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Chuva e caminhões pesados prejudicam estado das estradas

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Uncini reclama de caminhões que puxam madeira com a estrada molhada - Foto: Susana Küster

Caminhões carregados com toras, transportando cerca de 50 toneladas nas estradas que, às vezes, estão molhadas devido a chuva. Essa é a justificativa do secretário de Agricultura e Pesca, Osvaldo Uncini, para trechos ruins de acesso ao interior de Lages.

O município possui cerca de dois mil quilômetros de estradas. Ele conta que na Localidade de Morrinhos, em um ano, as máquinas melhoraram quatro vezes as condições da via, porém, o esforço não surtiu resultado a longo prazo. “O pessoal precisa de mais consciência, não há estrada de chão que aguente caminhões pesados, quando está molhada”, lamenta.

Essa situação foi constatada pelo Correio Lageano na tarde de sexta-feira, na Localidade de Macacos. Apesar de não estar chovendo na hora em que um caminhão de toras passou na estrada, no canto da via, tinham duas toras caídas e marcas de pneu de caminhão no chão, que visivelmente estava molhado.

Sem equipe

Mesmo o secretário ressaltando que grande parte das estradas estão em condições boas de tráfego, ele confessa que todas ficaram sem manutenção, em dezembro e janeiro. “Nós não estamos trabalhando nas estradas desde dezembro, porque estamos sem funcionários”.

Em janeiro, as máquinas ficaram todas paradas. Segundo o secretário, as pessoas são contratadas através do processo seletivo por um ano, depois disso, novas provas são efetuadas e a atuação começa em fevereiro.

A burocracia, segundo ele, impede que em janeiro já comece o trabalho dos funcionários. A situação piorou com o fim da Associação das Comunidades Rurais Organizadas de Lages (Acro). “Devido a lei do Marco Regulatório, a Acro acabou e era através dela, que os conserveiros eram contratados. Eles vão começar a atuar em fevereiro”.

Porteira a dentro

Segundo o secretário, os produtores de leite têm prioridade na melhoria dos acessos às estradas. Para que não aconteça desistência da atividade, ele afirma que, especialmente na Localidade Rancho de Tábuas, onde se concentram mais produtores, os acessos serão patrolados e cascalhados. Atualmente, muitos levam o leite em carrinho de mão até a estrada geral.

Terceirizada

Mesmo sem as equipes da prefeitura, o secretário afirma que quatro empresas estão trabalhando para melhorar as condições das estradas do interior. “Duas estão na Coxilha Rica, uma em Santa Terezinha do Salto e uma se divide entre Índios e Rancho de Tábuas”. Porém, faz cerca de 10 dias, que por conta das chuvas frequentes, não tem sido viável trabalhar.

Agricultores de rancho de tábuas elogiam secretaria

Na última sexta-feira de tarde, agricultores e moradores de várias Localidades de Lages tiveram uma reunião com o secretário de Agricultura e Pesca, Osvaldo Uncini.

Um dos presentes no encontro, o agricultor Paulo Rogério Rafaeli Arruda, afirma que as equipes da Secretaria de Agricultura e Pesca têm executado um bom trabalho de reparo das estradas do interior.

Ele trabalha em Rancho de Tábuas e conta que em um ano, a estrada geral foi patrolada duas vezes. “A empresa terceirizada arruma a estrada geral e a ideia deles agora é reparar de porteira a dentro. Somente as estradas ramais que estão ruins”.

Outro agricultor que também mora e trabalha em Rancho de Tábuas, Ciro Barboza, também elogia o trabalho da secretaria. “Eles estão alargando as estradas, tirando algumas curvas e está ficando boa. Eles pararam perto do Natal, mas a terceirizada voltou no início de janeiro”.

Em Potreiros, situação é ruim, diz moradora

Moradora da Localidade de Potreiros, distante cerca de 25 quilômetros do Centro de Lages, Luciane Vargas Machado reclama das condições da estrada. Ela conta que como os cerca de 50 moradores usam o trecho para ir até a cidade fazer compras e também para vender seus produtos, os veículos precisam de manutenção frequente devido os buracos.

“Só arrumaram aqui duas vezes no ano passado e as valetas ficaram entupidas. Agora, começam as aulas e as crianças também são prejudicadas nos estudos. No ano passado, fomos até na Câmara de Vereadores pedir ajuda”.

A falta de conserveiros, que são os funcionários que fazem pequenos reparos nas estradas, só piora as condições do trecho, pois Luciane conta que eles limpam as valetas e eliminam os buracos.

“Gostaríamos de saber onde estão as equipes, que não aparecem aqui. Outro problema é que quando eles vem, só passam a máquina para tirar os buracos e com isso, sai os cascalhos e a estrada fica escorregadia quando está molhada”.

Ela diz que alguns moradores que possuem cascalho dão para a prefeitura arrumar a estrada. “Mas tem proprietários que não possuem dinheiro nem para arrumar o acesso às suas casas. Conheço um local que se os moradores passarem mal, não tem como um veículo tirar eles da casa”, lamenta.

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