento, segurança, esporte e comunidade.

Pesquisa dá acesso a mais de 15 mil páginas

O Correio Lageano, o terceiro jornal mais antigo em atividade, de Santa Catarina, ao longo dos seus 80 anos, a serem completados em 21 de outubro, acumula mais de 17 mil edições. As 2.204 edições que compreendem os anos de 1939 a 1965, um total de 15.836 páginas, estão à disposição de pesquisadores e interessados na história da Serra Catarinense e do jornalismo por meio da Hemeroteca Digital de Santa Catarina.


Em setembro de 2016, iniciou-se a digitalização do seu acervo, numa parceria entre Instituto José Paschoal Baggio, Fundação Catarinense de Cultura (FCC) e Governo do Estado de Santa Catarina. Nestes 26 anos digitalizados, há notícias diversas, sobre a Ditadura do Estado Novo (1937 a 1945), o suicídio do presidente Getúlio Vargas (1954), a trajetória do lageano Nereu Ramos, a construção de Brasília (1960), a renúncia de Jânio Quadros (1961) e o Golpe Civil-Militar de 1964, entre outros, além dos fatos de alcance internacional, como a Segunda Guerra Mundial (1939 a 1945). Também informações políticas sobre Lages, além de registros de aniversários, casamentos e noivados da elite lageana e anúncios de peças e filmes a serem exibidos nos cine-teatros.


O acervo da Hemeroteca Digital Catarinense é uma biblioteca virtual que reúne publicações, com ênfase nos jornais e revistas editados e publicados no Estado de Santa Catarina, a partir do século XIX. As edições antigas do CL e de outros jornais estão disponíveis no site hemeroteca.ciasc.sc.gov.br.

Evolução no fazer jornal

Em 1939, ano da fundação do Correio Lageano, a composição das páginas era feita letra a letra, num trabalho manual demorado e meticuloso, que em muito ainda lembrava o sistema de prensa criado por Gutenberg. Com o tempo, outros tipos de prensas foram adquiridos melhorando a agilidade e facilitando o processo.

 

Mas, um avanço tecnológico importante ocorreu no início da década de 1980 com a aquisição de duas máquinas linotipo. Trata-se de uma máquina inventada por Ottmar Mergenthaler em 1884, na Alemanha, que funde em bloco cada linha de caracteres tipográficos, composta de um teclado, como o da máquina de escrever. As matrizes que compõem a linha-bloco descem do magazine onde ficam armazenadas e, por ação do distribuidor, a ele voltam, depois de usadas, para aguardar nova utilização. Ou seja, o Linotipo finalizou a era de compor textos tipo a tipo.

Na mesma década, em 1989 o Correio Lageano comprou uma máquina rotativa, uma das primeiras instaladas no Sul do Brasil. Ela imprimiu a edição histórica de 50 anos. Com a rotativa, o ganho de velocidade de impressão foi imenso. Depois de diagramadas no computador, as páginas (textos e fotos) eras transmitidas para um fotolito, filme muito semelhante aos usados nos exames de Raio X. Depois de cortado, esse filme era fixado sobre uma chapa de alumínio e por meio de luz e calor, as imagens eram transferidas à chapa. Finalmente, as chapas eram fixadas nos rolos da rotativa. A impressão se dá quando o papel passa pelos rolos umedecidos em tinta.

 

A evolução tecnológica continuou. Mantendo-se atualizado, o Correio Lageano, atualmente, imprime seu jornal em CTP, processo computadorizado de gravação de chapas. Ou seja, com ele eliminou-se a necessidade do uso do fotolito. Outro destaque quando se fala em tecnologia foi quando o CL passou a ser impresso totalmente a cores (full color).

 

Universo digital

 

Em julho de 2006 o Correio Lageano lançou uma versão eletrônica, que hoje, é o principal portal de notícias da Serra Catarinense, o CLMais. E está presente nas redes sociais, com uma forte interação com os internautas, especialmente, no Facebook.

Influência dos colunistas extrapola as páginas do jornal

A pluralidade de ideias só é possível com diversidade de opiniões. O Correio Lageano, além de dar espaço para os diferentes assuntos, também acolheu em suas páginas colunistas que se manifestaram sobre a elite da sociedade lageana, sobre cotidiano, costumes, política, economia, entre outros temas.

 

Em 2019, são cinco colunistas: Névio Fernandes, que escreve sobre personalidades históricas, costumes e assuntos diversos; Olivete Salmória, sobre política com foco regional; Mauro Maciel, que também é o editor-chefe do CL, faz análises econômicas com foco na Serra Catarinense; Claudio Prisco Paraíso, que aborda a política estadual e Débora Bombilio na coluna social.

 

Muitos outros nomes passaram pelos 80 anos do CL, a exemplo de Soleu Filho, um colunista das páginas sociais que fez muito sucesso nos anos de 1990 e 2000. Ele reconhece a força do colunismo social no jornal impresso e a importância do Correio Lageano na sua vida de jornalista. Foi ele quem inaugurou a coluna social diária no CL. “O jornal, de todos que trabalhei, que mudou a minha vida, foi o Correio Lageano, porque o meu sonho era escrever em um jornal local, poderoso como é o Correio”, conta.

 

Soleu relata que, na época em que começou a escrever, o CL era o quarto jornal mais importante de Santa Catarina, e ele, por consequência, o quarto colunista mais influente do Estado. “Existe um Soleu antes e outro depois do Correio”, reflete. Era tão valorizado e prestigiado na sociedade lageana, pela força do jornal impresso, que muitos eventos mudavam de data porque ele não poderia estar presente. “Pessoas da sociedade promoviam os eventos e se, com antecedência, eu comunicasse que por algum motivo não estaria presente, eles mudavam a data, especialmente os casamentos, para que o colunista estivesse lá, isso graças à influência do Correio Lageano.”

 

“O trabalho que fiz no CL foi, na minha opinião, muito bom. Levei tão a sério, investi tanto para poder me equiparar ao jornal. É um jornal de respeito, tradicional, conservador e bonito e o colunista tinha que estar à altura desse jornal. O convite foi feito pelos proprietários do jornal na década de 1990, José Paschoal Baggio e Scylla Baggio, já era amigo dos dois.”

O rompimento de relações diplomáticas do Brasil com os países do Eixo foi anunciado ao final da Reunião de Chanceleres do Rio de Janeiro, em janeiro de 1942 - Foto: Fort/Divulgação

Dias sombrios Brasil entra na guerra

Quando eclodiu a Segunda Guerra Mundial na Europa, em 1° de setembro de 1939, o Correio Lageano ainda não existia. Em menos de dois meses, após o início do conflito, o jornal começou a circular em Lages, em 21 de outubro do mesmo ano. E era pelos jornais e rádios que a população ficava sabendo sobre as notícias do continente europeu.


O fim do confronto foi só em 1945. Foram muitos anos de angústias e incertezas, e também de muitas notícias divulgadas nas páginas do jornal. Em Santa Catarina, havia muitos descendentes dos países envolvidos no conflito, especialmente as colônias alemãs e italianas. Em Lages, apesar de não serem maioria, também moravam imigrantes e descendentes desses países, e para eles, as notícias da guerra eram muito dolorosas, afinal, os dois países estavam no centro dos combates.


Uma das mais importantes notícias para os brasileiros foi em 1942, quando o Brasil, depois de muitos navios afundados pelos submarinos alemães, decidiu lutar ao lado dos Aliados: Estados Unidos, Inglaterra, França e Rússia, na época União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). 


Em 14 de agosto de 1943, a edição do jornal noticiou que a Força Expedicionária do Brasil (FEB) seria criada. O anúncio feito pelo Ministro da Guerra, o general Gaspar Dutra, numa entrevista publicada pelo jornal estadunidense New York Times, foi capa do CL. A FEB, em 1944, enviaria brasileiros para lutar no front. Antes, em 1942, quando o Brasil declara guerra ao Eixo, o jornal demonstra apoio à decisão do presidente Getúlio Vargas. A Força Expedicionária adotou como lema “A cobra está fumando”, em resposta àqueles que consideravam ser mais fácil uma cobra fumar do que o Brasil entrar na Guerra. Em setembro de 1942, publica um texto do interventor estadual, Nereu Ramos, sobre o tema, na primeira página, eis um recorte […] A hora não tolera hesitações nem apatia. Umas e outras revelam incompreensão de deveres para com o Brasil. A hora é de fé nos seus destinos[…]. Esses são apenas alguns exemplos de notícias do Correio Lageano durante a Guerra, há muitas outras.

Consciência ambiental se transforma em programa

O projeto Carahá de Cara Nova está perto de completar 20 anos, não é pouca coisa para um projeto nascido em 2001, que tem como objetivo chamar a atenção para o cuidado com o meio ambiente. Ele externa a preocupação do CL com o meio ambiente, apoia e reconhece boas práticas, em especial na educação ambiental, concedendo o Selo Escola Protetora do Meio Ambiente às instituições educacionais que se destacam.

 

Nesses 19 anos, o projeto manteve seu propósito de colocar em discussão, permanente, a preservação do Meio Ambiente. O símbolo desta iniciativa é o Rio Carahá, que conta com aproximadamente sete quilômetros de extensão e percorre boa parte da cidade de Lages, cuja nascente fica no Bairro Triângulo e a foz, no Rio Caveiras, no Bairro Bom Jesus. Um dos marcos do programa foi promover, em 2001, o abraço ao Rio Carahá, ato que reuniu uma multidão em volta do rio evidenciando a preocupação com a sua conservação.

 

O projeto foi desenvolvido, inicialmente, pelo Correio Lageano. Depois, passou a ser responsabilidade do Instituto José Paschoal Baggio, braço social do CL. Em 2014, foi premiado na categoria Responsabilidade Ambiental pelo Instituto Guga Kuerten, com a prática Selo Escola Protetora. No ano seguinte, uma parceria com os acadêmicos do curso de Engenharia Ambiental do CAV/Udesc, levou mais informação e prática para as escolas com os guardas mirins do Parque Natural João José Theodoro da Costa Neto.

Trabalho social

O Instituto José Paschoal Baggio é o braço social do Correio Lageano. Fundado em 20 de junho de 2007, leva o nome de um dos primeiros proprietários do jornal. Em 2008, foi considerado de Utilidade Pública pela Câmara Municipal. Em 2010, foi a vez da Assembleia Legislativa de Santa Catarina declarar o IJPB de utilidade pública estadual. Ao longo dos anos, seu trabalho já contemplou mais de 250 mil pessoas.

 

E o reconhecimento está nos projetos, nos resultados alcançados e, também, nas premiações. Em 2009, foi reconhecido pelo prêmio Empresa Cidadã ADVB/SC; em 2010, recebeu o Prêmio Elpídio Barbosa; no ano de 2014, com o Prêmio Responsabilidade Ambiental do Instituto Guga Kurten; em 2018, o Prêmio Santa Catarina pela Educação, da Fiesc. A missão dessa organização da sociedade civil é promover a formação social, cultural e ambiental, por meio da educação.

 

O foco das atividades do IJPB é a Serra Catarinense. O Festival Música na Serra, o Projeto Lendo e Relendo, entre tantos outros, são desenvolvidos pelo instituto. Em 2012, foi desenvolvido o Mentes Livres, que levou a leitura para detentos. Ainda foram realizadas publicações de livros pela editora IJPB, e o Salão de Artes Visuais 250 Cores de Lages, com um concurso de fotografia. O projeto Criança Brinca está em sua segunda edição e conta com a parceria do Fundo para a Infância e a Adolescência.

As oficinas do projeto Criança Brinca contemplam crianças de escolas de diferentes bairros de Lages e da Serra Catarinense

Meta é formar cidadãos críticos

E m 2004, ainda não tínhamos o mundo na palma da nossa mão. Recém-iniciado, o século XXI reservava muitas surpresas. Os celulares eram bem diferentes das opções que temos hoje. A tecnologia estava evoluindo, é verdade, mas muita gente não imaginava tudo o que teríamos em termos de inteligência artificial. E, àquela época, foi criado pelo jornal Correio Lageano o programa que ajudou a construir uma educação de mais qualidade, em Lages e na Serra Catarinense: o Lendo e Relendo.

 

O programa, coordenado pelo Instituto José Paschoal Baggio, é reconhecido na região e beneficia professores, estudantes e comunidade escolar por meio do jornal impresso e de ações de formação e incentivo à educação, que ajudam a transformar a realidade escolar. Levar o jornal para a sala de aula e incentivar a leitura de crianças e jovens, formando assim, novos leitores, está entre os principais objetivos do projeto. Além, é claro, de estimular o prazer da leitura, a formação crítica, e promover a participação na vida em sociedade.

 

O Lendo e Relendo já chegou a atender 77 escolas entre estaduais, municipais, particulares e outras instituições de ensino, em oito municípios serranos. Abrangendo diretamente cerca de 17,9 mil estudantes e 1,9 mil educadores. Em 2018, atendeu a 2.424 professores e 29.506 estudantes. Em alguns períodos, o programa foi interrompido, não por vontade do IJPB, mas por falta de parcerias, e sempre que isso aconteceu, os profissionais da educação se mobilizaram, pedindo seu retorno, dada a relevância do trabalho.

A acadêmica de Jornalismo, Karoline Andrade Kitabayashi, tem uma história com o programa, que iniciou aos 12 anos, quando estudava na escola municipal Suzana Albino França. “Participei dois anos da Maratona do Conhecimento, período que descobri o quanto gostava de escrever e contar histórias. As premiações eram viagens de estudos e lembro de ficar fascinada quando visitamos a redação de uma emissora de televisão. Foi ali que nasceu a paixão pelo Jornalismo, dentre outras tantas experiências que tive a oportunidade de viver”. Ela diz que o Lendo e Relendo foi crucial para a escolha profissional e para a sua construção pessoal. “Sou grata pela existência do Lendo e Relendo, porque sei que, assim como eu, muitas outras crianças serão incentivadas.”

 

Melhorar a educação passa pela formação dos professores, por isso, o programa se propõe a realizar oficinas que objetivam a formação continuada para o uso do jornal em sala de aula, também encontros na sede do Instituto José Paschoal Baggio. A equipe pedagógica também vai à escola, participando em paradas pedagógicas, reunião de pais e realizando atividades com os estudantes. Oferece formação por meio de cursos e seminários. Estes encontros são pautados no incentivo à leitura, formação de leitores por meio da utilização do jornal e das mídias em sala de aula. Entre as atividades desenvolvidas pelo programa estão: Lendo e Relendo no Parque, Maratona do Conhecimento – Estudante Repórter, Seminário Lendo e Relendo e as visitas guiadas à sede do jornal Correio Lageano.

Atualmente atende 77 escolas em oito municípios, entre elas estaduais, municipais, particulares e instituições.

Abrange diretamente cerca de 17,9 mil estudantes, 1,9 mil educadores.

Depois da leitura, a hora da diversão

Brincadeiras e guloseimas, essas são, sem dúvida, coisas que crianças adoram. E se for em grupo, a diversão está garantida. Em 12 edições, o Lendo e Relendo no Parque promoveu o encontro de estudantes participantes do projeto, familiares, comunidade escolar e voluntários em tardes de muita alegria. A última edição da atividade foi em 2017.


No ano de 2014, na 9ª edição, o motivo foi ainda mais especial, pois comemorou os 10 anos do programa Lendo e Relendo com o Correio Lageano. Foram mais de sete mil participantes, 33 escolas, mais de 60 empresas parceiras e 100 voluntários.


O objetivo principal do Lendo e Relendo no Parque é a integração social das escolas, a troca de experiências, lazer e oportunidade de convivência com outros grupos e atividades socioeducativas, tudo isso, em um único dia. A professora de produção e literatura, da rede pública de ensino, Conceição Aparecida de Jesus da Silva, 56 anos, que participou ativamente do programa Lendo e Relendo, confessa que descobriu com o uso do jornal inúmeras possibilidades de trabalhar a disciplina de Português.


E, além disso, destaca o evento Lendo e Relendo no Parque como fundamental. “É o momento em que os estudantes e pais aguardam ansiosos pois é um dia de encontro entre amigos, quando crianças se reencontram, famílias se unem à escola para que seus filhos tenham este dia de lazer, alegria e confraternização entre saberes”, explica.

Lages se insere no mundo da moda

O Correio Lageano realizou nos primeiros anos do século XXI um evento de moda, o Glitz Moda Show, que à época era considerado o maior evento de moda da Serra Catarinense, sendo, inclusive, parabenizado na Câmara de Vereadores. O evento era um espaço para lojas de Lages apresentarem tendências para as estações e, assim, alavancarem as vendas. O curso de Design de Moda da Universidade do Planalto Catarinense (Uniplac) também foi um importante parceiro. Além do evento, um caderno era publicado pelo CL.

 

Quando era realizado, nos anos de 2004 e 2005, movimentou o cenário da moda em Lages, sempre com participação expressiva de lojistas e público. Um dos objetivos era de mostrar que, mesmo fora dos grandes centros produtores e influenciadores da moda, é possível movimentar o setor. O jornal pretendia, também, formar um público consumidor desse tipo de evento, tão comum nas grandes cidades.

Qualidade internacional e com acesso gratuito

O mês de julho é marcado, em Lages, pelo som de violinos, pianos, flautas e outros instrumentos de música clássica. Isso porque, desde 2013 acontece o Festival Internacional Música na Serra, realizado pelo Instituto José Paschoal Baggio (IJPB) por meio da Lei Rouanet, de incentivo à cultura com direção artística do maestro Jean Reis. O evento vai para a oitava edição, e em 2020 já tem data definida, de 19 a 25 de julho. O Música na Serra é um espaço de aprendizagem, porque proporciona aos estudantes, por meio da sua programação pedagógica, a realização de aulas com professores de renome nacional e internacional.

 

Além das aulas de todos os instrumentos que compõem uma Orquestra Sinfônica, há canto lírico, canto coral e ballet. Mas não é só isso, promove concertos diários e gratuitos no Teatro Marajoara. Nesses concertos apresentam-se músicos que tocam nas melhores salas de concertos do Brasil, Europa e Estados Unidos. Entretanto, as apresentações não ficam restritas ao teatro, os músicos participam dos concertos sociais, que levam música aos bairros periféricos, escolas, asilos e outras entidades e instituições.

 

O músico, Danilo Harlem Salustiano Brumana, esteve em cinco edições do festival, a primeira vez, em 2015. “No meu primeiro ano era muito diferente, por ser mineiro e nunca ter saído do meu estado para ficar tantos dias num lugar, completamente diferente, me senti um verdadeiro forasteiro, queria explorar bastante o festival e a cidade”, conta. Ele acredita que os festivais de música clássica são importantes por vários motivos, dentre eles, porque quem participa pode fazer amigos e trocar experiências musicais. “É um verdadeiro intercâmbio cultural, e com isso a cultura local onde ocorre os festivais só tem a ganhar. É uma motivação para crianças, adolescente, jovens e adultos a se interessar pela a música clássica”.

 

Sobre o Música na Serra, afirma que melhorou muito desde 2015. “Para mim, é uma referência nacional e internacional e que me orgulho de ter participado sem parar. O festival nos move a querer sempre voltar e rever os professores, os colegas, o maestro e sentir as baixas temperaturas”, relata. O Festival Internacional Música na Serra busca, a cada ano, se solidificar como referência no desenvolvimento da Música de Concerto, para todo Estado de Santa Catarina e região Sul do país, bem como realizar ações durante todo o ano, voltadas para formação de plateia e para o desenvolvimento cultural da Serra Catarinense.

 

Outra forma da comunidade participar efetivamente do festival é pelo programa Adote Um Estudante, que consiste basicamente em hospedar um aluno que vêm a Lages para participar do evento. Os alunos do Festival provêm de estados das cinco regiões do país e diversos países da América Latina. Quem adota um estudante tem lugares reservados nas primeiras filas do Teatro Marajoara para os Concertos Noturnos do Festival, além de saber que está contribuindo diretamente para a valorização da cultura e da arte.

A música como ferramenta de integração social

A arte emociona, inspira e transforma. Isso ninguém duvida. E se juntarmos com a educação, não há limites. O Instituto José Paschoal Baggio uniu música e educação com um projeto que levou conhecimento e oportunidade para alunos de escolas serranas. O Projeto Som e Arte começou em 2009 com o objetivo de incluir crianças e jovens na comunidade, por meio da música, importante ferramenta para auxiliar no desenvolvimento social e escolar. O projeto já esteve em nove municípios da Serra Catarinense: Lages, São Joaquim, Bom Retiro, Cerro Negro, Urubici, Rio Rufino, Bom Jardim da Serra, Cerro Negro e Painel.

 

Violão popular, instrumentos de sopro, flauta doce, canto coral e cordas clássicas são ensinados. São oferecidas aulas teóricas e práticas em vários segmentos musicais, tendo como foco prioritário o estímulo do aprendizado do educando, desenvolvendo a cidadania e a valorização humana. As aulas oportunizam, além do ensino da música, a formação pessoal, cultural, social e cidadã dos participantes. Em 2010, um momento importante para alunos do projeto de São Joaquim, que participaram de encontro de corais infanto-juvenis. O evento foi promovido pela Liga Cultural e Artística do Alto Uruguai.

Em 2012, o Festival de Cultura Som e Arte movimentou três dias de evento no Teatro Marajoara. Promovido pelo Instituto José Paschoal Baggio, possibilitou a troca de conhecimentos e qualificação dos trabalhos dos estudantes. Escolas das redes municipal, estadual e privada da Serra Catarinense se inscreveram para apresentarem dança, teatro e música ao público.

Solange Pagani, representando Lages, foi eleita Miss Santa Catarina - Foto: Arquivo CL

Pioneirismo na realização de eventos

Entre 1955 e 1980, o concurso Miss Santa Catarina era organizado pelos Diários Associados, de Assis Chateaubriand. Em Lages, o Correio Lageano divulgava e participava da organização do evento. No ano de 1955, o jornal e a Rádio Clube tinham, inclusive, uma candidata. Na edição de 15 de janeiro do CL, uma matéria de capa tratava do ‘sensacional lançamento da candidata do Correio Lageano e da Rádio Clube’. Segundo o jornal da época, era para atender a um pedido de Luiz Fiúza Lima, supervisor geral do concurso, e para acompanhar os demais órgãos da imprensa e radiofonia do Estado.

 

Em 1964, uma reportagem explicava sobre o concurso em Lages, que havia sido transferido e os festeiros de São João do Clube 14 de Junho, junto ao colunista José Hélio Guidalli, que assina como J.H, visitariam residências de moças de Lages convidando-as a serem candidatas. Neste ano, Salete Maria Chiaradia foi eleita, no concurso realizado em Blumenau. Ao retornar a Lages, desfilou em carro aberto pelas ruas da cidade. Outras duas representantes da cidade seriam escolhidas: em 1979, Solange Scortegagna; e em 1985, Andreia Ribeiro Reis.

 

Em 1979, o concurso de Miss Santa Catarina foi realizado em Lages, o Correio Lageano foi um dos organizadores. Solange representou o Clube Princesa da Serra e lembra com muito carinho desse momento da sua vida. “Foi uma oportunidade maravilhosa de representar Lages e Santa Catarina, uma experiência emocionante, vivi momentos inesquecíveis. Tenho muita gratidão ao Correio Lageano, por meio do saudoso José Paschoal Baggio e da dona Scylla. Os dois, depois que fui eleita, me deram um apoio muito grande, me acompanhando como se fossem meus pais.” O Correio Lageano, segundo Jonilda Wagner, em seu livro José Paschoal Baggio, da Madeira ao Jornalismo, realizara diversos concursos de misses em Lages, a maior parte deles o ginásio do Colégio Santa Rosa de Lima.

Justa homenagem a quem empreende

Confiança e credibilidade são marcas do Prêmio Empreendedor José Paschoal Baggio, promovido há 21 anos, pelo jornal Correio Lageano. Desde então, todos os anos, empresas da Serra Catarinense, que obtiveram o maior retorno de Imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias (ICMS), recebem um troféu como reconhecimento, em um evento que congrega empresários e políticos da região.

 

O Prêmio Empreendedor teve a sua primeira edição em 1999, e levava o nome do Correio Lageano. Foi criado pelo, então, diretor José Paschoal Baggio, nas comemorações dos 60 anos do jornal. Desde 2001, a premiação leva o nome do seu fundador. Das empresas homenageadas, 50 compõem o critério de maior retorno de ICMS Adicionado, índice fornecido pela Delegacia da Receita Estadual, que comprova suas participações no movimento econômico dos municípios, nos quais estão instaladas; e outras cinco são premiadas na categoria Destaque. São empresas ou entidades que não lideram a geração de ICMS, mas fazem a diferença no seu setor oferecendo soluções e serviços inovadores para a sociedade. O jornal Correio Lageano também publica, anualmente, um suplemento com análises sobre a economia da Serra Catarinense e entrevistas com especialistas.

Homenagem a um homem empreendedor

José Paschoal Baggio foi um dos maiores empreendedores de Lages e região. Liderou várias instituições. Foi presidente da Associação Empresarial de Lages (Acil), do Clube 14 de Junho, do Sindicato das Indústrias Gráficas e fundador da Associação dos Diários do Interior (ADI). Foi vice-presidente da Associação Brasileira dos Jornais do Interior (Abrajori), esteve à frente, também, por 10 anos, do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Com o Correio Lageano defendeu bandeiras de interesse regional.

Valor adicionado

O valor adicionado (VA) significa o Movimento Econômico e corresponde aos valores das saídas deduzidas as entradas. Por exemplo, uma empresa compra um tecido por R$ 50,00 para confeccionar uma blusa. O tecido passa por vários processos, como corte, costura e é transformado em uma peça acabada. A blusa é vendida por R$ 120,00. A diferença entre a entrada e a saída, que no exemplo é de R$ 70,00 é o cálculo do ICMS Adicionado. Para os municípios, a geração de ICMS Adicionado é muito importante, já que esse imposto tem grande impacto no retorno tributário que o Estado divide entre suas prefeituras.

A união de quem precisa e quem pode ajudar

E m 2019, ano em que o Correio Lageano completa 80 anos, uma iniciativa tem mudado a vida de muita gente na Serra Catarinense. O Correio do Bem, uma realização do jornal, com apoio do Instituto José Paschoal Baggio e FM 101, tem contribuído para o crescimento profissional intermediando ações entre duas partes: quem precisa e quem pode ajudar.

 

Desde que teve início, em maio, sonhos e desejos foram realizados. Ser empreendedor e solidário são características do serrano, que pensa, além de si, no coletivo. Podem participar pessoas que moram a Serra Catarinense e tenham alguma necessidade relacionada ao ensino profissionalizante, melhoria e crescimento profissional, empreendedorismo, necessidade de equipamentos que possam impulsionar o crescimento profissional ou planejamento para montar um negócio.

 

De outro lado, empresas, entidades ou pessoas físicas podem contribuir para sanar a necessidade do próximo, basta ficar atento às publicações nas páginas do Correio Lageano e também no CLMais. Entre as pessoas que tiveram seus pedidos atendidos, está a pedagoga Patrícia Rodrigues, de 40 anos. Ela ganhou duas bolsas de estudo, uma para cursar uma pós-graduação e outra de um curso preparatório para concurso e processos seletivos. O pedido foi atendido por meio de uma parceria entre a Faculdade São Braz e a empresa DS cursos.

 

Cátia Cilene Sprenger Rodrigues, de 42 anos, está conseguindo realizar o sonho de empreender. Em junho, com o objetivo de expandir a produção de bolos, pediu um forno elétrico, e ganhou. Desde então, a produção só aumenta. Produz cerca de 50 bolos por dia e com a comercialização da produção adquiriu uma batedeira planetária. “Conseguimos comprar uma batedeira planetária com a própria renda das vendas dos bolos”, comemora.

As cartas com os pedidos podem ser deixadas no Correio Lageano e junto aos parceiros do projeto, como o Ponto de Leitura na Praça do Terminal Urbano, no Centro de Lages; Supermercados Kloppel (Rua Silvino Duarte Jr, Popular), Myatã (Avenida Luis de Camões, Coral); Martendal (Rua São Joaquim) e Hipermercado Big (Rua Getúlio Vargas, Conta Dinheiro).

“Fiquei muito feliz porque é uma oportunidade real de crescimento, tanto no local que eu já trabalho, quanto em um local novo. Talvez eu possa até fazer um concurso.” - PATRÍCIA RODRIGUES, que queria se aperfeiçoar para termelhores oportunidades profissionais.

Sede Serra aponta caminhos e soluções

O Seminário de Economia e Desenvolvimento Empresarial da Serra Catarinense (Sede Serra), promovido pelo Correio Lageano, teve sua primeira edição em 2013. Entre os palestrantes que passaram pelo evento está o político, atual senador da república, José Serra; o jornalista e colunista Gilberto Dimenstein; Angela Hirata, executiva do grupo Alpargatas, da marca Havaianas; o ex-governador João Raimundo Colombo; o economista Maurício Mulinari, entre outros nomes de destaque nacional e estadual. Em 2018, o evento fez parte das comemorações dos 20 anos do Prêmio Empreendedor José Paschoal Baggio, e contou com palestras de representantes de oito empresas, as únicas que participaram de todas as edições do Prêmio Empreendedor.

 

O seminário é dirigido a empresários, gestores e administradores das iniciativas pública e privada, acadêmicos e demais interessados nos temas. Para a direção do CL, é preciso capacitar a região para os novos rumos da economia, tornando a Serra mais qualificada e atenta às oportunidades do mercado.

Em 2018, as empresas que participaram de todas as edições do Prêmio Empreendedor José Paschoal Baggio apresentaram seus cases no Sede Serra

Portal de turismo: Com ele, a Serra ganha notoriedade

A neve que costuma ser registrada no topo da Serra, todo ano, credencia a região para receber turistas no inverno. Basta uma previsão, mesmo que remota, de que há possibilidade de o fenômeno acontecer, para pessoas do Brasil inteiro se deslocarem para as cidades serranas. E o Correio Lageano está sempre atento, tanto em relação à neve, como também à movimentação turística.

 

Promover o desenvolvimento do potencial turístico faz parte dos objetivos do Correio Lageano. Para tanto, além de dar espaço para notícias sobre o setor, produz materiais específicos sobre o tema, criou o portal Na Serra Catarinense, que é uma plataforma de referência na divulgação do turismo da região.

 

O portal oferece informações e serviços dos 18 municípios que integram a Associação dos Municípios da Região Serrana (Amures). Dispõe de informações sobre hospedagens, gastronomia, informações sobre os pontos turísticos, vinícolas, rotas e outras atrações. É entendimento da marca Correio Lageano que a Serra Catarinense é um dos principais destinos turísticos do Sul.

 

Com o conteúdo do portal Na Serra Catarinense, o turista consegue entender que nem só de neve se mantém o turismo na região. Há anos que os empresários do ramo conseguem trazer para a Serra visitantes em todas as épocas do ano, especialmente no verão. Isso porque as belezas naturais, a tranquilidade das pequenas cidades e as estruturas dos hotéis-fazendas, pousadas e resorts, justificam a estadia. Por isso, dizemos que as belezas naturais e o clima são atrativos da Serra Catarinense, mas não apenas isso, são bons motivos para o desenvolvimento de negócios na região.

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