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Ciro Gomes é o primeiro presidenciável a visitar Lages nestas eleições

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Foto: Vinicius Prado

Candidato à Presidência da República, Ciro Gomes (PDT) fez uma passagem rápida por Lages, na Serra Catarinense, na manhã de sexta-feira (31). Acompanhado pelo presidente nacional do partido, Carlos Lupi, e da esposa Giselle Bezerra, chegou por volta das 10h30 no Aeroporto Federal Antônio Correia Pinto de Macedo e seguiu para uma agenda na Casa do Trabalhador, onde se reuniu com sindicalistas.

Essa foi a primeira visita do candidato, em campanha, no Estado Catarinense. Ciro permaneceu menos de duas horas na cidade, depois seguiu para Porto Alegre (RS). Na agenda, a visita a uma feira de agronegócio. No Centro de Lages, fez uma caminhada e tomou chimarrão no Calçadão da Praça João Costa. Posou para fotos e conversou com correligionários e eleitores. Antes de deixar a cidade visitou o monumento de 1958, em homenagem a Getúlio Vargas.

O prefeito Antonio Ceron (PSD) foi cumprumentar o candidato. Os partidos são aliados na corrida pelo Governo de Santa Catarina. Questionado se esse encontro seria uma indicação de apoio ao presidenciável, desconversou dizendo que foi convidado a encontrá-lo. Lembrou que em outra ocasião, numa noite fria lageana, chegou a presenteá-lo com um pala.

Ciro lembrou de quando esteve em Lages no início da década de 1980. “Vim conhecer o velho amigo Dirceu Carneiro (ex-prefeito). Lembro bem que foi um sinal de democracia participativa, que eu, muito jovem, fiquei querendo ver como funcionava”, lembrou.

Elogiou Santa Catarina por ter vários polos regionais e, por não cometer o erro histórico do Brasil de concentrar terra no latifúndio. “Santa Catarina fez o processo da modernidade que é não ter concentradas as suas energias econômicas num só setor”, afirmou. Destacou o turismo, a agricultura em escala, agricultura familiar e as cooperativas.

Aumento dos ministros do STF

Sobre o aumento do salário dos servidores e dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que deve impactar as contas públicas em R$ 7,15 bilhões em 2019, Ciro culpou a aliança do PSDB com o MDB no atual governo, que aumenta o desemprego e desvaloriza o salário dos mais pobres. Criticou o reajuste como “totalmente desproporcional”.

Nesta semana, o STF decidiu sobre a constitucionalidade do emprego de terceirizados na atividade-fim das empresas. O candidato criticou a medida e afirmou que “estamos às vésperas da escravidão”.

Orçamento federal

Destacou a necessidade de forte apoio popular para resolver o problema da conta pública. Pretende impor o tributo sobre lucros e dividendos empresariais. “Só o  Brasil e a Estônia não cobram”, comentou. Também tributar a herança superior a dois milhões de reais. “Só o Brasil cobra 4% e o resto do mundo cobra alíquotas muito maiores”, afirmou.

Também promete rever a isenção de impostos. “São R$ 354 bilhões por ano de dispensa de impostos dos barões, poderosos do Brasil.” Segundo ele, as três medidas superam o desequilíbrio da conta pública e permitem investimentos em educação, saúde e  segurança.

Dados do IBGE apontam crescimento de apenas 0,2% do PIB no segundo trimestre

Afirmou que para o Brasil crescer e gerar empregos é preciso restaurar o consumo das famílias, para isso, voltou a prometer refinanciar a dívida dos 63 milhões de brasileiro que estão no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e aumentar a capacidade de investimento empresarial.

Vê como necessário fortalecer o Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES). Para consertar a conta pública e restaurar o investimento, defende a revogação da Emenda Constitucional 95 que limita os gastos públicos por 20 anos. “Para que a gente expanda o investimento em saúde, educação, moradia, ponte, estrada, aeroporto tudo que interessa ao povo brasileiro”, garantiu.

Quer reindustrializar o Brasil. No que se refere aos combustíveis, como petróleo, gás e bioenergia disse que “não faz sentido o Brasil exportar petróleo bruto e importar diesel pagando em dólar”. Na saúde, quer gastar 17 bilhões de dólares do Governo Federal para gerar emprego. No agronegócio, criticou a dependência da importação.

“O Brasil compra todos os defensivos agrícolas e fertilizantes, a maior parte do valor de um trator e de uma colheitadeira vem de fora. Podemos, perfeitamente, produzir aqui”. E finalizou falando da indústria da defesa que, segundo ele, o Brasil gasta 20 bilhões de reais para equipar as Forças Armadas, praticamente, comprando de fora do Brasil. “Por isso, a Embraer não pode ser entregue aos americanos, se consumarem isso, vou tomar de volta”, prometeu.  

A vice Kátia Abreu

“Ela deu uma entrevista notável no caderno feminista do UOL”. Disse que possuem agenda juntos, mas que cada um está fazendo campanha em um determinado local. E negou que estivesse focada em fazer campanha entre os empresários do agronegócio.  

Segundo turno e as alianças

“Vou manter o projeto que estou apresentando ao povo brasileiro que é sair dessa briga mesquinha, entre coxinhas e mortadelas, que introduziu o ódio e a destruição da unidade nacional”, afirmou. Disse ser necessária a união do povo brasileiro ao redor de um projeto que alie os interesses de quem produz, com os interesses de quem trabalha. “O inimigo do Brasil é a especulação financeira e a ladroeira”, disparou.

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